5º Canal de TV: assim não!

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social rejeitou hoje as candidaturas da Telecinco e da Zon Multimédia ao 5º canal generalista de TV. A ERC considera que primeira não preenche os requisitos exigidos no Caderno de Encargos ao nível do plano viabilidade económico-financeiro; a segunda não atinge, segundo o órgão regulador, patamares mínimos no que diz respeito à suficiência dos meios técnicos e humanos.
E agora? Agora ambos os candidatos têm um determinado tempo para explicarem melhor os seus projectos. A decisão final deve ser conhecida antes do final do próximo mês. Se não houver desistências.
Nesta altura, o debate sobre o 5º canal será sempre redutor. Porque quase nada se sabe sobre as propostas a concurso. E há respostas que mereceriam ser já conhecidas:
• Quem financia estes projectos?
• Qual a linha editorial que seguirão?
• Que engenharia de programação propõem?
• O que distingue estes projectos dos canais que temos?
Não integro, desde o primeiro momento, o grupo daqueles que acham que não há lugar para mais uma estação televisiva. Nem mesmo em período de crise económica, como é aquele que atravessamos. Mas gostava que a discussão em torno do 5º canal fosse mais aberta, mais participativa, mais imune a raciocínios conspirativos. Ainda vamos a tempo de tornar este processo mais dinâmico e mais linear. No início dos anos 90, a abertura da TV do sector privado andou a reboque de lógicas eleitorais. E não me parece que tenha sido a melhor opção. Convinha não repetir maus exemplos.

4 thoughts on “5º Canal de TV: assim não!

  1. Leio esta situação assim : pressão dos grupos instalados e foi esta a resposta (a mais fácil). Vamos ver se haverá contrapartidas. Agradecimentos em forma de abrandamento editorial no escrutínio ao desempenho do governo.

  2. Se o equilibrio editorial tem que ser ponderado tendo em conta o panorama existente, totalmente de direita, não me chocaria nada que o 5º canal fosse atribuido a um projecto menos conservador e mais desligado das influencias partidarias, sobretudo com mais transparencia, que quando apareça um comentador na pantalha se explique que aquele senhor está ali em reperesentação de um partido e/ou opção politca e não pelo facto de ser politologo e/ou economista.

    Mas não deixa de ser sintomático o facto de agora se passar a exigir aos novos concorrentes o que não houve coragem para perguntar aos velhos .

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