Primeira fase de inscrições na Escola de Verão da SOPCOM termina amanhã

Amanhã, dia 31 de Maio de 2012, termina a primeira fase de inscrições na Escola de Verão da SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação), subordinada ao tema “Metodologias de Investigação em Ciências da Comunicação”.

A iniciativa decorrerá no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), em Lisboa, nos dias 9 a 13 de Julho.

Os preços da inscrição são os seguintes:

Inscrição até dia 31/05/2012

Alunos do 1º, 2º e 3º Ciclos de Estudos – 75 Euros

Investigadores, Profissionais e Outros – 100 Euros

Inscrição após 31/05/2012

Alunos do 1º, 2º e 3º Ciclos de Estudos – 125 Euros

Investigadores, Profissionais e Outros – 150 Euros

A inscrição é feita online no site do evento, após a qual o participante recebe um e-mail de confirmação.

Mariana Lameiras

Primeira edição da Escola de Verão da SOPCOM

O Grupo de Trabalho de Jovens Investigadores em Ciências da Comunicação da SOPCOM organiza a Escola de Verão da SOPCOM, que pretende ser uma iniciativa regular e de referência na área. O site do evento está disponível em http://www.escoladeverao.sopcom.pt/.

Subordinada ao tema “Metodologias de Investigação em Ciências da Comunicação”, a Escola decorrerá de 9 a 13 de Julho no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP). Com a participação de conceituados investigadores na área, o programa conta com sessões que abordam os mais diversos métodos de investigação, nomeadamente a realização de inquéritos, a análise crítica do discurso, a análise de redes, entre outros.

Programa científico detalhado

– 9 de julho

[Sessões inaugurais e Sessões sobre Inquéritos e Sondagens de Opinião Pública]

– 10 de julho

[Sessões sobre Metodologias Qualitativas e Análise da Imagem]

– 11 de julho

[Sessões sobre Análise de Conteúdo e Análise de Redes]

– 12 de julho

[Sessões sobre Análise dos Discursos Jornalístico e Publicitário]

– 13 de julho

[Sessão sobre software MAXQDA e Conferência Final]

GMCS premeia trabalhos jornalísticos sobre o tema “Direitos Humanos e Integração”

O Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) divulga prémios a serem atribuídos aos melhores trabalhos jornalísticos subordinados à temática “Direitos Humanos e Integração”, publicados ou difundidos no ano de 2011 nos órgãos de comunicação social portugueses.

É a sétima vez que este prémio será atribuído, em conjugação com a Comissão Nacional da UNESCO, estando destinado um valor total de €9000, distribuídos de igual forma pela imprensa, a rádio e os meios audiovisuais.

O processo de apresentação de candidaturas é entre 15 de Fevereiro e 30 de Abril de 2012. Mais informações aqui.

 

Publicações IRIS – do Observatório Europeu do Audiovisual

Artigo meu e de Helena Sousa na primeira publicação da IRIS no novo ano de 2012.

Trata-se de uma colaboração permanente com o Observatório Europeu do Audiovisual e com o Institute for Information Law (Universidade de Amesterdão), entidade associada do Observatório Europeu do Audiovisual (Conselho da Europa), através do desenvolvimento de estudos colectivos e da redacção regular de artigos para a IRIS – Legal Observations of the European Audiovisual Observatory e para a base de dados Merlin.

