Internet: um crescimento impressionante

Em menos de 15 anos, a Internet passou de 16 milhões para 1.800 milhões de utilizadores… e, no entanto, ainda é um recurso acessível apenas para uma minoria (26,6% da população mundial). Só nos últimos dez anos, juntaram-se ao bolo dos utilizadores à roda de mil milhões:

(Fonte: Internet World Stats)

Anúncios

Leituras

Texto de um docente que, inspirado em Neil Postman, exprime o desejo de mais elevação na Twiterlândia. Mas, assim como já foi reticente contra os blogs e,hoje,escreve este longo post no seu blog, também já aderiu ao Twitter, depois do post. O to, do artigo vem neste excerto:
“The words “twitter” and “tweet” are at least well-suited to that medium. They conjure up images of a swarm of little birds all tweeting at each other at the same time, producing what may be a pleasing sound but ultimately amounts to incoherent noise”.

“NEW forms of media have always caused moral panics: the printing press, newspapers, paperbacks and television were all once denounced as threats to their consumers’ brainpower and moral fiber. So too with electronic technologies. PowerPoint, we’re told, is reducing discourse to bullet points. Search engines lower our intelligence, encouraging us to skim on the surface of knowledge rather than dive to its depths. Twitter is shrinking our attention spans. But such panics often fail basic reality checks (…)”.

La Repubblica…em branco

A primeira página do diário italiano La Repubblica aparece hoje em branco, como sinal de repúdio daquele jornal pela aprovação, no Senado, de uma proposta de lei que limita as escutas telefónicas nas investigações judiciais e policiais e que permite a aplicação de penas de prisão efectiva a jornalistas que publiquem conteúdos provenientes dessas escutas.
Para fazer aprovar a proposta da lei, o governo de Silvio Berlusconni recorreu, pela 34ª vez no actual mandato, a um artifício legal denominado ‘questão de confiança’ que permite ‘saltar’ discussões de eventuais emendas, apressando o processo.
Pode ler-se no editorial do La Repubblica:

Attenzione: la legge-bavaglio decide per noi, e decide secondo la volontà del governo ciò che noi dobbiamo sapere, ciò che noi possiamo scrivere.
Con ogni evidenza, tutto questo non è accettabile: non dai giornalisti soltanto, ma dai cittadini, dal sistema democratico. Ecco perché la prima pagina di “Repubblica” è bianca, per testimoniare ciò che sta accadendo. E per dire che non deve accadere, e non accadrà.

Mais AQUI.

Doutoramento em Ciências da Comunicação na UMinho

Já abriu o período de candidaturas à segunda edição do curso de doutoramento em Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.

Este período inicial, que vai até 15 deste mês e é relativo a uma parte diminuta das 20 vagas disponíveis, destina-se apenas a estudantes estrangeiros e tem por motivo o facto de em algumas situações eles necessitarem de bastante tempo para obter os respectivos vistos.

De 26 de Julho a 7 de Setembro poderão concorrer todos os candidatos interessados. No caso de as vagas não terem sido preechidas, haverá uma nova fase que irá de 27 de Setembro a 1 de Outubro.

As condições de acesso e o modo de proceder podem ser consultados AQUI.

Para mais informações: secposgrag@ics.uminho.pt/  ou tel. (+351) 253 60 46 96.

Há proletarização do jornalismo em Portugal?

Sob o título “La proletarización del periodismo”, escrevia Irene Lozano no site El Cuarto Poder (blog Casi Desnuda):

“Un alto directivo de uno de los cuatro principales diarios nacionales de Madrid me contaba el otro día que cuando él empezó como redactor en esta profesión, hace 30 años, ganaba 96.000 pesetas. Además tenía un ordenanza que le hacía fotocopias y un chófer que le llevaba a las ruedas de prensa. Cuando yo firmé mi primer contrato, hace quince años, me pagaban 180.000 pesetas: las cosas mejoraban. Entonces se abonaban a los redactores los taxis para ir a cubrir las informaciones, aunque las fotocopias eran de autoservicio. Ahora, a la gente que empieza, le pagan en muchos casos 500 o 600 euros. Si no van a dedo a las ruedas de prensa, deben de estar a punto, aunque aún hay otro sistema más barato: que no salgan a hacer información (…)”. [ler a continuação do post: AQUI]

Não há muitas dúvidas de que a situação em Portugal não é muito diferente da espanhola e, se o for, não será certamente melhor. É necessário conhecer casos e situações que nos dêem esse ‘vivido’ e esse ‘sofrido’ das redacções. Aceitam-se comentários ou mesmo depoimentos mais desenvolvidos, enviados por mail [ver contactos na cabeça “Quem somos”, deste blog] em resposta a questões como estas:

  • 1. Considera haver uma verdadeira proletarização do jornalismo, no nosso país?
  • 2. Como se manifesta essa proletarização (casos, situações…)?
  • 3. Trata-se de uma tendência recente ou de longa duração?
  • 4. Como agir perante a situação?