A crise chega aos Provedores

O Provedor do Leitor é, aparentemente, “mais uma espécie ameaçada” nos jornais. Quem o sugere é o Provedor do The Washington Post, Andrew Alexander, ao comentar o facto de, nos Estados Unidos, pelo menos 14 deles já terem perdido o emprego desde inícios de 2008. Em tempos de forte crise e de cortes de despesa por tudo quanto é redacção, renovam-se as interrogações: “E o Provedor será essencial?…” Uns pensam, obviamente, que não é essencial, sobretudo quando os cortes atingem cada vez mais jornalistas; outros, pelo contrário, afirmam que ele seria hoje mais necessário do que nunca…

O próprio Andrew Alexander traz algumas ideias para o debate, convencido que está de que

with so many news organizations in financial peril, it would be smart to start thinking of innovative, less costly alternatives to the traditional ombudsman model.

E uma das hipóteses que avança no seu texto é esta:

Kevin Klose, the new dean of the University of Maryland’s Philip Merrill College of Journalism, suggests that a consortium of news organizations could create a “bank of qualified journalists, perhaps retirees,” who could monitor performance or investigate specific complaints. “This might be a way to provide that service to the public in an economical way,” said Klose.

E nós, por cá, todos bem?

One thought on “A crise chega aos Provedores

  1. Quando, por questões de sinergia, se tenta uniformizar a informação de modo a cercear a diversidade de visões sobre o mesmo assunto (diapasão da liberdade), não aceito fazer figura de urso só porque o dono circo mediático viu o “urso” propriamente dito ser colocado como assessor de um qualquer político. E, neste circo em que transformaram a comunicação social, entre ter um Provedor para português ver, e não ter, se calhar é melhor não ter e assim preservar a dignidade de quem fosse escolhido apenas para ornamentar a pista.

Os comentários estão fechados.