Doutoramento em Ciências da Comunicação – candidaturas

Abrem, na próxima segunda-feira (21 de Maio), as candidaturas ao Curso de Doutoramento em Ciências da Comunicação da Universidade do Minho para o ano lectivo 2012/2013.

Actualmente com 110 alunos inscritos, o Programa de Doutoramento em Ciências da Comunicação abre, este ano, mais 20 vagas para estudantes nacionais e estrangeiros, recomendando vivamente que os estudantes que precisam de visto se candidatem na primeira fase de candidaturas que agora arranca.
Com cerca de duas dezenas de possibilidades de áreas de especialização, a edição 2012/2013 tem a novidade de permitir a dispensa da componente lectiva aos estudantes que têm percursos relevantes em termos de publicação científica.
Tal como tem acontecido no passado, o Curso de Doutoramento visa potenciar investigação científica original e capaz de dar resposta às necessidades de pesquisa fundamental e aplicada com particular incidência no país e no mundo Lusófono e ibero-americano. Os estudantes externos a estas áreas culturais terão acompanhamento tutorial nas respectivas línguas.

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Um Dia com os Média

Convocar os cidadãos e a sociedade para refletir sobre os papel e o lugar dos media nas suas vidas é o objetivo da Operação Um dia com os Media, projeto que irá decorrer no próximo dia 3 de maio, dia mundial da liberdade de imprensa, com múltiplas iniciativas por todo o país.
Esta Operação surge num tempo em que as tecnologias e plataformas digitais permitem, como nunca, que os cidadãos se exprimam no espaço público, fazendo por isso sentido que o olhar crítico e participativo relativamente aos media seja, ele próprio, um exercício de liberdade.

Promovida pelo Grupo Informal sobre Literacia para os Media, esta operação congregará um vasto e variado conjunto de atividades concebidas e realizadas pelas mais diversas instituições, tais como bibliotecas, meios de comunicação, escolas, instituições do ensino superior, grupos de alunos, centros de investigação e formação, associações, universidades de seniores, movimentos, igrejas, autarquias e outras, glosarão o mote Um dia com os media: Que significado têm os media na nossa vida e como poderiam tornar-se mais relevantes?
São diversas as ações programadas, como sejam, programas de rádio e televisão, conferências, mostras, concertos, debates, projeção de filmes, concursos escolares, ações de formação, jogo lúdicos, ações de rua, entre outras.
A lista completa de ações pode ser consultada AQUI.

Toda a informação sobre a Operação pode ser encontrada AQUI.

Grupo Informal sobre Literacia para os Media

O Grupo Informal sobre Literacia para os Media é uma plataforma que reúne entidades públicas com missões no domínio da literacia para os media, sendo presentemente constituído por: Comissão Nacional da UNESCO, Conselho Nacional de Educação, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) e Universidade do Minho – Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.
Entre os muitos projetos desenvolvidos pelo Grupo, importa destacar o Portal da Literacia para os Media e o Congresso “Literacia, Media e Cidadania”, do qual resultou a “Declaração de Braga”.

Primeira edição da Escola de Verão da SOPCOM

O Grupo de Trabalho de Jovens Investigadores em Ciências da Comunicação da SOPCOM organiza a Escola de Verão da SOPCOM, que pretende ser uma iniciativa regular e de referência na área. O site do evento está disponível em http://www.escoladeverao.sopcom.pt/.

Subordinada ao tema “Metodologias de Investigação em Ciências da Comunicação”, a Escola decorrerá de 9 a 13 de Julho no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP). Com a participação de conceituados investigadores na área, o programa conta com sessões que abordam os mais diversos métodos de investigação, nomeadamente a realização de inquéritos, a análise crítica do discurso, a análise de redes, entre outros.

Programa científico detalhado

– 9 de julho

[Sessões inaugurais e Sessões sobre Inquéritos e Sondagens de Opinião Pública]

– 10 de julho

[Sessões sobre Metodologias Qualitativas e Análise da Imagem]

– 11 de julho

[Sessões sobre Análise de Conteúdo e Análise de Redes]

– 12 de julho

[Sessões sobre Análise dos Discursos Jornalístico e Publicitário]

– 13 de julho

[Sessão sobre software MAXQDA e Conferência Final]

Moisés de Lemos Martins presidente da CONFIBERCOM

O presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação e diretor do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Moisés de Lemos Martins, foi ontem eleito Presidente da CONFIBERCOM – a Confederação Ibero-americana das Associações Científicas e Académicas de Comunicação.
Com uma equipa que representa a maior parte das associações federadas nesta organização, Moisés de Lemos Martins sucede a Margarida Kunsch, que substituiu interinamente o primeiro presidente eleito, José Marques de Melo.
As eleições tiveram lugar no dia 13 de abril, durante a Assembleia Geral da CONFIBERCOM, que se reuniu em Quito, no Equador, por ocasião do I Fórum Integrado de Comunicação Ibero-americana.

Como dar sentido ao jornalismo?

Analisar o presente e o futuro do jornalismo nas sociedades contemporâneas é o propósito essencial de um debate que terá lugar no próximo dia 17 de Abril (terça-feira), às 14h30, no Auditório do Instituto de Educação (IE) da Universidade do Minho (UM), em Braga.

