Euromedia Research Group reúne em Braga

Termina hoje em Braga a reunião anual de dois dias do Euromedia Research Group. A reunião é organizada pela investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho Helena Sousa, a qual pertence também a esta rede de pesquisa de âmbito europeu.
O Euromedia Research Group, actualmente presidido por Josef Trappel, professor da Universidade de Zurique, tem por objectivo reunir e intercambiar informação e analisar desenvolvimentos no plano da estrutura e política dos media, no continente europeu. A sua actividade pública traduz-se, nomeadamente, na publicação de livros e na edição de números de revistas científicas.
Integram também esta rede e encontram-se a participar no encontro de Braga Denis McQuail (jubilado da Universidade de Amesterdão), Leen d’Haenens (Universidade de Nimega, Holanda), Hans J. Kleinsteuber (Universidade de Hamburgo), Tristan Mattelart (Universidade de Paris II), Inka Moring (Universidade de Helsínquia), Barbara Thomass (Universidade do Rur, Alemanha), Werner A. Meier (Universidade de Zurique), Jeremy Tunstall (City University, Londres), Kees Brants (Universidade de Amesterdão), Laura Berges (Universidade Autónoma de Barcelona), Mario Hirsch (Institut Pierre Werner, Luxemburgo).
A próxima reunião do grupo terá lugar em Moscovo.

“Interesse jornalístico”

“O melhor trabalho jornalístico português que vi nos últimos tempos, em todas as categorias, foi o do fotógrafo chinês Zhang Xiao Dong. Aconteceu ontem, no Expresso. A reportagem escrita esteve cargo de um bom repórter, Rui Gustavo, que foi à China encontrar o primo de Sócrates. O primo nada disse com interesse, porque o que teria interesse seria ele a comprometer o primo.
O que interessa – vou dar um exemplo para os leitores distraídos perceberem o que é hoje interesse jornalístico – seria Sócrates dizer no meio de uma viagem de Estado: “Vim à Capadócia porque era há muito um sonho da minha namorada vir à Capadócia.” Como Sócrates não disse isso, esta frase não abriu telejornais. Talvez alguém tenha dito uma parecida, mas também não abriu telejornais, pois não? Sorte de quem tenha dito essa frase similar e possa – e ainda bem que pode – dizê-la sem escândalo (…) “.

Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 17.5.2009