Leituras

Texto de um docente que, inspirado em Neil Postman, exprime o desejo de mais elevação na Twiterlândia. Mas, assim como já foi reticente contra os blogs e,hoje,escreve este longo post no seu blog, também já aderiu ao Twitter, depois do post. O to, do artigo vem neste excerto:
“The words “twitter” and “tweet” are at least well-suited to that medium. They conjure up images of a swarm of little birds all tweeting at each other at the same time, producing what may be a pleasing sound but ultimately amounts to incoherent noise”.

“NEW forms of media have always caused moral panics: the printing press, newspapers, paperbacks and television were all once denounced as threats to their consumers’ brainpower and moral fiber. So too with electronic technologies. PowerPoint, we’re told, is reducing discourse to bullet points. Search engines lower our intelligence, encouraging us to skim on the surface of knowledge rather than dive to its depths. Twitter is shrinking our attention spans. But such panics often fail basic reality checks (…)”.

Doutoramento em Ciências da Comunicação na UMinho

Já abriu o período de candidaturas à segunda edição do curso de doutoramento em Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.

Este período inicial, que vai até 15 deste mês e é relativo a uma parte diminuta das 20 vagas disponíveis, destina-se apenas a estudantes estrangeiros e tem por motivo o facto de em algumas situações eles necessitarem de bastante tempo para obter os respectivos vistos.

De 26 de Julho a 7 de Setembro poderão concorrer todos os candidatos interessados. No caso de as vagas não terem sido preechidas, haverá uma nova fase que irá de 27 de Setembro a 1 de Outubro.

As condições de acesso e o modo de proceder podem ser consultados AQUI.

Para mais informações: secposgrag@ics.uminho.pt/  ou tel. (+351) 253 60 46 96.

Há proletarização do jornalismo em Portugal?

Sob o título “La proletarización del periodismo”, escrevia Irene Lozano no site El Cuarto Poder (blog Casi Desnuda):

“Un alto directivo de uno de los cuatro principales diarios nacionales de Madrid me contaba el otro día que cuando él empezó como redactor en esta profesión, hace 30 años, ganaba 96.000 pesetas. Además tenía un ordenanza que le hacía fotocopias y un chófer que le llevaba a las ruedas de prensa. Cuando yo firmé mi primer contrato, hace quince años, me pagaban 180.000 pesetas: las cosas mejoraban. Entonces se abonaban a los redactores los taxis para ir a cubrir las informaciones, aunque las fotocopias eran de autoservicio. Ahora, a la gente que empieza, le pagan en muchos casos 500 o 600 euros. Si no van a dedo a las ruedas de prensa, deben de estar a punto, aunque aún hay otro sistema más barato: que no salgan a hacer información (…)”. [ler a continuação do post: AQUI]

Não há muitas dúvidas de que a situação em Portugal não é muito diferente da espanhola e, se o for, não será certamente melhor. É necessário conhecer casos e situações que nos dêem esse ‘vivido’ e esse ‘sofrido’ das redacções. Aceitam-se comentários ou mesmo depoimentos mais desenvolvidos, enviados por mail [ver contactos na cabeça “Quem somos”, deste blog] em resposta a questões como estas:

  • 1. Considera haver uma verdadeira proletarização do jornalismo, no nosso país?
  • 2. Como se manifesta essa proletarização (casos, situações…)?
  • 3. Trata-se de uma tendência recente ou de longa duração?
  • 4. Como agir perante a situação?

Amanhã, Dia Mundial da Criança, é apresentado na Livraria da FNAC, em Braga o ‘booklet’ “Videojogos – Saltar para Outro Nível”. Também lá tenho o nome mas a ideia e a iniciativa são sobretudo da Sara Pereira e do Luís Miguel Pereira.

A publicação, que será apresentada a partir das 21.30, contém uma série de fichas pensadas para ajudar pais e professores a lidar criticamente com a experiência dos videojogos dos mais novos.

O trabalho segue-se a um outro intitulado “Como TVer” e dá corpo a um projecto que foi galardoado com o prémio europeu de educação para os media, atribuído em 2009 pela Evans Foundation ao Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho.

“Metajornalismo”, livro de Madalena Oliveira


Metajornalismo, quando o Jornalismo é sujeito do próprio discurso” é o título do livro da investigadora Madalena Oliveira, publicado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, que vai ser apresentado ao público nesta segunda-feira, dia 31, às 19 horas, na Livraria Centésima Página, em Braga.
Este trabalho resulta, no essencial, da tese de doutoramento da autora, apresentada com o mesmo título, em 2007, na Universidade do Minho, na área de conhecimento de Ciências da Comunicação.
Com prefácio de Moisés de Lemos Martins, o livro tem a chancela da Grácio Editor.
O Índice pode ser consultado AQUI.

