No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (8)

… Carlos Daniel Alves, jornalista da RTP, fechou o encontro com um comentário apresentado ao jeito de um alinhamento de Telejornal. Destacou, por isso, como grande dossier do dia a questão das agendas informativas, como assunto internacional o facto de o programa do Provedor ser um formato de tão grande ou maior sucesso que o seu modelo francês, como tema do desporto (em jeito de brincadeira) o facto de José Alberto Carvalho ter sido quem mais recorreu aos exemplos da linguagem desportiva para reflectir com a audiência… e apressadamente rematou para evitar, com humor, a repreensão do Provedor do Telespectador, por coincidência, moderador do último painel.

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No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (7)

… Júlio Magalhães, director de informação da TVI, considerou a generalização das auto-estradas como um factor que mudou francamente o carácter temporal da notícia. «A rapidez com que vamos e vimos obrigou a que houvesse mais informação na televisão», admitiu, reconhecendo igualmente o papel das novas tecnologias na alteração do espectro televisivo. Finalmente, colocou nas audiências um acento muito importante, para não dizer decisivo, nas mudanças operadas no jornal televisivo como género jornalístico.

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (6)

… José Alberto Carvalho, director de informação da RTP, admitiu que «o serviço público pode suscitar alguns problemas de consciência». E sobre a mudança em curso no formato da informação televisiva, o jornalista da estação pública anotou a relação de confiança como esfera em mudança. A própria necessidade de reinventar a televisão todos os dias é um sinal do imperativo de mudança. Noutro sentido, José Alberto Carvalho reconheceu ser necesssário alargar as agendas informativas e contrariar o mimetismo jornalístico.

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (5)

… José Arantes, ex-assessor de Cavaco Silva, reconheceu que o combate político se faz hoje sobretudo na comunicação social. Nessa medida, considerou que o Telejornal é um ponto de interesse estratégico na batalha política: é transversal à audiência, é transmitido no melhor horário para formar opinião, todos os portugueses vêem a mesma notícia à mesma hora (o que provoca um ‘sentido de irmandade nacional’), provoca sentimentos nacionais…

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos (4)…

… Estrela Serrano considera que o jornalismo mudou mais do que o poder político. Para além disso, entende que o contra-poder próprio do jornalismo se faz hoje mais pelo comentário do que pela informação.

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (3)

… Estrela Serrano, membro da ERC e ex-assessora de imprensa, considerou que hoje «não há nenhum presidente, nenhum primeiro-ministro, que possa controlar um órgão de comunicação social…», embora admita que o possa fazer pontualmente, não havendo nisso nenhum mal, pois faz parte da relação entre jornalistas e fontes/actores de infomação.

No dia em que o Telejornal da RTP faz 50 anos… (2)

… a jornalista Judite de Sousa explicou os factores que vão tornando o Telejornal num produto mais voltado para o cidadão comum: as preocupações com os tons de voz, a preferência por textos mais emotivos, a aproximação aos palcos dos acontecimentos com o jornalista a sair mais para a rua…  Numa intervenção em que fez o elogio dos pivots, Judite de Sousa falou do Telejornal como um produto pensado ao pormenor, planeado em todos os seus detalhes, para levar ao telespectador a urgência da notícia.