Sopa, Murdock e blackouts


E assim foi: a Wikipédia inglesa ameaçou e cumpriu um blackout em protesto contra a nova lei anti-pirataria que está em discussão nos Estados Unidos. Também a WordPress (que alberga este blogue) aderiu ao protesto colocando uma página de abertura alusiva aos problemas que esta legislação poderá representar.

Juntaram-se assim a centenas ou mesmo milhares de entidades (sites, pessoas, etc) que recusam o que consideram ser uma tentativa de limitar a liberdade de expressão na internet. Já há reacções e retrocessos com senadores norte-americanos a retirarem o seu apoio à proposta.

Uma dúvida a retirar: será desta que a sociedade civil (representada também por estes sites de índole colaborativo, centenas de bloggers e cidadãos que protestaram contra a lei) ganha uma luta contra os tycoons dos media?

Que bem que está a nossa TDT

A ANACOM disse ontem que desde o desligamento do primeiro emissor de televisão analógico, em Palmela, apenas 271 pessoas contactaram a linha de apoio da TDT por terem ficado sem sinal.
A maioria dos telespectadores que contactaram a linha de apoio não tinha tomado medidas para continuar a ver televisão, nomeadamente ainda não tinha adquirido um descodificador ou um kit satélite, adiantou ainda aquela entidade.
O balanço feito é, portanto, positivo.

Que leitura fazer disto?
Do ‘balanço’?
Da apresentação deliberadamente não contextualizada dos dados?
Do lugar da ANACOM enquanto (pelo menos no papel) garante dos direitos dos cidadãos?


Para ajudar à reflexão deixo (com a devida vénia) um excerto de um texto escrito este fim-de-semana por Miguel Gaspar na revista Pública (‘Este país não é de graça’):

Como já se compreendeu, todo o processo da TDT foi conduzido à medida dos interesses das empresas envolvidas. Da PT, que é dona da rede de transmissores, à Zon e à Meo e a acabar nos operadores de televisão, incluindo o quasi beatificado serviço público.
E o que é chocante é esse entendimento ter sido feito às custas dos espectadores mais desprotegidos, do ponto de vista cultural e do ponto de vista económico. Aqueles para quem televisão são quatro canais e mais nada (…). Em muitos casos, nas zonas onde a TDT não chegar, estes terão de comprar aparelhos para poderem ver televisão por satélite. Ao todo, irão pagar mais de 131 milhões de euros. (…) Este país não é para graças. De todo.

Quem é dono do quê?

A paisagem mediática nacional está em estado de grande fluidez – talvez seja o normal em tempos de crise, ou talvez não.
Parece, em todo o caso, que o ‘assunto’ da propriedada dos média portugueses deveria ser mais discutido (nos próprios média mas também fora deles).
Regista-se com agrado a atenção da Estrela Serrano ao tema – aqui e aqui, por exemplo – mas as movimentações ocorridas nos últimos tempos e, sobretudo, as que parecem estar ainda em curso talvez necessitassem de maior visibilidade.
Duas notinhas recolhidas hoje, a este propósito, não presumindo que uma possa ter algo a ver com a outra: o FC Porto pode estar a preparar-se para lançar um grupo de média e o Público anuncia novo plano de corte na despesa.

Os dois mundos da TDT portuguesa

Parece haver dois sistemas de TDT em Portugal. Um deles é o que a população recebe, o outro é o que as empresas de telecomunicações construíram, com alguns apoios importantes.

O da população está cheio de equívocos. É o pior da Europa em oferta de programas – pois contempla apenas os quatro canais generalistas, a qualidade de receção da imagem deixa a desejar, o sinal não está disponível para cerca de 1 milhão de cidadãos – que estão nas chamadas zonas de sombra e são obrigados a pagar mais de 100 euros para assistir aos canais TV aberta via satélite, não há uma oferta de serviços em HD, nem a TV móvel, muito menos serviços interativos diferenciados, como, por exemplo, aplicações para pessoas com necessidades especiais.

