Os padres que Deus quer” – reportagem JN

Desde o arranque do novo site, em finais de Maio de 2008, o JN online fez uma aposta muito forte na produção autónoma de conteúdos multimédia (autónoma, saliente-se…não confundir com inclusão de videos e/ou foto-galerias e/ou sons de agências ou disponíveis em plataformas como o YouTube).
Neste dia de Páscoa, sugere-se a mais recente reportagem, com autoria partilhada entre Cláudia Monteiro, Leonel Castro e Joana Bourgard: “Os padres que Deus quer“.

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Futuro do telemóvel

Recordando o dia da primeira chamada por telemóvel, feita por Martin Cooper, então a trabalhar para a Motorola, o Página 1 da Renascença, enviou-lhe umas perguntas, entre as quais esta: “Como espera que evoluam os telemóveis?”. A resposta deste veterano que, aos 79 anos, continua a trabalhar no futuro da tecnologia das comunicações móveis:

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Os telemóveis vão evoluir para aparelhos muito diferentes que vão servir as pessoas de formas muito diversas. O telefone básico será, num futuro não muito distante, embebido debaixo da pele do utilizador, juntamente com um computador potente que vai ouvir a voz da pessoa e seguir os seus comandos. Não será necessária bateria porque o telefone funcionará com a energia corporal do utilizador. Também num futuro próximo será possível a uma pessoa ter uma doença diagnosticada remotamente – muitas das funções vitais do corpo serão medidas e os dados serão enviados, sem fios, a um médico ou computador. Isto será revolucionário e salvará milhares de milhões de dólares e milhões de vidas.

Livro – Innovating for and by users

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Foi recentemente disponibilizado o livro Innovating for and by users, coordenado por Jo Pierson, Enid Mante-Meijer, Eugène Loos and Bartolomeo Sapio. Trata-se de um projecto ao abrigo da iniciativa COST298 e tem por objectivo observar os efeitos da transição socio-tecnológica e dos alterados papéis dos utilizadores no design e na inovação de tecnologias de banda larga e nos média digitais.
Mais informação sobre o livro aqui e donwload da versão inglesa aqui.

“O meu Telejornal” no site da RTP

A RTP renovou o seu site. Em http://noticias.rtp.pt, a TV pública apresenta várias novidades que têm um ponto comum: estimular a participação dos cidadãos na informação televisiva. Em destaque está um link intitulado “ O meu Telejornal” que permite a escolha de um alinhamento mediante uma oferta pré-determinada de (diversos) conteúdos. Há também a possibilidade de ver em directo as emissões da RTP 1 e da RTPN – janelas que estavam acessíveis no anterior site da RTP, mas que raramente eram abertas.

Digital Games 2008 – última chamada

Realiza-se no Centro do Porto da Universidade Católica, a 6 e 7 de Novembro próximo, a conferência  Digital Games 2008, a qual decorrerá em conjunto com a ARTECH 2008 – 4th International Conference on Digital Arts. Visa promover um fórum de discussão de questões ligadas à multidisciplinaridade da área em Portugal.
Organizada conjuntamente pela UM-Universidade do Minho (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade), Instituto Superior Técnico, Universidade de Aveiro e Spellcaster Studios, a iniciativa pretende reunir investigadores e profissionais, permitindo a divulgação de trabalhos e a troca de experiências entre as comunidades académica e industrial. No âmago da conferência estão fundamentos teóricos e práticos emergentes do design, desenvolvimento e públicos que procurarão explorar novas
abordagens por parte da comunidade. A Digital Games 2008 é a primeira conferência de uma série, que deverá realizar-se anualmente, e possui na sua organização pessoas ligadas a eventos anteriormente ocorridos em Portugal na área dos jogos digitais.
Mais informações: AQUI.
(Gravura: cartaz da conferência, da autoria de Vinicius Mano)

“Democracia, jornalismo e tecnologia” – novo livro

Denis McQuail, Kaarle Nordenstreng, Peter Dahlgren e Nico Carpentier são alguns dos autores de capítulos da volumosa obra que acaba de ser disponibilizada na Internet, com o título “Democracy, Journalism and Technology: New Developments in an Enlarged Europe“. Trata-se da reunião dos trabalhos de uma Summer School de doutoramento, realizada neste Verão, na Universidade de Tartu (instituição que é também a editora da obra).
Outros volumes relativos a summer schools de anos transactos: AQUI.

“Os novos media e a idade da convergência”

O editor do Expresso Multimedia, Miguel Martins, anima segunda-feira, dia 2, às 14.30, um debate na ESEC (Escola Superior de Educação de Coimbra), sobre “Os novos media e a idade da convergência”.
O objectivo desta acção é analisar as tendências e os desenvolvimentos recentes no domínio dos media, em tempos de transição para sistemas integrados multimedia e on line.

Simpósio de Jornalismo Digital

Já arrancou mais um Simpósio Internacional de Jornalismo Digital organizado pela Universidade de Austin-Texas. Importará assinalar a presença de três portugueses – António Granado (Público, UNova), Fernando Zamith (Lusa, UPorto), João Canavilhas (UBI).
É possível acompanhar as sessões em directo, é possível seguir o blog e ver as fotos e é ainda possível descarregar os textos de algumas das comunicações a apresentar.

Apagar a(s) memória(s)?

