‘Alegado’ – em ‘jornalês’

” (…) “alegado”, em jornalês, é assim a modos como o escudo invisível do dentífrico, que protege o esmalte deontológico e o mantém brilhante e lavado; outras vezes é o diáfano e queirosiano manto de dúvida que cobre a nudez crua da verdade”.

Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 7 de Abril de 2009


Nota: Na sequência do comentário aqui deixado por Eduardo Cintra Torres um(a) leitor(a) não-identificado(a) respondeu com uma observação insultuosa. Algumas horas depois ECT deixou, também aqui, nota do seu descontentamento relativamente à gestão dos comentários neste blog (ambos os comentários foram retirados).
O J&C sempre foi um espaço aberto à dicussão franca (e, muitas vezes, controversa) e, por esse motivo, nunca foi feita qualquer moderação dos comentários.
Um só abuso expôs a fragilidade do sistema.
A partir de hoje e durante um período de tempo ainda não determinado os comentários neste blog passam a ser todos moderados.
Pedimos desculpa ao Eduardo Cintra Torres.
Pedimos desculpa aos que nos visitam pela dureza da medida.

Luís António Santos

2 thoughts on “‘Alegado’ – em ‘jornalês’

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  2. É curioso que a frase de M.A. Pina, retirada por vós do contexto, usa a palavra “alegado” pelas mesmíssimas razões que o “jornalês” que critica. Trata-se, pois, de uma frase em registo irónico. Escrever “alegado” é uma obrigação do bom jornalismo: a palavra informa o leitor de que um determinado facto foi revelado mas não está apurado num processo (não necessariamente judicial) em curso. Ao mesmo tempo, a palavra defende o suposto fautor do que é revelado. Desta forma, o uso da palavra é justo, correcto, defende todas as partes (noticiadas, leitores, jornalistas). Mas se se pretende com a crítica ao uso da palavra acusar os jornalistas de notícias que não deveriam dar, então a crítica é um manto diáfano para a defesa de uma qualquer censura. Ou não? Abraços, Eduardo CT

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