A paixão… do fim da rua ao fim do mundo

A TSF completou hoje 24 anos. Notícias recentes referiam mais uma restruturação em curso, que acabaria pelo menos com as delegações do Alentejo e do Algarve. Pouco se pode fazer por paixões quando o investimento retrai a capacidade de surpreender (que é o que faz quem se conduz por paixão, não é? Surpreender…).

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A Rádio na frequência da Web

Está já disponível o vol.20 (2011) da revista Comunicação e Sociedade, recolhendo textos em torno do futuro da rádio em ambiente digital.
Madalena Oliveira e Pedro Portela, os organizadores deste número, dizem no seu texto de apresentação:
Repensar a rádio no actual contexto de uma sociedade digital, ou mais especificamente no contexto da web, impõe que se repense a sua relação com a imagem, mas também, de um modo mais generalizado, os termos do seu contrato de escuta. Se é verdade que a emissão tradicional se mantém de alguma maneira na web – que nessa medida é apenas um novo dispositivo de escuta, um novo receptor do sinal radiofónico -, também o é que a oferta associada aos sítios das emissoras na Internet exige uma redefinição da sua relação com os ouvintes.
Mais detalhes aqui (esclarecimentos e encomendas através deste endereço)

Hoje é Dia Mundial da Rádio…

… um dia para escrever pouco e ouvir muita rádio!
A TSF está a assinalar o dia com várias rubricas que lembram a magia, a paixão e os segredos da rádio. O Fórum TSF marca hoje os dias da rádio

A UNESCO e a rádio

A UNESCO proclamou o dia 13 de fevereiro como o Dia Mundial da Rádio. Muitas razões terão justificado esta decisão. No site da UNESCO, são assim sintetizadas as virtudes da rádio:

«A rádio é o meio de comunicação de massas que alcança a mais ampla audiência no mundo. Também é reconhecida como uma ferramenta de comunicação poderosa e como um meio low cost. A rádio é especificamente ajustada para alcançar comunidades remotas e grupos vulneráveis: os deficientes, as mulheres, os jovens e os pobres, ao mesmo tempo que oferece uma plataforma para intervir no debate público, independentemente do nível educacional das pessoas. Além disso, a rádio tem um papel específico e relevante na comunicação de emergência e no resgate em desastres.»

Com esta convicção, o Dia Mundial da Rádio foi fixado para «criar maior consciência no público sobre a importância da rádio; encorajar os decisores a estabelecer e providenciar acesso a informação através da rádio; assim como melhorar as redes de cooperação internacional entre emissoras». No espírito destes objetivos, a UNESCO sugere para a comemoração da data este ano um conjunto de 15 ideias que passam, por exemplo, por encorajar os media a inserir uma banda alusiva ao dia nos seus espaços.

O desejo de ouvir…

«I think there is a deep, natural, human desire to be accompanied by sound, whether music or voices. It stops us from feeling alone. Radio has intrinsic qualities that give it a good chance of surviving.»

David Hendy, citado num artigo do The Guardian, no dia 3 de fevereiro.

A rádio e a ubiquidade por excelência

ImagemReunindo textos de 14 autores, o livro Radio and Society: new thinking for an old medium – que acaba de ser lançado pela Cambridge Scholars Publishing – considera que a rádio não apenas sobreviveu aos desafios da Internet como tirou proveito das suas vantagens para se expandir ainda mais como o mais ubíquo de todos os meios. Na nota de introdução, o editor reconhece que a rádio continua a enfrentar desafios críticos, mas admite ao mesmo tempo que a rádio é ainda encarada como um meio poderoso, influente e capaz de produzir mudança social e proveito comercial. Num campo habitualmente menos favorecido em termos de produção científica, este livro parece ser obrigatório para refletir sobre um meio que, diz o editor, «ainda está aí, ainda é interessante e importante e ainda se está a desenvolver».

Exposição assinala a história da radiodifusão

ImagemO Museu de Artes e Ofícios de Paris acolhe a partir de 28 de fevereiro a exposição «Radio: ouvrez grand vos oreilles!», que lembrará a história da radiodifusão. Resultando de uma parceria entre a Radio France e o INA (Institut National de l?Audiovisuel), esta exposição reunirá objetos, documentos e arquivos sonoros. No site do museu faz-se já nesta apresentação a honra a este grande meio – o mais discreto de todos, mas aquele que durante muito tempo terá sido o preferido dos franceses… e talvez de todos nós:

«Universo fascinante, ela [a rádio] formou, bem antes da Internet, uma formidável porta de entrada para o mundo inteiro, permitindo captar sons, músicas e vozes não importa de que parte do planeta.»