Parece que basta saber a que porta bater — e, além disso, ter dinheiro. Se apareceu no Google alguma coisa menos bonita que não se quer ver por lá, é possível arranjar maneira de apagar a história sem deixar rasto (ou, pelo menos, ‘enterrá-la’ lá para o fundo de milhares de links). Eu não fazia ideia… Pelos vistos, muita gente famosa tem aproveitado. A dica veio daqui.

“Em menos de 20 anos”

“(…) em menos de 20 anos, esta coisa de fazer jornais (de os fazer tecnicamente, entenda-se) parece ter evoluído mais, e mais profundamente, do que nos 500 anos precedentes. Ou seja, desde os tempos (à volta de 1450) em que Gutenberg inventou os caracteres móveis e a prensa tipográfica, com isso abrindo caminho às modernas tecnologias de composiçlão e impressão (…)”

Joaquim Fidalgo, Qual é o nosso papel?…, in ComUM, nº 1, 25.02.2008

A convergência em todas as suas vertentes

Já estão aí alguns sinais, mas o mais importante ainda pode estar para aparecer. Veja-se o que era, anos atrás, um telemóvel e aquilo em que ele se foi tornando e vai continuar, certamente, a evoluir.
Que tendências se detectam neste campo, para além da experiência do consumidor? Em Setembro passado o ministro da Cultura, Média e Desporto do Reino Unido criou um “Think Tank” sobre a Convergência e o seu impacte nos mercados, na vida dos consumidores e dos cidadãos, bem como aas potenciais implicações no plano político e de regulação.
A OFCOM, a entidade britânica reguladora dos media, que está associada a este grupo, acaba de disponibilizar um documento sobre o seu entendimento acerca da convergência. Intitula-se, precisamente, What is convergence? e encontra-se acessível no site da instituição. De entre os aspectos que aborda, destaca-se: The consumer experience of convergence; Impact on market structures of convergence; The global context of convergence; Key changes underpinning convergence.

Fosso digital cresce ou recua?

A propósito do relatório Information Economy Report 2007-2008, que a UNCTAD acaba de divulgar, noticia a Reuters (“Rich-poor ‘digital divide’ still broad, says UNCTAD“):

The digital divide between rich and poor countries is narrowing as mobile phones and Internet use become more available, but the developing world still lags far behind, a United Nations report said on Wednesday.

A France Presse, por sua vez, lê no mesmo documento (“‘Digital divide’ widens between rich and poor countries: UN“):

The “digital divide” between rich and poor countries is growing with developing countries still far behind in the use of broadband internet, the UN trade and development agency has warned.

O tira-dúvidas (?) é o próprio documento da UNCTAD: Information Economy Report 2007-2008.

Tecnologia e figurações do humano

Comunic& Soc12

Acaba de sair o nº 12 da revista Comunicação e Sociedade, do Centro de Estudos do mesmo nome, da Universidade do Minho. Foi coordenado pelo Prof. Moisés de Lemos Martins e é dedicado ao tema “Tecnologia e figurações do humano”. Eis o índice:

Nota de abertura
A época e as suas ideias

Moisés de Lemos Martins

I. Pensar a técnica hoje

Evocação da tecnologia: fantasmas, determinismo da utopia?
José Augusto Mourão

Espaço, media e experiência. Na era do espaço virtual e do tempo real
Maria Teresa Cruz

Nota sobre o processo de exteriorização da técnica: o lugar da interacção homem-computador
António Machuco Rosa

Sociologia da blogosfera: figurações do humano e do social em blogs e hibrilogs
Pedro Andrade

Seres humanos e objectos técnicos: a noção de “concretização” em Gilbert Simondon
José Pinheiro Neves

Da tecnologia na organização à organização na tecnologia
James Taylor

II. Figurações tecnológicas

Figuras do íntimo-quotidiano na televisão: quando o mundo privado se torna mediático. O caso de SIC e TF1
Elisabeth Machado

Um mesmo sonho: o monstro de Frankenstein, o robô e o homem biónico
Lurdes Macedo

O museu digital: uma metáfora do concreto ao digital
Cláudio Oliveira

Os arquivos globais de vídeo na Internet: entre o efémero e as novas perenidades. O caso YouTube
Luís Miguel Loureiro

Da vinculação social da técnica enquanto totalitariedade – Incursões na vida desvitalizada. Considerações sobre a Second Life
Rui Pereira

III. Na era da imagem, a palavra, sempre

O que pedem as palavras?
Anabela Gradim

A difícil arte de perguntar: aporias e apostas da redacção do questionário para inquérito sociológico
Albertino Gonçalves

IV. Leituras e Reflexões

Guia sobre Media dos cidadãos

A Rising Voices, iniciativa da Global Voices, tornou publico, no final da passada semana, o primeiro de uma série de guias com o objectivo de explicar o fundamental da produção de conteúdos mediáticos a pessoas sem conhecimentos técnicos das áreas envolvidas.
Como explica a Daniela Bertocchi (foi no Intermezzo que recolhi a informação) a diferença substancial entre este documento e alguns outros anteriores será o facto de se percebr aqui uma tentativa de fugir a um olhar anglo-cêntrico, reflectindo experiências de outras culturas, outras línguas, outros enquadramentos sócio-políticos.
Há versões em em inglês, espanhol e bengali [.pdf, 500Kb].

Novo blogue sobre postais ilustrados

Acaba de ser criado o blogue “Postais Ilustrados”. Os autores estão a desenvolver um projecto que pretende contribuir para uma socio-semiótica da imagem e do imaginário, bem como reapreciar os media tradicionais a partir destes meios aparentemente marginais.