Na web (também) vale a pena?

Percebi, esta tarde, que os sites de alguns dos principais títulos jornalísticos nacionais vestiam a cor de uma conhecida marca de supermercados.
Numa rápida verificação dei conta (por volta das 15h30) de que num universo de 13 ‘títulos’ foram sete os que concordaram com a proposta, dois deles – a TVI e o Público – aceitando não apenas preencher a tradicional ‘moldura’ a branco com a dita promoção mas ainda a inclusão dos tão populares pop-ups (no caso do site do Público percebe-se ainda, num cantinho, o tal do ‘P’ mas no caso da TVI até a identificação do canal desaparece).

Sendo estes tempos de crise generalizada seria despropositado não aceitar as razões pode detrás desta cedência. Creio, aliás, que nos casos em que não há interferência directa com os conteúdos informativos estamos perante algo que os jornais em papel já fazem, um pouco por todo o mundo, há alguns anos (PS2 – 16h50 – a referida marca optou também hoje por fazê-lo).
Nos outros – o Público e a TVI – parece-me, porém, que se dá um passo a mais.
A nota de relevo é, ainda assim, o facto de uma grande marca acreditar que faz sentido investir desta forma nos espaços informativos online. Há uns anos atrás, quando uma operadora de comunicações móveis decidiu promover a sua mudança de imagem colorindo de azul as capas de alguns dos principais jornais escolheu não apostar na web (mais aqui e aqui). Agora, aparentemente, as coisas já mudaram.

PS1 – 16h05 – Para que conste, Diário Económico e Jornal de Negócios também aderiram à campanha.

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3 thoughts on “Na web (também) vale a pena?

  1. Os meios aderem a campanhas publicitárias ou as marcas é que decide os meios onde quer promover a campanha? Sendo certo que ambas as hipóteses são válidas, neste caso não se trata bem de adesão, mas antes de quem foi escolhido pela marca…

  2. Como disse o Luis, os jornais impressos já aceitavam este tipo de campanha, não consigo perceber por quais motivos as mesmas empresas (por que afinal seja com “.pt” ou sem, pertencem aos mesmos grupos) não aceitariam “fantasiar-se” no on line também? O mais duro, para mim, é admitir que este tipo de negócio publicitário que “dá cor às notícias” já não me espanta.

  3. O que eu não percebo é qual é a ideia dos criadores desta campanha. Saturar o consumidor, fazê-lo “vomitar” Continente por todos os lados, ao ponto de ele não querer mais colocar os pés durante uns tempos nos seus pontos de vendas??!!!
    E depois como se não bastasse esteticamente é uma das mais pobres campanhas de sempre da Sonae.

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