O serviço público na era do ‘overload’ informativo

“Num tempo de superabundância de informação, cremos ser mais importante do que nunca a existência de um serviço público de qualidade que acredite realmente nos valores que o mercado não fornece”.
A afirmação é de Nic Newman, fundador da edição digital da BBC e actualmente supervisor de jornalismo no departamento de tecnologia e meios do futuro da cadeia pública britânica, e vem publicada numa entrevista feita pelo diário espanhol ABC.
Newman explica a sua perspectiva:
“Há quem pense que a abundância de informação torna desnecessário o serviço público, e que o mercado se encarregará de resolver as coisas. Porém, o que se tem visto nos Estados Unidos e noutros países é que este modelo reduziu o espectro da informação: há muitas organizações, mas todas fazem o mesmo. Há uma enorme carência que se observa na cobertura internacional de qualidade, na cobertura política e noutros campos”.
Dir-se-á – acrescento eu – que os serviços públicos estão longe de proporcionar essa informação diversificada e de qualidade, que Nic Newman defende. Mas, perante isso, que fazer? Acabar com o serviço público ou exigir que ele se transforme e responda, pela diferença, àquilo a que, de outro modo, não teríamos acesso?

Para ler a entrevista: Nic Newman: «Un servicio público de noticias es hoy más importante que nunca»