Códigos de ética em França e no Brasil

Um código deontológico dos jornalistas discutido e assumido por diferentes parceiros sociais e não só por profissionais dos media – tal foi o desafio que há dias Bruno Frappat apresentou em Paris, na sequência de um mandato recebido em Janeiro passado dos “Estados Gerais da Imprensa escrita”.
O texto do código foi elaborado, ao longo destes meses, por um “comité de sages” e colocado agora à discussão. Um dos seus objectivos é fazer o jornalismo e os jornalistas recuperarem credibilidade, depois de uma série de casos comprometedores.

Um espírito e uma iniciativa próximos deste estão em curso igualmente no Brasil, com o aproximar da Confecom, 1ª Conferência Nacional de Comunicação que se realiza no início de Dezembro próximo. Mais do que uma iniciativa se orienta no sentido de definir um código de ética não circunscrito aos jornalistas, segundo nos conta Rogério Christofoletti, no blog Objethos.
Uma das iniciativas é iderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que advoga a criação de
“um Código de Ética conjunto da área de comunicações, englobando todos os sectores empresariais e profissionais da área da comunicação, proporcionando orientações à sociedade civil para a compreensão, julgamento e fiscalização de questões atinentes às comunicações”.
Tão ou mais interessante é a iniciativa da FENAJ, Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil que, depois de ter aprovado um código de conduta em 2007, entende ser agora ocasião propícia para aprovar um novo documento orientado para a democratização dos media no país. “A ideia – nota Christofoletti – é aprimorar o que já existe, mas acima de tudo, trazer para o campo do debate actores que não estão alheios a ele”.