Os dois mundos da TDT portuguesa

Parece haver dois sistemas de TDT em Portugal. Um deles é o que a população recebe, o outro é o que as empresas de telecomunicações construíram, com alguns apoios importantes.

O da população está cheio de equívocos. É o pior da Europa em oferta de programas – pois contempla apenas os quatro canais generalistas, a qualidade de receção da imagem deixa a desejar, o sinal não está disponível para cerca de 1 milhão de cidadãos – que estão nas chamadas zonas de sombra e são obrigados a pagar mais de 100 euros para assistir aos canais TV aberta via satélite, não há uma oferta de serviços em HD, nem a TV móvel, muito menos serviços interativos diferenciados, como, por exemplo, aplicações para pessoas com necessidades especiais.

Já o sistema das empresas vai muito bem. É um dos responsáveis pelo crescimento de quase 30% do mercado de televisão paga em Portugal, que aumentou de 43,7%, em 2008, segundo dados do Obercom, para 70%, em 2011, segundo dados da Anacom. Algo extraordinário em tempos de recessão. A TDT das empresas também prospera na área da Internet em banda larga, pois já foram leiloadas frequências que serão libertadas a partir do apagão analógico, previsto para abril, quando os operadores de telemóveis poderão fornecer serviços 4G. Uma transação que trouxe aos cofres públicos 370 milhões de euros. O sistema das empresas ainda tornou monopólio da PT a distribuição dos sinais televisivos terrestres e a venda de equipamentos pra a receção em zonas de sombra. Além disto, como comprova o documento abaixo, inicialmente a PT seria obrigada a arcar com todos os custos referentes ao kit satélite, mas a Anacom mudou a lei em abril e jogou a maior parte da conta para a população.

Entre os dois sistemas, posiciona-se a Anacom, que deveria primar pelos interesses da população. Mas, nas declarações do regulador, tudo está a correr muito bem na TDT da população, pois as pessoas estão devidamente informadas, há subsídios excelentes para as famílias se adaptarem à receção da TDT, o apagão nas zonas piloto foi um sucesso e Portugal está preparado para avançar.

No entanto, bastou que os meios de comunicação investigassem um pouco mais a fundo e fizessem uma série de reportagens para as coisas começarem a mudar. A RTP, cumprindo o seu importante papel de serviço público, foi a primeira a levar à televisão os dados que mostravam que havia algo errado na TDT da população, enquanto a TDT das empresas prosperava.

Houve recuos por parte da Anacom, que decidiu fasear o apagão no litoral, que atingiria grande parte das pessoas que vivem na costa, e também anunciou uma pequena diminuição do custo do kit satélite. Mas, em termos de modelo, até o momento nada mudou.

Na tabela abaixo podemos comprar os dois mundos da TDT:

TDT da População

TDT das empresas

  • Mesmo número de canais da TV analógica, o que deixa Portugal com a menor oferta de canais na TDT da Europa, segundo dados do Observatório Audiovisual Europeu.
  • Oferta de dezenas de canais em plataformas de TV pagas, incluindo canais temáticos da RTP, de acesso exclusivo aos serviços por subscrição.
  • Redução da cobertura em relação ao sistema analógico.
  • Monopólio da PT na distribuição dos sinais digitais terrestres.
  • Mais de 100 euros de investimentos para assistir aos canais da TV aberta nas zonas de sombra.
  • Monopólio da PT na venda do Kit satélite para as zonas de sombra.
  • Cerca de 30 euros para a compra de um descodificador nas zonas cobertas pela TDT.
  • Crescimento de aproximadamente 30% do mercado de TV paga, desde o início da implementação da TDT.
  • Aparente impossibilidade de adiar o apagão analógico e rever o modelo da TDT.
  • Frequências libertadas pela TDT na faixa dos 800 Mhz já leiloadas para TMN, Vodafone e Optimus, para a exploração do 4G.

Agora que os dados dos dois mundos da TDT tornaram-se públicos, vamos aguardar para ver se os agentes políticos vão agir para diminuir a clara disparidade do processo.

Primeiras…que podiam ser últimas

Depois dos anúncios feitos ontem à noite pelo governo esperava ter visto hoje nas primeiras dos principais diários um reflexo da magnitude do evento ou, alternativamente, uma antecipação de cenários com sentido para as respectivas audiências específicas.
Percebemos pela imagem que só um diário – o JN – levou o assunto tão a sério como os seus leitores; nos restantes pode ter acontecido uma de duas coisas – ou os Jornalistas estavam de folga ou, pior do que isso, os jornalistas de serviço estavam tão anestesiados por outras questões/pressões que  se esqueceram do conceito de ‘serviço’.