Subordinado ao tema “Como dar sentido ao Jornalismo?”, o debate procura juntar jornalistas, investigadores, docentes e estudantes de jornalismo, bem como cidadãos interessados, qualquer que seja a sua proveniência. A iniciativa, semelhante a outras que se têm realizado em diversas universidades do país, culminará com a elaboração de uma Carta de Princípios do Jornalismo em Portugal, assente nos diferentes contributos e reflexões recolhidos.

O debate na Universidade do Minho / Braga decorre no âmbito das jornadas anuais do Grupo de Alunos de Ciências da Comunicação (GACCUM) e contará com as participações de Adelino Gomes (jornalista), Gustavo Cardoso (investigador), Carlos Daniel (jornalista), Isabel Margarida Duarte (professora universitária) e João Gonçalves (estudante de jornalismo), além de docentes de Jornalismo da própria UM – Joaquim Fidalgo, Luís António Santos e Manuel Pinto.

Esta realização inscreve-se num projecto mais vasto, intitulado “Projecto Jornalismo e Sociedade” (PJS), lançado por uma equipa de investigação do CIES-IUL – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa, e que conta com os apoios das Fundações Gulbenkian, EDP e FLAD. Coordenado por Gustavo Cardoso (presidente do Obercom) e Adelino Gomes (jornalista), o projecto congrega, no seu Conselho Consultivo, representantes das principais universidades portuguesas onde se ensina Jornalismo e dos mais relevantes órgãos de Comunicação Social nacionais.

Aberto à participação de todos os interessados, este debate é uma organização conjunta do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) – Instituto de Ciências Sociais (ICS), e do Grupo de Alunos de Ciências da Comunicação (GACCUM) da Universidade do Minho.

O Fórum poderá também ser acompanhado à distância: através do browser ou  através de um media player.

“Explicar um blog não era fácil”

Depoimento de Elisabete Barbosa, Diretora de Comunicação e Projetos, uma das fundadoras do blog:

Criar e manter um blog há 10 anos atrás era uma tarefa bastante mais difícil do que é hoje. Não existiam os serviços atuais, não era possível utilizar imagens facilmente e os sistemas de comentários tinham que ser integrados no blog (pelo menos para os utilizadores do Blogger).
Mas também era mais interessante e divertido. Conhecia-se toda a blogosfera portuguesa e ainda era possível acompanhar facilmente o movimento nos EUA e no Brasil. Cada novo blog português era celebrado por toda a comunidade e as notícias sobre cada “nascimento” entusiasticamente divulgadas por outros bloggers.
Estejam ou não moribundos, os blogs foram percursores importantes do atual panorama das redes sociais. Foram os primeiros sistemas de auto-publicação, um grande passo para a democratização da Internet, o momento em que deixou de ser necessário conhecer linguagens de programação para poder publicar.
Para mim, no entanto, a principal diferença entre manter um blog hoje e há 10 anos não está na tecnologia ou no conhecimento do meio. Reside no facto de, atualmente, não ser necessário estar constantemente a explicar o que é um blog. É que não era fácil.
Parabéns ao Jornalismo e Comunicação e a toda a equipa.

Política científica em debate

A SOPCOM – Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação vai representar Portugal no I Fórum Iberoamericano de Comunicação, nos dias 11, 12 e 13 de abril, em Quito, no Equador, para apresentar um estudo sobre política científica em Comunicação em Portugal. 

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Refletir sobre o percurso das Ciências da Comunicação como área de conhecimento é o principal objetivo deste Fórum constituído no ano passado em São Paulo, por iniciativa da CONFIBERCOM – Confederação Iberoamericana de Associações de Ciências da Comunicação. Estruturado em três eixos principais, este encontro tem o intuito de problematizar a pós-graduação, a publicação em revistas científicas e a política científica nesta área de conhecimento em particular.

A delegação portuguesa neste fórum vai apresentar os dados preliminares de um estudo que fez o levantamento das 148 teses de doutoramento defendidas nesta área em Portugal entre 1990 e março de 2012 e analisou os 15 cursos que atualmente conferem o grau de doutor em Comunicação nas universidades portuguesas. Estimando que estarão em preparação cerca de três centenas de dissertações, este relatório patrocinado pela SOPCOM – Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação revela ainda que, em 11 anos, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia financiou 75 projetos coletivos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico.

Com cursos de graduação de Norte a Sul do país (ainda que com especial concentração no litoral), quatro centros de investigação em Comunicação, pelo menos seis revistas científicas em papel (e oito online) e uma numerosa rede de jovens investigadores, o domínio das Ciências da Comunicação em Portugal é hoje, defendem os autores do relatório, um terreno fértil e de grande produtividade. Ainda assim, ao Equador os investigadores portugueses vão também apresentar os desafios que hoje se impõem ao campo: o desafio de auto-reflexividade e de afirmação no seio das ciências sociais e humanas; o desafio da sustentabilidade; o desafio da internacionalização e o desafio associativo.

Nota: sou coautora do relatório.