Já o sistema das empresas vai muito bem. É um dos responsáveis pelo crescimento de quase 30% do mercado de televisão paga em Portugal, que aumentou de 43,7%, em 2008, segundo dados do Obercom, para 70%, em 2011, segundo dados da Anacom. Algo extraordinário em tempos de recessão. A TDT das empresas também prospera na área da Internet em banda larga, pois já foram leiloadas frequências que serão libertadas a partir do apagão analógico, previsto para abril, quando os operadores de telemóveis poderão fornecer serviços 4G. Uma transação que trouxe aos cofres públicos 370 milhões de euros. O sistema das empresas ainda tornou monopólio da PT a distribuição dos sinais televisivos terrestres e a venda de equipamentos pra a receção em zonas de sombra. Além disto, como comprova o documento abaixo, inicialmente a PT seria obrigada a arcar com todos os custos referentes ao kit satélite, mas a Anacom mudou a lei em abril e jogou a maior parte da conta para a população.

Entre os dois sistemas, posiciona-se a Anacom, que deveria primar pelos interesses da população. Mas, nas declarações do regulador, tudo está a correr muito bem na TDT da população, pois as pessoas estão devidamente informadas, há subsídios excelentes para as famílias se adaptarem à receção da TDT, o apagão nas zonas piloto foi um sucesso e Portugal está preparado para avançar.

No entanto, bastou que os meios de comunicação investigassem um pouco mais a fundo e fizessem uma série de reportagens para as coisas começarem a mudar. A RTP, cumprindo o seu importante papel de serviço público, foi a primeira a levar à televisão os dados que mostravam que havia algo errado na TDT da população, enquanto a TDT das empresas prosperava.

Houve recuos por parte da Anacom, que decidiu fasear o apagão no litoral, que atingiria grande parte das pessoas que vivem na costa, e também anunciou uma pequena diminuição do custo do kit satélite. Mas, em termos de modelo, até o momento nada mudou.

Na tabela abaixo podemos comprar os dois mundos da TDT:

TDT da População

TDT das empresas

  • Mesmo número de canais da TV analógica, o que deixa Portugal com a menor oferta de canais na TDT da Europa, segundo dados do Observatório Audiovisual Europeu.
  • Oferta de dezenas de canais em plataformas de TV pagas, incluindo canais temáticos da RTP, de acesso exclusivo aos serviços por subscrição.
  • Redução da cobertura em relação ao sistema analógico.
  • Monopólio da PT na distribuição dos sinais digitais terrestres.
  • Mais de 100 euros de investimentos para assistir aos canais da TV aberta nas zonas de sombra.
  • Monopólio da PT na venda do Kit satélite para as zonas de sombra.
  • Cerca de 30 euros para a compra de um descodificador nas zonas cobertas pela TDT.
  • Crescimento de aproximadamente 30% do mercado de TV paga, desde o início da implementação da TDT.
  • Aparente impossibilidade de adiar o apagão analógico e rever o modelo da TDT.
  • Frequências libertadas pela TDT na faixa dos 800 Mhz já leiloadas para TMN, Vodafone e Optimus, para a exploração do 4G.

Agora que os dados dos dois mundos da TDT tornaram-se públicos, vamos aguardar para ver se os agentes políticos vão agir para diminuir a clara disparidade do processo.

Na web (também) vale a pena?

Percebi, esta tarde, que os sites de alguns dos principais títulos jornalísticos nacionais vestiam a cor de uma conhecida marca de supermercados.
Numa rápida verificação dei conta (por volta das 15h30) de que num universo de 13 ‘títulos’ foram sete os que concordaram com a proposta, dois deles – a TVI e o Público – aceitando não apenas preencher a tradicional ‘moldura’ a branco com a dita promoção mas ainda a inclusão dos tão populares pop-ups (no caso do site do Público percebe-se ainda, num cantinho, o tal do ‘P’ mas no caso da TVI até a identificação do canal desaparece).

Sendo estes tempos de crise generalizada seria despropositado não aceitar as razões pode detrás desta cedência. Creio, aliás, que nos casos em que não há interferência directa com os conteúdos informativos estamos perante algo que os jornais em papel já fazem, um pouco por todo o mundo, há alguns anos (PS2 – 16h50 – a referida marca optou também hoje por fazê-lo).
Nos outros – o Público e a TVI – parece-me, porém, que se dá um passo a mais.
A nota de relevo é, ainda assim, o facto de uma grande marca acreditar que faz sentido investir desta forma nos espaços informativos online. Há uns anos atrás, quando uma operadora de comunicações móveis decidiu promover a sua mudança de imagem colorindo de azul as capas de alguns dos principais jornais escolheu não apostar na web (mais aqui e aqui). Agora, aparentemente, as coisas já mudaram.