O Público apresenta um título que está nos antípodas do que um título de jornal deve ser (não há opção estratégica nem considerações de latitude estilística que lhe valham); presume que os leitores já sabem o essencial sobre o assunto – e presume bem – mas trabalha o rosto da edição em ‘piloto automático’, quase como se a relação com a sua audiência fosse a coisa menos importante da actividade.
O i recorre a uma paginação visualmente mais agressiva mas – tendo em conta o estilo daquele periódico e o evento em causa – fica aquém do esmero de outras ocasiões.
O DN ganha, certamente, o prémio ‘a primeira podia ser a última ou podia ser outra qualquer ou podia até não existir’ com uma imagem banal de José Sócrates e uma manchete absolutamente redundante (os jornais já não são apenas e principalmente espaços onde se dão notícias; são, precisam de ser para não morrer, espaços de contexto, espaços onde se apresentam contributos para que os leitores melhor apreendam as notícias).
O CM também recorre a uma paginação ‘chapa 4’ e escolhe para manchete uma informação não nova.
Mais do que a falta de imaginação anota-se a falta clara de esforço de todos estes títulos; para um dia como outro qualquer, uma primeira como outra qualquer…estratégia perigosa em tempos como os que vivemos.

IAMCR ’10 apresentada no México

A conferência anual da IAMCR terminou esta sexta-feira, na cidade do México, com a apresentação da universidade e do país que, no próximo ano, recebem a mais internacional das reuniões académicas na área da Comunicação.

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O director do CECS, Manuel Pinto, e a directora do DCC, Helena Sousa (acompanhados pela presidente da associação, Annabelle Sreberny – à esquerda na foto), apresentaram a proposta de tema genérico, Comunicação e Cidadania, indicações logísticas e detalhes sobre a imagem da conferência, um projecto da Paleta de Ideias (empresa com a qual o DCC tem um protocolo de colaboração).

A apresentação terminou com este video promocional do país.

Detalhes sobre a conferência da IAMCR em 2010 vão poder, de agora em diante, ser consultados no site oficial ou seguidos através da conta no Twitter.

Jornalismo online = trabalho forçado

20090525_LeMonde_LesForcatsDeLinfoUm texto de Xavier Ternisien sobre o jornalista online, publicado originalmente na edição papel do Le Monde está a tornar-se o centro de uma discussão em França.
Intitulado ‘Les forçats de l’info’, o texto sugere que os jornalistas online são – pela forma como descrevem a cada vez maior interligação entre as suas vidas privada e profissional – uma espécie de escravos…ainda que consentindo (alegremente) nessa situação.
Excertos:

On dit aussi “les journalistes “low cost”“, ou encore “les Pakistanais du Web”. “Ils sont alignés devant leurs écrans comme des poulets en batterie”
(…)
Ils enchaînent les journées de douze heures, les permanences le week-end ou la nuit.
(…)
Les témoignages abondent, le plus souvent sous anonymat. Ces jeunes journalistes ont encore leur carrière devant eux et ne souhaitent pas la compromettre. C’est le cas de cette jeune femme de 24 ans, qui a travaillé de 2006 à 2008 en contrat de professionnalisation au Nouvelobs.com. Elle décrit un travail bâclé, le copier-coller de dépêches d’agence “en reformulant vaguement, sans jamais vérifier, faute de temps”.

[Sugestão recolhida aqui]

Conferência da IAMCR/2010 em Portugal

iamcr_homeA International Association for Media and Communication Research acaba de anunciar aos seus membros que a conferência anual da organização, em 2010, terá lugar na Universidade do Minho, em Portugal.
É o seguinte o texto da mensagem:

“IAMCR’s Executive Board and International Council have selected the University of Minho, Braga, Portugal to host IAMCR’s 2010 conference.
Proposed dates are from 18-22 July, 2010.
More details about the Portugal conference will be announced during this year’s conference in Mexico”.

É a primeira vez que a IAMCR escolhe Portugal para receber aquela que é, anualmente, a maior reunião mundial de investigadores em comunicação.

Quem precisa de regulação? – conferência

No próximo dia 15 (sexta-feira) realiza-se na Universidade do Minho a conferência ‘Jornalismo na Europa: Quem precisa de Regulação?‘, organizada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.
O encontro propõe-se aproximar perspectivas diferenciadas sobre as profundas transformações que estão hoje a ocorrer no campo jornalístico e respectivos desenvolvimentos ao nível dos mecanismos de regulação. Analisando as mudanças, procura-se, com esta conferência, contribuir para o desenvolvimento de uma leitura mais complexa das ferramentas reguladoras (internas e externas) com potencial para a defesa do jornalismo como um campo socialmente relevante. Os desafios colocados pela digitalização dos conteúdos, pela proliferação das plataformas e pelo crescimento exponencial de participantes na esfera pública digital estarão em cima da mesa.