Livro sobre a cultura dos ecrãs


Vai ter lugar hoje a apresentação do livro “Ecrã, Paisagem e Corpo”, de que são coordenadores (e co-autores) Zara Pinto Coelho e José Pinheiro Neves, investigadores integrados no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho.
A sessão realiza-se pelas 19h, na FNAC, em Braga (Centro Comercial Braga Parque), cabendo a apresentação ao Prof. Moisés de Lemos Martins, Director Adjunto do CECS, Presidente da Associação Portuguesa de
Ciências da Comunicação (SOPCOM) e director da colecção em que o livro é publicado. A chancela editorial é de Grácio Editor.
Para consultar o Índice: AQUI.

Leitura de imprensa regional

O Bareme Imprensa Regional 2010, que a Marktest em parceria com a MeioRegional, acaba de publicar, contabiliza no Continente 51.9% de residentes com 15 e mais anos que costumam ler ou folhear títulos de imprensa regional.
Os índices de leitura são mais acentuados no distrito de Castelo Branco (74.7%), ao que se seguem os residentes nos distritos de Santarém (73.4% ) e Coimbra Leiria (70.1%). No pólo oposto estão os residentes no distrito de Lisboa (35.0%). Também em Bragança e Porto se observam taxas abaixo da média (37.6% e 38.0%, respectivamente).

(Nota – A figura, da autoria da Marktest, compara, para cada distrito, os índices de leitura de imprensa regional e de imprensa nacional de informação geral)

Sessão sobre Semiótica Social Crítica


“Semiótica Social Crítica: agenda para a pesquisa multimodal” é o tópico que Carmen Rosa Caldas-Coulthard, conhecida Professora e investigadora do CELS – Centre for English Language Studies, da Universidade de Birmingham, vai discutir com os alunos de doutoramento de Ciências da Comunicação da UM e com todos os interessados, no próximo dia 27, a partir das 14.3, na Sala de Actos do Instituto de Ciências Sociais, Campus de Gualtar da Universidade do Minho, em Braga.
A iniciativa é do Centro de estudos de Comunicação e Sociedade e do Curso de Doutoramento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.
Carmen Caldas-Coulthard lecciona nas áreas da linguagem e do género, linguagem nos média, análise narrativa, discurso, cultura e comunicação e estudos de tradução. Investiga actualmente a forma como as identidades são construídas no discurso e como os diversos modos de comunicação contribuem para o significado global dos textos. Tem um interesse particular na questão de como o género e as representações culturais são realizadas no discurso dos média e nas novas tecnologias.
Entre as suas obras destacam-se Language and Gender (Atica, 1991), News as Social Practice (F.U.S.C., 1997); Texts and Practices: Reading in Critical Discourse Analysis (ed. com Malcom Coulthard, Routledge, 1996), The Writer’s Craft, the Cultures’ Technology, (ed. com Michael Toolan, Rodopi, 2005), Desvendando Discursos (ed. com Leonor Scliar Cabral, F.U.S.C., 2007), Identity Trouble: Critical Discourse and Contested Identities, (ed. com Rick Iedema, Palgrave, 2008).

As queixas dos telespectadores

O Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica, em Lisboa, promove amanhã uma sessão sobre “As queixas dos telespectadores em Portugal e Espanha”. O programa é o seguinte:

Nomes sonantes escrevem sobre o futuro do jornalismo

O número da Primavera da revista Dædalus, editada pela American Academy of Arts & Sciences, é dedicada ao tema Future of News. Dada a importância de alguns dos autores que assinam artigos neste número, deixamos aqui o índice:

(Dica de Putting People First)

A Babel da Internet

Não é fácil definir e aplicar uma metodológica robusta para posicionar os idiomas, tal como se manifestam na Internet. A Internet World Stats faz aqui um exercício, explicitando os critérios utilizados:

Perplexidade em torno de uma recusa

Esclareçamos, desde o início dois pontos: há vários nomes capazes de exercer o cargo de provedor do telespectador da RTP e a votação em urna fechada da proposta do nome de Felisbela Lopes, apresentado pelo Conselho de Administração da RTP ao Conselho de Opinião não pode ser questionado na sua legitimidade.
Mas, dito isto, é-nos permitido -e diria até que exigido – a nós, cidadãos e observadores do que se passa, que demos conta das nossas perplexidades.
Não é fácil encontrar alguém com o currículo de Felisbela Lopes, naquilo que o cargo exige: conhecimento profundo do meio televisivo, experiência dos estúdios, capacidade de comunicar, defesa do serviço público, coerência e princípios éticos na actuação.
Estamos, pois, expectantes, relativamente à justificação que o Conselho de Opinião da RTP vai apresentar (se é que ainda não apresentou).
Motivos que vieram a público, alegadamente assumidos por alguns conselheiros, ridicularizariam o Conselho, se acaso viessem a sustentar a posição maioritária negativa adoptada por aquele órgão. Não faz sentido, tanto quanto vejo, dizer-se que a pessoa proposta não teria a maturidade suficiente para ‘afrontar’ a administração, na medida em que os interlocutores das matérias com que lida o provedor ou provedora são, antes de mais, os directores de informação e de programação.
Muito mais grave é a sugestão de que o argumento da idade possa ter, de qualquer modo, pesado na decisão. Tal argumento, além de grosseiro e injusto, é completamente ilegal. Indo por aí, só faltaria acrescentar que se trata de uma mulher e que, além do mais, vem do Norte – de Braga, para cúmulo.
Aguardemos pelos desenvolvimentos deste caso estranho (pelo menos até se conhecer a fundamentação da posição negativa do Conselho de Opinião). Seria lamentável que, depois do trabalho de qualidade do Prof. Paquete de Oliveira, enquanto primeiro provedor do telespectador, assistíssemos agora, na escolha do seu sucessor, a qualquer tipo de politização do cargo ou à adopção de vias e de lógicas que não sejam as da transparência e da competência.

Memória de “sete dias que abalaram o Porto”

Uma exposição com imagens captadas pelos jornalistas Pereira de Sousa e Bruno Neves entre a manhã da Revolução e os festejos do 1.º de Maio de 1974, na Avenida dos Aliados, no Porto, estarão patentes ao público a partir de sexta-feira e até 2 de Maio. A iniciativa é do Sindicato dos Jornalistas que assim assinala o 36º aniversário do 25 de Abril e o fim de 48 anos de censura à imprensa, quando, finalmente, “os jornalistas puderam cumprir livremente a sua função de informar”.
O retrato do golpe militar, com a ocupação do Aeroporto do Porto, do Rádio Clube Português, e a movimentação do povo, que foi tomando conta das ruas e, particularmente a ocupação da delegação da Direcção Geral de Segurança (ex-PIDE) e o 1º de Maio são alguns dos momentos retratados.
Nesta sexta-feira, a partir das 21.3o, decorre no Ateneu Comercial do Porto um encontro entre o historiador Gaspar Martins Pereira e o jornalista Manuel Dias, além do presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia, e dos dois autores das imagens. Este encontro, de entrada livre, será “pretexto para uma reflexão sobre aqueles sete dias que abalaram o Porto, quando a Revolução chegou às ruas”.

Provedores contribuem para a qualidade do jornalismo

Há vários tipos de provedores ou vários modos de entender e praticar a função. Mas aqueles que se assumem como instância de análise e de crítica do jornalismo representam um contributo para a qualidade do jornalismo. Esta poderia ser uma das conclusões de um extenso estudo que acaba de ser publicado pela Netherlands Media Ombudsman Foundation, que se baseou na análise de colunas de provedores na Holanda e num questionário respondido por provedores de diversos países.
O estudo, intitulado “The News Ombudsman – Watchdog or Decoy?”, sublinha algumas pressões a que esta função se encontra submetida, especialmente nos últimos anos: a passagem de uma preocupação ético-deontológica para uma ponderação de natureza jurídico-legal; a pressão dos blogs e outras formas de escrutínio que levam alguns a concluir que os provedores representam uma função obsoleta face à interactividade dos novos media; e também porque a redução de gastos leva algumas empresas a não ver com bons olhos ocupar um jornalista sénior nestas funções.
Apesar destas tendências, os autores do estudo entendem que os provedores podem reforçar a qualidade do jornalismo. “Na medida em que os jornalistas têm presente que alguém está atento ao seu trabalho no dia a dia e a tomar a sério as queixas dos consumidores relativamente ao produto jornalístico, isso gera um impulso no sentido da qualidade”, acentua o trabalho.
Mas, ao mesmo tempo, há que sublinhar não apenas que o número de provedores tem vindo a cair (especialmente nos Estados Unidos), mas também – e esta é uma aparente tendência que o estudo ressalta – “o número de provedores verdadeiramente independentes e que analisam criticamente o seu produto mediático representam uma pequena minoria”.

Para ler o relatório:
Huub Evers; Harmen Groenhart; Jan van Groesen (2010) The News Ombudsman – Watchdog or decoy? [ISBN 97890 79700 20 2]

Panorama da audiência de imprensa

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Acabam de ser conhecidos os dados do Bareme Imprensa relativos ao primeiro trimestre de 2010, divulgados pela Marktest.
A tendência continua a ser a da queda, ainda que haja situações diversas. As quedas maiores são as do DN e do 24 Horas. As subidas mais acentuadas são as do Sol e as da revista Sábado. O diário ‘i’, que foi auditado pela primeira vez e que hoje mesmo viu o seu director apresentar a demissão, surge com uma audiência de 1,4%.