PS1 – 16h05 – Para que conste, Diário Económico e Jornal de Negócios também aderiram à campanha.

La Repubblica…em branco

A primeira página do diário italiano La Repubblica aparece hoje em branco, como sinal de repúdio daquele jornal pela aprovação, no Senado, de uma proposta de lei que limita as escutas telefónicas nas investigações judiciais e policiais e que permite a aplicação de penas de prisão efectiva a jornalistas que publiquem conteúdos provenientes dessas escutas.
Para fazer aprovar a proposta da lei, o governo de Silvio Berlusconni recorreu, pela 34ª vez no actual mandato, a um artifício legal denominado ‘questão de confiança’ que permite ‘saltar’ discussões de eventuais emendas, apressando o processo.
Pode ler-se no editorial do La Repubblica:

Attenzione: la legge-bavaglio decide per noi, e decide secondo la volontà del governo ciò che noi dobbiamo sapere, ciò che noi possiamo scrivere.
Con ogni evidenza, tutto questo non è accettabile: non dai giornalisti soltanto, ma dai cittadini, dal sistema democratico. Ecco perché la prima pagina di “Repubblica” è bianca, per testimoniare ciò che sta accadendo. E per dire che non deve accadere, e non accadrà.

Mais AQUI.

Provedores contribuem para a qualidade do jornalismo

Há vários tipos de provedores ou vários modos de entender e praticar a função. Mas aqueles que se assumem como instância de análise e de crítica do jornalismo representam um contributo para a qualidade do jornalismo. Esta poderia ser uma das conclusões de um extenso estudo que acaba de ser publicado pela Netherlands Media Ombudsman Foundation, que se baseou na análise de colunas de provedores na Holanda e num questionário respondido por provedores de diversos países.
O estudo, intitulado “The News Ombudsman – Watchdog or Decoy?”, sublinha algumas pressões a que esta função se encontra submetida, especialmente nos últimos anos: a passagem de uma preocupação ético-deontológica para uma ponderação de natureza jurídico-legal; a pressão dos blogs e outras formas de escrutínio que levam alguns a concluir que os provedores representam uma função obsoleta face à interactividade dos novos media; e também porque a redução de gastos leva algumas empresas a não ver com bons olhos ocupar um jornalista sénior nestas funções.
Apesar destas tendências, os autores do estudo entendem que os provedores podem reforçar a qualidade do jornalismo. “Na medida em que os jornalistas têm presente que alguém está atento ao seu trabalho no dia a dia e a tomar a sério as queixas dos consumidores relativamente ao produto jornalístico, isso gera um impulso no sentido da qualidade”, acentua o trabalho.
Mas, ao mesmo tempo, há que sublinhar não apenas que o número de provedores tem vindo a cair (especialmente nos Estados Unidos), mas também – e esta é uma aparente tendência que o estudo ressalta – “o número de provedores verdadeiramente independentes e que analisam criticamente o seu produto mediático representam uma pequena minoria”.

Para ler o relatório:
Huub Evers; Harmen Groenhart; Jan van Groesen (2010) The News Ombudsman – Watchdog or decoy? [ISBN 97890 79700 20 2]