Novos mercados, novos negócios…

Recentemente, acontecimentos estranhos (no mínimo estranhos) têm redimensionado (para não dizer virado de pernas para o ar) aquilo que é a concepção de fazer ciência. De fazer ciência com dignidade, com mérito transparente. E isto porque parece estar a surgir um novo negócio, extremamente lucrativo e engenhoso… Falo das publicações PAGAS em revistas científicas internacionais…

Tem sido prática, pelo menos de forma mais visível nos últimos meses, o editor da revista congratular o autor pela aceitação da publicação e anexar na simpática mensagem o formulário com a revisão de pares e com os devidos comentários (em pinceladas muito largas, diga-se, uns “peer review comments” muito genéricos) para enriquecer o texto para publicação. Ora, acontece que à 3ª ou 4ª mensagem de correio electrónico trocada lá vem o SE. No caso, o pagamento de uma certa quantia monetária por cada página do artigo…  Assim: “The flat price is $50 US dollar per page”. Por página, a multiplicar por cerca de 20 páginas, a dividir pelo número de autores… Ah, então afinal até parece que nem dá muito a cada um! Ironia, claro está.

Falo da David Publishing Company, mais concretamente da revista Journalism and Mass Communication, mas apenas com o objectivo de ilustrar o que parece ser um novo negócio neste mercado das ideias e de o usar como mote para a discussão. A “ciência sem consciência” de que fala Rabelais parece encontrar aqui um excelente porto de abrigo.

Um negócio no mercado das ideias e uma reformulação da noção de ciência estão, assim, na base de estratégias como esta. Um novo modelo de negócio, dirão!

Mas este exemplo não termina aqui. Após pesquisa sobre as características da revista (indexação, factor de impacto, etc…), descobrem-se na blogosfera diversas críticas e relatos de más experiências com a revista ou com a editora (aqui, aqui ou aqui). Descobre-se, ainda, que há já quem discuta o assunto (nomeadamente aqui e aqui) e há inclusivamente listas daquilo a que chamam “Predatory Open-Access Publishers” e comentários que se referem a esta prática como um acto fraudulento (como aqui, aqui, aqui ou aqui). Estas referências são das mais variadas áreas científicas, não apenas das Ciências Sociais, o que denota alguma sensibilidade para o assunto e uma reacção por parte da comunidade científica.

Segue novo e-mail da parte dos autores. “Obrigada pela oportunidade mas a decisão é pela não publicação”… E eis que a resposta é inédita! Já passam a prescindir do pagamento da dita “fee” e acrescentam:

Maybe there is a misunderstanding.
Our editors, reviewers and authors are from all over the world,
and we try our best to provide a platform for experts and scholars
worldwide to exchange their latest findings.
However,to be honest, our journal just began,
it is very new and there is no sponsor for us,
so we have to charge some fees to run our journal.
Please understand that and support us. Thanks a million!

Milhões – e milhões de tudo, não apenas de dólares  – são o que estará em causa em situações como esta, nas quais se inverte completamente o processo produtivo… Em que se pede o pagamento de quantias para publicar trabalho digno e esforçado, em que não se sabe bem que implicações terá isso… Será bom? Será mau? Um novo modelo de negócio? Válido não é de certeza, a meu ver. Pelo menos não nestes moldes.

O ritmo da TDT na Europa

A “Notícias TV” desta semana faz um mapeamento da TDT na Europa e dos diferentes ritmos a que vários países  andaram (ou andam), não só no que diz respeito ao arranque deste processo de transição, mas também relativamente ao ano do switch off analógico. Percebe-se claramente um arrastamento, havendo países (como o Reino Unido) que arrancaram com o processo de implementação da TDT há mais de uma década… Outros, como a Suécia, contam menos do que isso desde o arranque à implementação.

In “Notícias TV” n.º 208 (de 6 a 12 de Janeiro de 2012), páginas 14 e 15

Leia-se, também, a nota introdutória que arruma Portugal para os últimos lugares europeus na transição do sinal analógico para o digital e, mais, que lhe atribui o “inovador” feito de manter a oferta de quatro canais televisivos: “Dos pioneiros holandeses, luxemburgueses e alemães, até aos demorados processos ingleses ou espanhóis, a experiência portuguesa é uma das últimas a ter lugar. Porém, Portugal contraria em absoluto o que sucedeu noutros países: é a única que não oferece nem mais um canal aos quatro que já existem”.