Programa

15 de Maio de 2009 (9h30-18h)
B1 (CPII) – Universidade do Minho

09h30:   Sessão de Abertura
Moisés de Lemos Martins, Presidente do Instituto de Ciências Sociais
Manuel Pinto, Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Denis McQuail, Prof. Jubilado da Universidade de Amesterdão
Helena Sousa, Presidente da Comissão Organizadora

10h30   Intervalo para café

10h45: Reflectindo sobre a Incerteza: Quadros de Referência para Pensar a Regulação
Josef Trappel, Coordenador do EuroMedia Research Group e Professor da Universidade de Viena
Jeremy Tunstall, Professor Jubilado da City University, Londres
Kees Brants, Professor da Universidade de Amesterdão
Hans Kleinsteuber, Professor Jubilado da Universidade de Hamburgo
Moderação – Elsa Costa e Silva, Investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

12h45   Intervalo para almoço

15h00: Mesa Redonda – Olhares Cruzados sobre as Práticas de Regulação em Portugal
José Azeredo Lopes, Presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social
Alfredo Maia, Presidente do Sindicato de Jornalistas
Afonso Camões, Presidente do Conselho de Administração da Lusa
Adelino Gomes, Provedor do Ouvinte da RDP
Moderação – Joaquim Fidalgo, Investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

17h00: Sessão de Encerramento
Augusto Santos Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares
Moisés de Lemos Martins, Presidente do Instituto de Ciências Sociais
Manuel Pinto, Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade

Mais informação em http://www.cecs.uminho.pt/regulacaoeuropa.html

Dinossauros…d’O papel!

Uma crítica literária que se transforma num muito curioso texto sobre as vidas e as existências dos grandes magnatas da imprensa norte-americana – “Paper tigers: what media moguls make“, de Nicholas Lemann no The New Yorker.
Excertos:

Media moguls—journalism moguls, anyway—need two sets of skills. They have to be able to select and package material from the world in a way that gives it order and narrative drive and swagger. They also have to forge, through creativity, cunning, and force, a set of arrangements with customers, competitors, governments, advertisers, production facilities, and distribution networks which can generate a lot of money. Even in an era of focus groups and marketing research, any news publication that attracts an audience has to have a personality, which means that it has to bear the stamp of a real person.
(…)
We now may see the history of journalism rewinding even farther, back to the time before the burghers and before the impresarios, when there wasn’t much of a market for news and there was a seamless connection between journalism and politics. Substantial realms of journalism, especially in newer media like the blogosphere and cable television, are already hard to distinguish from political activity. As government gets bigger and more consequential, the worry is not that there will be no one to purvey the news but that the news will no longer remain an independent and countervailing power.
(…)
A power-hungry media mogul is an independent social force—more independent, of course, when politicians he disapproves of are in power. That ought to count for something. And if, in the bargain, we get news, or entertainment, or even higher blood pressure from being infuriated, that’s another benefit. These days, we seem to be drifting toward the world that media reformers have dreamed about for half a century, where the press is made up entirely of small players. If we get there, we may find ourselves missing the dinosaurs who once roamed the earth.

Livro – Innovating for and by users

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Foi recentemente disponibilizado o livro Innovating for and by users, coordenado por Jo Pierson, Enid Mante-Meijer, Eugène Loos and Bartolomeo Sapio. Trata-se de um projecto ao abrigo da iniciativa COST298 e tem por objectivo observar os efeitos da transição socio-tecnológica e dos alterados papéis dos utilizadores no design e na inovação de tecnologias de banda larga e nos média digitais.
Mais informação sobre o livro aqui e donwload da versão inglesa aqui.

20 mil euros para jornalismo de investigação

efij_logoTermina no próximo dia 23 o prazo para a apresentação de candidaturas ao Fundo Europeu para Jornalismo Investigativo, uma iniciativa da organização belga Pascal Decroos Fund.
Escreve-se no texto de apresentação do fundo:

Do you have a good idea for a journalistic story, that really could make a difference? Maybe it could even become a good example for others? Do you need funding for travelling, translations and time to research it? Do you have colleagues in other countries you trust and cooperate with? Then maybe the European Fund for Investigative Journalism can give you a research grant.
Good journalism needs good ideas, competent and committed journalists, supportive editors – and time and money. The latter is something, the European Fund for Investigative Journalism can help with.

É uma campanha muito boa lançada por dois portugueses ligados ao mundo do jornalismo impresso – Joana Maciel e Pedro Monteiro – e pretende tirar partido do carácter viral da net: disponibilizam quatro posters no seu blog (whatype), todos com mensagens positivas sobre o futuro do jornalismo, e pedem que sejam impressos e colados por toda a parte…a começar pelas redacções.