Jornalismo e liberdade – Murdoch dixit

O texto de opinião que o magnate global do sector dos media Rupert Murdoch assina hoje no The Wall Street Journal, intitulado “Jornalism and Freedom” merece ser lido e estudando com atenção.
Por formação, gosto de ler e de acompanhar ideias bem argumentadas mesmo (ou sobretudo) quando são diferentes das minhas. Há sempre algo (às vezes, muito) que se aprende adoptando esse tipo de abordagem.
Ao contrário do que a frase do artigo destacada dá a entender – “Government assistance is a greater threat to the press than any new technology” – as opiniões de Murdoch vão para lá do problema dos subsídios estatais aos media e retomam posições veementemente defendidas nas últimas semanas relativamente ao modo de enfrentar a crise dos media jornalísticos e, em certa medida, da crise do próprio jornalismo.
Duas notas breves, a propósito:
1. Aparentemente a razão primeira da crise dos meios jornalísticos estaria em que não dão às pessoas aquilo que elas querem. Sublinha o auto que visitou inúmeros jornais cheios de prémios nas paredes mas com a circulação a cair a pique e isto porque os respectivos editores se esqueceram dos clientes e passaram a escrever e publicar para si mesmos.
A bem dizer, este argumento não é novo. Mas quando esperávamos que o autor abrisse uma nesga de solução para este problema, ele avança com os gadgets através dos quais os cidadãos acedem cada vez mais às notícias, nomeadamente os portáteis. Ora isto, se bem leio, não tem que ver com as notícias que interessam ou não, mas com o modo como a elas se acede.
Ou talvez não. Visto que a tecnologia através da qual lemos as notícias também pode ser altamente condicionadora do tipo de notícias que lemos.
Ora o articulista passa, neste ponto, para aquilo que designa por “qualidade do jornalismo”. E que entende ele por tal conceito? Nada diz, a não ser que “no futuro, o bom jornalismo dependerá da capacidade das instituições jornalísticas de atrairem clientes, proporcionando-lhes notícias e informação pelas quais eles estejam dispostos a pagar”. Percebo que esse seja o ponto de vista e a preocupação de Murdoch. Mas confesso não ver muito bem onde fica, neste cenário, a preocupação com a qualidade.

2. O que o autor escreve sobre o papel regulador do Estado também se percebe bem. Em resumo, entende Murdoch que os apoios que os governos (ele alude, no caso, aos Estados Unidos da América) possam dar aos media jornalísticos se traduzirão em dependência do jornalismo face ao poder e, por conseguinte, numa limitação da liberdade de informação e, em última instância, da própria liberdade.
Em vez de ajudar, num tempo de crise excepcional e num momento de dificuldade extrema, um grande jornal a sobreviver, por exemplo, o Estado faria melhor em deixá-lo cair e, em contrapartida, limpar os escolhos que impedem o acréscimo de concentração dos media para aqueles que podem e querem crescer. Isto é que seria pautar a actuação por critérios do século XXI e não pelos do século passado, segundo o articulista. Contudo, bem vistas as coisas, a liberdade defendida por Murdoch é, afinal, a liberdade dos poderosos de se tornarem ainda mais fortes. À custa da crise, além do mais.
Para quem coloca um título tão grandiloquente e ambicioso ao seu artigo, esperava-se talvez um pouco mais de elevação e grandeza quanto aos horizontes da liberdade propugnada.
Ainda assim, o artigo merece ser lido e estudado.

Ele há cada coincidência (III)

Palavras para quê?
A marcha do pensamento único (neste caso com um pendor bélico nacionalista muito peculiar que também importaria não deixar de discutir) continua, nos desportivos, sem embaraço nem contratempos.

ERC debate futuro da mediasfera

A ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) organiza na próxima semana ( dias 20 e 21), no Auditório 2, da Fundação Calouste Gulbenkian, a sua III Conferência anual dedicada ao tema “A  comunicação social num contexto de crise e de mudança de paradigma”.
Este encontro encontra-se estruturado em cinco painéis de temas:

  • “O Futuro da Mediasfera. Impacto na Regulação”
  • “Que modelo(s) de negócio para a comunicação social?”
  • “Imprensa tablóide, revistas de sociedade e do “coração” e reserva da vida privada”
  • “Televisão Pública e Televisão Comercial: o que as distingue, o que as deve distinguir?”
  • “Sondagens e Jornalismo. Práticas e boas práticas”

A Conferência terá a presença do Professor Jeffrey Cole, Director do Center for the Digital Future, da Annenberg School for Communication que fará uma intervenção sobre a evolução da Mediasfera e o seu impacto a nível social, político, económico e regulatório.
A participação na Conferência é livre, estando apenas sujeita a inscrição prévia: AQUI.

Neo-naturalismo, será?

Primeira página d’O Jogo nesta quarta-feira.

