CECS ganha prémio internacional de Educação para os Media

Uma candidatura apresentada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (com equipa constituída pelos investigadores Sara Pereira, que coordena, Luís Pereira e Manuel Pinto) acaba de ver contemplado o seu Projecto ‘Media Education: Learning and Acting’ com o Evens Prize for Intercultural Education 2009 – Media Education

Promovido por: Evens Foundation, BELGIUM, Under the patronage of Mrs Viviane Reding, member of the European Commission, Commissioner for Information, Society and Media

Objectivo: “With this sixth edition of the Evens Prize for Intercultural Education to be awarded in 2009, the Evens Foundation seeks to highlight the importance of MEDIA EDUCATION and to support the development of new sustainable proposals in this field in Europe targeting children.”

O prémio vai ser entregue numa cerimónia em Bellaria, Itália, durante o 2º Congresso Europeu de Educação para os Media, de 21 a 24 de Outubro próximo.

O projecto do CECS foi submetido a 15 de Janeiro, tendo passado pelo ‘crivo’ de várias selecções intermédias e a visita ao nosso Centro de um elemento do júri, Cecile Henriques (Project Coordinator), no passado dia 13 de Março.

Os meandros complexos da comunicação

Ainda em tempo de rescaldo eleitoral, passei hoje de manhã por um dos cartazes de campanha de Paulo Rangel.

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São de facto, como muita gente já disse, cartazes pobrezinhos, baços, pouco ou nada apelativos, quase artesanais. Mais adiante, passei por cartazes do PS: enormes, modernos, bem produzidos, directos, cheios de cor, ricos. Mas o que é verdade é que os primeiros ‘ganharam’ as eleições e os segundos ‘perderam-nas’… Claro que é reducionista colocar as coisas assim, de modo tão simples, mas deixou-me a pensar como as estratégias de comunicação dos partidos, só por si, não são garante automático de sucesso. As célebres “teorias dos efeitos” dos media sobre as decisões políticas das pessoas estudam estes assuntos há décadas, e hoje sabe-se que não há, de facto, uma tradução directa das campanhas eleitorais nos votos efectivos.

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Num tempo em que se aposta até ao exagero em feéricos meios técnicos, em grandes cenários para televisão filmar, em músicas cientificamente estudadas para empolgar, em enormes cuidados na roupa ou no cabelo dos candidatos, em coisas do puro domínio ‘da forma’, é curioso constatar que os resultados obtidos podem sair tão ao contrário… Com aquele espectáculo todo que vimos na campanha, com os comícios tão cheios de bandeiras, com autocarros, camiões, brindes, folclore, encenação super-profissional e dinheiro q.b., o PS acabou por perder as eleições. Com aquela pobreza de cartazes, com umas acções de campanha mais modestas e meio solitárias, com uma suposta incapacidade de mobilização, com Paulo Rangel sozinho e abandonado, o PSD acabou por ganhar as eleições.

É claro que a campanha não explica tudo, longe disso. Mas também me parece que há aqui alguma matéria de reflexão sobre estas apostas excessivas na ‘comunicação’ super-profissionalizada (e super-cara) em que alguns partidos quase cegamente apostam, esquecendo-se que, afinal, se calhar é o conteúdo – e não a forma – que mais pesa nas decisões das pessoas.

Quem viu as campanhas de rua do PS e do PSD, nomeadamente através da televisão, quase garantiria que o PS tinha a vitória no papo (o próprio PS o imaginava, e agiu sobranceiramente em consonância, como foi por demais evidente). Afinal, quem ganhou foi o PSD… O que é que decidiu, então, a maior ou menor eficácia da comunicação de um e outro? Não terá sido uma questão de… substância?

Textos da Compós 09 já disponíveis

A COMPÓS (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação – Brasil) disponibilizou, na íntegra (e ainda no decurso do seu XVIII Encontro – 2 a 6 de Junho) todos os trabalhos apresentados.
Foram 12 os GTs em funcionamento:  “Comunicação e Cibercultura, Comunicação e Cultura, Comunicação e Política, Comunicação e Sociabilidade, Cultura das Mídias,Economia Política e Políticas de Comunicação, Epistemologia da Comunicação,Estéticas da Comunicação,Estudos de Jornalismo, Fotografia, Cinema e Vídeo, Mídia e Entretenimento, Recepção, Usos e Consumo Midiáticos”.
Como relembra Marcos Palácios, importará salientar que em tempos pré-net “trabalhos apresentados em um evento como este levavam entre 12 a 18 meses para aparecerem sob a forma de capítulos de livros ou artigos em periódicos“.