A atracção pelo irrelevante

“O que é irrelevante exerce, como se sabe, um enormíssimo poder de atracção. Resistir-lhe parece ser uma tarefa impossível. É por isso que os media concedem, frequentemente, um tão abundante destaque a banalidades de todo o género. Um dia, as imagens que se difundem por todo o mundo são, por exemplo, as do Presidente dos Estados Unidos da América a matar uma mosca. Num outro dia, em todo o lado, há fotografias e vídeos de Cristiano Ronaldo com Paris Hilton. Alguns dias depois, a atenção nacional e internacional pode ser requisitada por dois dedos indicadores sobre a cabeça de um ministro do governo português. Os pequenos episódios insignificantes tendem a apropriar-se do espaço mediático, suplantando o que é dedicado ao que, de facto, é essencial. (…)”

Eduardo Jorge Madureira in Diário do Minho, 5.7.2009

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