20090729_ojogo_primeira

Jornalismo online = trabalho forçado

20090525_LeMonde_LesForcatsDeLinfoUm texto de Xavier Ternisien sobre o jornalista online, publicado originalmente na edição papel do Le Monde está a tornar-se o centro de uma discussão em França.
Intitulado ‘Les forçats de l’info’, o texto sugere que os jornalistas online são – pela forma como descrevem a cada vez maior interligação entre as suas vidas privada e profissional – uma espécie de escravos…ainda que consentindo (alegremente) nessa situação.
Excertos:

On dit aussi “les journalistes “low cost”“, ou encore “les Pakistanais du Web”. “Ils sont alignés devant leurs écrans comme des poulets en batterie”
(…)
Ils enchaînent les journées de douze heures, les permanences le week-end ou la nuit.
(…)
Les témoignages abondent, le plus souvent sous anonymat. Ces jeunes journalistes ont encore leur carrière devant eux et ne souhaitent pas la compromettre. C’est le cas de cette jeune femme de 24 ans, qui a travaillé de 2006 à 2008 en contrat de professionnalisation au Nouvelobs.com. Elle décrit un travail bâclé, le copier-coller de dépêches d’agence “en reformulant vaguement, sans jamais vérifier, faute de temps”.

[Sugestão recolhida aqui]

Conferência sobre regulação no Twitter

Luís Santos está a ‘twitar’ a conferência sobre a regulação na Universidade do Minho. AQUI.
Também Paulo Ranieri: AQUI.
Também a Ciberesfera: AQUI.
[Acesso aos tweets sobre a conferência: #umregulation]

Conferência sobre regulação transmitida por webcast

A conferência internacional “Jornalismo na Europa – Quem precisa de regulação‘”, que vai realizar-se amanhã, sexta-feira, na Universidade do Minho, será transmitida via Internet, dando, assim, a possibilidade de acompanhamento, e mesmo de intervenção, por parte de quem está interessado em acompanhar os trabalhos e não pode deslocar-se a Braga.
Para seguir a emissão, a partir das 9.30 desta sexta-feira, há então duas alternativas: ou a partir do site do CECS – Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (mas só com o browser Internet Explorer); ou através do endereço mms://streaming.uminho.pt/cecs [cortar e colar na barra de endereço do browser] e , que abre um pedido de permissão para a abertura de um leitor de vídeo (por ex. o Windows Media Player para Windows, o MPlayer para  MacOS ou o SMPlayer para Linux).

Jornalismo na Europa -2
Jornalismo na Europa

Quem precisa de regulação? – conferência

No próximo dia 15 (sexta-feira) realiza-se na Universidade do Minho a conferência ‘Jornalismo na Europa: Quem precisa de Regulação?‘, organizada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.
O encontro propõe-se aproximar perspectivas diferenciadas sobre as profundas transformações que estão hoje a ocorrer no campo jornalístico e respectivos desenvolvimentos ao nível dos mecanismos de regulação. Analisando as mudanças, procura-se, com esta conferência, contribuir para o desenvolvimento de uma leitura mais complexa das ferramentas reguladoras (internas e externas) com potencial para a defesa do jornalismo como um campo socialmente relevante. Os desafios colocados pela digitalização dos conteúdos, pela proliferação das plataformas e pelo crescimento exponencial de participantes na esfera pública digital estarão em cima da mesa.

Programa

15 de Maio de 2009 (9h30-18h)
B1 (CPII) – Universidade do Minho

09h30:   Sessão de Abertura
Moisés de Lemos Martins, Presidente do Instituto de Ciências Sociais
Manuel Pinto, Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Denis McQuail, Prof. Jubilado da Universidade de Amesterdão
Helena Sousa, Presidente da Comissão Organizadora

10h30   Intervalo para café

10h45: Reflectindo sobre a Incerteza: Quadros de Referência para Pensar a Regulação
Josef Trappel, Coordenador do EuroMedia Research Group e Professor da Universidade de Viena
Jeremy Tunstall, Professor Jubilado da City University, Londres
Kees Brants, Professor da Universidade de Amesterdão
Hans Kleinsteuber, Professor Jubilado da Universidade de Hamburgo
Moderação – Elsa Costa e Silva, Investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

12h45   Intervalo para almoço

15h00: Mesa Redonda – Olhares Cruzados sobre as Práticas de Regulação em Portugal
José Azeredo Lopes, Presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social
Alfredo Maia, Presidente do Sindicato de Jornalistas
Afonso Camões, Presidente do Conselho de Administração da Lusa
Adelino Gomes, Provedor do Ouvinte da RDP
Moderação – Joaquim Fidalgo, Investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

17h00: Sessão de Encerramento
Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares
Moisés de Lemos Martins, Presidente do Instituto de Ciências Sociais
Manuel Pinto, Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

Mais informação em http://www.cecs.uminho.pt/regulacaoeuropa.html