Mário Crespo e o JN

No caso desencadeado pelo artigo de Mário Crespo, há duas partes distintas: o que se passou no restaurante, que, a avaliar pelo que diz aquela que é aparentemente uma fonte-chave, não se terá passado exactamente como Mário Crespo conta (este que escreve a partir do que lhe terá sido dito por terceiros); e aquilo que se passou entre o Jornal de Notícias (JN) e aquele seu (ex-)colunista.
Quanto ao que se passou no restaurante, envolvendo o primeiro-ministro e dois dos seus ministros, admiro os que já fizeram as análises todas, mesmo que os factos aparentemente ainda não estejam bem apurados -é suposto que seja para isso que existem jornalistas.
Quanto ao que teve a ver com o comportamento da Direcção do JN – de novo a avaliar pelos factos publicados- partilho, no essencial dos princípios que terão presidido à posição da referida Direcção. Pode haver, e há, certamente, visões diferentes sobre o mesmo assunto, mas a do Jornal parece-me ser perfeitamente sustentável e sustentada.
De resto, posso acrescentar que, durante os dois anos em que fui provedor do leitor daquele jornal, escrevendo dominicalmente uma coluna nem sempre doce (de resto, frequentemente azeda) para práticas de jornalismo do JN, nunca tive o mínimo sinal de pressão neste ou naquele sentido, da parte de José Leite Pereira, com quem lidava praticamente todas as semanas.

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