Primeiras…que podiam ser últimas

Depois dos anúncios feitos ontem à noite pelo governo esperava ter visto hoje nas primeiras dos principais diários um reflexo da magnitude do evento ou, alternativamente, uma antecipação de cenários com sentido para as respectivas audiências específicas.
Percebemos pela imagem que só um diário – o JN – levou o assunto tão a sério como os seus leitores; nos restantes pode ter acontecido uma de duas coisas – ou os Jornalistas estavam de folga ou, pior do que isso, os jornalistas de serviço estavam tão anestesiados por outras questões/pressões que  se esqueceram do conceito de ‘serviço’.

O Público apresenta um título que está nos antípodas do que um título de jornal deve ser (não há opção estratégica nem considerações de latitude estilística que lhe valham); presume que os leitores já sabem o essencial sobre o assunto – e presume bem – mas trabalha o rosto da edição em ‘piloto automático’, quase como se a relação com a sua audiência fosse a coisa menos importante da actividade.
O i recorre a uma paginação visualmente mais agressiva mas – tendo em conta o estilo daquele periódico e o evento em causa – fica aquém do esmero de outras ocasiões.
O DN ganha, certamente, o prémio ‘a primeira podia ser a última ou podia ser outra qualquer ou podia até não existir’ com uma imagem banal de José Sócrates e uma manchete absolutamente redundante (os jornais já não são apenas e principalmente espaços onde se dão notícias; são, precisam de ser para não morrer, espaços de contexto, espaços onde se apresentam contributos para que os leitores melhor apreendam as notícias).
O CM também recorre a uma paginação ‘chapa 4’ e escolhe para manchete uma informação não nova.
Mais do que a falta de imaginação anota-se a falta clara de esforço de todos estes títulos; para um dia como outro qualquer, uma primeira como outra qualquer…estratégia perigosa em tempos como os que vivemos.

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Notas de acesso ao Ensino Superior – Ciências da Comunicação/Jornalismo

Já são conhecidos os resultados da primeira fase de acesso ao Ensino Superior. No topo das instituições com melhor média de acesso na área das Ciências da Comunicação continuam Universidades de Lisboa, Porto e Braga. Transcrevemos alguns resultados, anotando a classificação de acesso do último candidato a cada instituição:

Universidade Nova de Lisboa (Ciências da Comunicação): 172,5
Universidade do Minho (Ciências da Comunicação): 162,2
Universidade Técnica de Lisboa (Ciências da Comunicação): 160,0
ESComunicação de Lisboa (Jornalismo): 160,0
Universidade de Coimbra (Jornalismo): 159,5
Universidade do Porto (Ciências da Comunicação): 159,4
ESE de Coimbra (Comunicação Social): 153,3
Universidade da Beira Interior (Ciências da Comunicação): 142,3
Universidade de Trás-os-Montes (Ciências da Comunicação): 141,9
Universidade de Aveiro (Novas Tecnologias da Comunicação): 141,0
ESE de Setúbal (Comunicação Social): 139,3
ESEC de Faro (Ciências da Comunicação): 137,4
ESEC de Leiria (Comunicação Social e Educação Multimedia): 135,00
ESE de Portalegre (Jornalismo e Comunicação): 131,9
ESE de Viseu (Comunicação Social): 125,1
Universidade da Madeira (Comunicação, Cultura e Organizações): 122,9
ESTecnologia de Abrandes (Comunicação Social): 118,00
Universidade do Algarve (Línguas e Comunicação): 108,5
ESEC da Guarda (Comunicação e Relações Públicas): 100,0

Nota: Este ranking (estabelecido a partir de uma leitura da Listagem do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior) não considera o número de vagas que cada escola preencheu, pondendo este dado alterar a ordem por que aqui são apresentadas as instituições. Por outro lado, foram nesta selecção considerados os cursos que aparentemente se aproximam pelas suas designações. É possível que outros, sobretudo nos Institutos Politécnicos, devessem também constar desta lista.