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Tamanhos para impressão: amarelo, vermelho, rosa, azul

[Sugestão recolhida no ContraFactos / Post replicado a partir daqui]

Se os jornais se forem…não vão sozinhos

20061109_independentPaul Starr – professor de Comunicação em Princeton – escreve no The New Republic um longo texto (versão para imprimir aqui) sobre o que podemos perder quando deixarmos morrer os jornais.
E o argumento principal é de que, naturalmente, perderemos muito mais.
Leitura recomendada para o fim-de-semana.
Excertos:

Whether the Internet will ever support general-interest journalism at a level comparable to newspapers, it would be foolish to predict. The reality is that resources for journalism are now disappearing from the old media faster than new media can develop them.

One danger of reduced news coverage is to the integrity of government. It is not just a speculative proposition that corruption is more likely to flourish when those in power have less reason to fear exposure.  (…)And while the new digital environment is more open to “citizen journalism” and the free expression of opinions, it is also more open to bias, and to journalism for hire. Online there are few clear markers to distinguish blogs and other sites that are being financed to promote a viewpoint from news sites operated independently on the basis of professional rules of reporting. So the danger is not just more corruption of government and business–it is also more corruption of journalism itself.

News coverage is not all that newspapers have given us. They have lent the public a powerful means of leverage over the state, and this leverage is now at risk. If we take seriously the notion of newspapers as a fourth estate or a fourth branch of government, the end of the age of newspapers implies a change in our political system itself. Newspapers have helped to control corrupt tendencies in both government and business. If we are to avoid a new era of corruption, we are going to have to summon that power in other ways. Our new technologies do not retire our old responsibilities.

[Sugestão recolhida no PontoMedia]

Excelência e inovação nos media | CONGRESSO

Começa amanhã, na Universidade de Navarra, em Pamplona, o XXIII Congreso Internacional de Comunicación. Este ano, a temática que reúne investigadores, professores e alunos, é a Excelência e a Inovação na Comunicação.

Comunicar por todos los medios en la era digital implica disponer de modelos editoriales que enriquezcan las demandas del público, profundicen en la especialización de los contenidos, renueven los lenguajes y personalicen las ofertas, desde la integración multimedia. Por tanto, la excelencia y la innovación son dos actitudes que cobran relevancia en la sociedad de la comunicación interactiva.

[Para além das sugestões que faço respondendo directamente ao apelo do congresso, em que participo, era capaz de sugerir a diversificação de vozes femininas nas chamadas ‘ponencias’ (só a conferência inaugural será proferida por uma mulher. Os restantes 16 ‘ponentes’ são homens). Também isso seria um sinal de inovação e, potencialmente, de excelência!]

Sarkozy injecta mais 200 milhões na imprensa

Numa altura em que até os mais liberais são forçados (ainda que entre-dentes) a pronunciar a palavra ‘nacionalização’ (e variações, consoante o grau de intervenção dos estados) quase deixamos passar despercebida a mais recente iniciativa do Estado francês para salvar a imprensa.

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O presidente Nicolas Sarkozy anunciou há dias a injecção de mais 200 milhões de euros (para além dos cerca de 280 milhões já atribuídos) na economia da imprensa (escrita e online), através de incentivos fiscais e da duplicação do investimento publicitário.
O apoio excepcional terá uma duração de 3 anos e inclui ainda uma medida emblemática – todos os franceses com 18 anos de idade vão poder aceder a uma assinatura anual de uma qualquer publicação à sua escolha.

Boa ou má ideia?

Estados Gerais da Imprensa (Fr) – Livro Verde

A iniciativa ‘Estados Gerais da Imprensa Escrita‘, lançada pelo presidente francês, Nicolas Sarkosy, em Outubro do ano passado, resultou na elaboração de um Livro Verde que acaba de ser formalmente entregue à ministra da tutela.
O trabalho pode ser consultado em partes…

  • Pôle I – Métiers du journalisme, aqui
  • Pôle II – Processus industriel, aqui
  • Pôle III – Presse et Internet, aqui
  • Pôle IV – Presse et société, aqui

…ou pode ser descarregado na totalidade.

Estão também disponíveis inúmeros documentos parcelares – aqui – que estiveram na base do detalhado processo de auscultações e debates (o trabalho envolveu 148 participantes –  49 jornalistas, 19 representantes da imprensa nacional, 18 representantes da imprensa local e regional e 27 representantes de revistas – ao longo de 72 reuniões).

Prémio nacional de jornalismo universitário

Estão abertas, até ao dia 20 de Março, as candidaturas ao Prémio Nacional de Jornalismo Universitário.
A ideia foi lançada por três estudantes e surge, no site criado para o efeito, em tom de desafio: “Se és estudante de Jornalismo e Comunicação este prémio é para ti. Para participares tens de apresentar uma reportagem em formato de Televisão, Rádio, Imprensa, Multimédia ou Fotografia.”

[Sugestão recolhida no PontoMedia]