Fraca confiança nos jornalistas

Cerca de dois dois terços dos portugueses confiam pouco ou nada nos jornalistas, segundo o estudo European Trust Brands 2009, divulgado pela revista Reader’s Digest e a que o Público faz hoje referência. Em contrapartida, um terço confia bastante ou mesmo muito. Os dados relativos a Portugal revelam que, ainda assim, o grau de confiança e ligeiramente maior entre nós do que nos outros 15 países europeus analisados.

Numa listagem comparativa de diversas profissões, verifica-se que os bombeiros são a profissão mais confiável, tanto cá como lá fora. No extremo oposto estão os políticos. confianca-nos-jornalistas-09confianca-em-profissoes-09

5 thoughts on “Fraca confiança nos jornalistas

  1. Para uma suposta profissão da verdade, é algo que deveria fazer pensar e repensar. Nesta lista só os Políticos aparecem abaixo dos jornalistas.
    Da minha humilde perspectiva a ideia com que fico é que o jornalismo se tem politizado em demasia. Aliás basta ver a quantidade de jornalistas que opinam nos jornais e televisões sobre tudo e mais alguma coisa, mas essencialmente sobre política. Opinião que de factual traz pouco, com argumentação sustentada meramente no que lhes parece, por vezes sustentada em mais opinião jornalística o que gera um crescendo do vago, do genérico e fortemente superficial.
    Depois o resto da antena é canalizada para políticos no activo ou no passivo. Estes segundos ocupam grande parte do espaço e apresentam-se como autênticos jornalistas, e são mesmo vendidos pelos orgãos como tal, quando não passam de meros entertainers da corte (a favor ou contra) para que o Rei possa seguir nu…

  2. Nos últimos anos tenho encontrado muitos erros nos textos e frases ditos pelos jornalistas. Fudnamentalmente erros de protuguês e em matérias do âmbito da economia e do direito. Para além disso tenho notado que determinados telejornais e jornais deturpam notícias de modo a cativar mais leitores ou telespectadores. Recorrem ao «diz que disse» em vez de se limitarem a factos. Bem como, tenho notado um opiniões pessoais de jornalistas contidas pelo meio de notícias ou orientações para causar choque ou consternação nos receptores da informação, que mutias vezes são erradas ou dão claramente ideias erradas, e na minha opinião, são inadmissíveis por virem de jornalistas. Por estes e outros motivos, não confio nos jornalistas.

  3. Tenho a mesma impressão que no Brasil teríamos o mesmo resultado.. Bombeiros e políticos, cada qual no seu extremo, e num ponto intermediário a imprensa. Apenas um parêntese, lembro-me de ter lido em algum canto que lá o Rádio continua a ser o meio mais confiável para a população.. depois os impressos e a seguir a TV. A Internet ocupava o posto de “menos confiável”… prometo procurar o link da pesquisa e publicar aqui novamente..

  4. Tenho a impressão que no Brasil teríamos o mesmo resultado.. Bombeiros e políticos, cada qual no seu extremo, e num ponto intermediário a imprensa. Apenas um parêntese, lembro-me de ter lido em algum canto que lá o Rádio continua a ser o meio mais confiável para a população.. depois os impressos e a seguir a TV. A Internet ocupava o posto de “menos confiável”… prometo procurar o link da pesquisa e publicar aqui novamente..

  5. Gostaria de perguntar ao Manuel Pinto o que acha destes resultados?
    Qual a causa? será do ensino do jornalismo? será da pratica das redacções subjugadas aos métodos empresariais? será do…?
    Este estudo merece atenção e gostaria que por exemplo o canal público fizesse um debate sobre este tema. Alô? Fátima Campos Ferreira?

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