Chamada de trabalhos para o 6º Congresso SBPJor

Interessados em participar do 6º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo (6º SBPJor) já podem submeter seus trabalhos pela Internet à organização do evento. Confira as regras e os critérios que serão adotados para a avaliação das comunicações. O congresso acontece entre os dias 19 e 21 de novembro na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), em São Paulo, Brasil, e terá como tema “A construção do campo do jornalismo no Brasil”.

A conferência internacional de abertura será proferida por Silvio Waisbord, da George Washington University. Serão montadas duas mesas temáticas. A primeira abordará “O Jornalismo na área da Comunicação” e pretende discutir o local de classificação, na tabela das áreas de conhecimento de agências de fomento como o CNPq, dos estudos em jornalismo em relação ao campo da comunicação. A segunda mesa – que contará com a participação de Manuel Pinto, da UMinho – pretende explorar a temática “Categorias contemporâneas da pesquisa em Jornalismo”. Em pauta, conceitos, sistematizações e classificações dos estudos de jornalismo.

Revista de jornalismo

Já está online a mais nova edição da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo. Trata-se de uma publicação científica mantida pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. A revista existe somente em formato electrónico. Os artigos são apresentados em formato PDF.

O assassino manda flores

Foi correcta a decisão da rede de televisão norte-americana NBC de veicular no ar o vídeo, as cartas e as fotos que recebeu de Cho Seung-hui, coreano que matou 32 pessoas em uma universidade da Virgínia? A emissora desrespeitou os amigos e parentes dos mortos ao tornar público o que um âncora da emissora chegou a chamar de pacote multimedia? O Provedor do Leitor de um dos principais jornais brasileiros respondeu às perguntas:

“Existem situações em que não se recomenda divulgar cenas que provoquem dor profunda. Há outras em que o dever de informar é mais forte. É uma decisão às vezes dramática. Acho que a NBC (e os que a seguiram) acertou em expor o material. Havia interesse público em conhecer a mente do monstro por sua própria voz.”

(Mario Magalhães, ombudsman da Folha de S. Paulo, edição deste domingo, 22/05/07)

Debate sobre o futuro da TV na web

O Sapo Vídeos transmite em directo, nesta quarta-feira (7), a partir das 11 horas da manhã, um debate acerca do futuro da televisão na web. Estarão presentes na discussão responsáveis por dez canais de TV online. (Via PúblicoDigital).

Quebra de sigilo: perspectivas jurídicas

De férias em São Paulo, e acompanhando o noticiário brasileiro mais de perto, dou-me conta (mais uma vez) de que fala-se pouco a respeito dos media de Portugal por estas bandas de cá. (O mesmo não ocorre quando o assunto é futebol, bom lembrar). Por isso, até surpreendi-me hoje ao encontrar no Comunique-se – um site brasileiro sobre comunicação – um texto que repercute o julgamento iniciado nesta terça (6) de dezesseis jornalistas portugueses acusados de publicar informações que estavam sob sigilo judicial durante a cobertura do caso Casa Pia.

Da peça publicada, destaco as palavras do professor Carlos Chaparro, da Universidade de São Paulo: 

“Há um conflito e uma tensão sempre presentes no jornalismo, que é escolher entre o direito à informação ou à privacidade. A possibilidade de punição para esses profissionais resulta da cultura jurídica portuguesa e européia como um todo, que são diferentes da brasileira. São perspectivas jurídicas distintas no que se refere às questões de cidadania.”

No Brasil, vale lembrar que para algum processo correr em segredo de justiça é preciso um decreto judicial. Funciona por aqui a lógica do direito à informação: a constituição estabelece a ampla divulgação dos autos processuais.

Ameaça à informação

A imprensa escrita atravessa a pior crise da história. Há três anos que os jornais são confrontados com uma queda constante do número de leitores. É neste tom que se inicia o editorial de Ignacio Ramonet na edição deste mês do Le Monde Diplomatique Brasil. Ramonet lista as causas da crise: em primeiro lugar, o assédio das publicações gratuitas; em segundo, o da Internet.

O editorial também aborda a relação entre Internet e liberdade de informação. Ramonet diz que os sites mais populares são controlados pelos grupos de comunicação mais potentes, ou seja, a rede não necessariamente significa um alargamento do perímetro de liberdade de expressão. O autor conclui que, em defesa do direito à informação e ao debate, é preciso apoiar as publicações independentes.

A íntegra do editorial está disponível aqui.