TVI 24 nasce hoje

Às 21 horas de hoje, aparece um novo canal temático de informação.  Trata-se de um projecto alternativo ou de um clone da SIC Notícias ou da RTPN? Abrimos aqui espaço para o debate.

Europa em reflexão

O Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, em parceria com a representação da Comissão Europeia em Portugal e o Gabinete em Portugal do Parlamento Europeu organizam, amanhã e sábado, em Braga uma acção de formação uma acção de formação para jornalistas do Norte do país – com especial incidência nos meios de comunicação regionais e locais –, tendo em vista a realização, em 2009, de eleições para o Parlamento Europeu. No âmbito do tema em análise, o seminário dedicará três sessões a questões institucionais (1. Background histórico: o papel do Parlamento Europeu na construção de uma Europa democrática; 2. O Parlamento Europeu no quadro institucional: o processo de decisão na União Europeia; 3. O futuro da União Europeia); duas sessões a questões políticas (1. As políticas europeias mais relevantes para a Região Norte; 2. Portugal na EU: impactos e perspectivas); e duas sessões a questões dos media (1. O papel dos media nas questões europeias; 2. A especificidade das eleições para o PE: o desafio da participação). Entre os conferencistas, participam os académicos Ana Paula Brandão, Isabel Estrada e José Palmeira; os jornalistas José Alberto Lemos e Joaquim Vieira; o responsável pelo Centro de Avaliação de Políticas e Estudos Regionais da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, Rui Monteiro; e os eurodeputados Francisco Assis  e (PS)José Silva Peneda (PSD). A sessão de abertura conta com as presenças de Margarida Marques, Chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal; Paulo de Almeida Sande, Director do Gabinete em Portugal do Parlamento Europeu; Manuel Pinto, Director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho e de Joaquim Fidalgo, Director-adjunto do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.

Virá com uma parra?

Sobre a carnavalesca cena que teve lugar no passado fim-de-semana em Braga…

“Três polícias para quatro livros dá uma ideia da perigosidade dos volumes (e do realismo em arte), e só se estranha que não tenha sido chamado o Grupo de Operações Especiais, até porque uma mulher de sexo à vista é coisa mais perigosa do que um assaltante de cara tapada e espingarda de canos serrados na mão.
A boa notícia é que a PSP de Braga não tem falta de efectivos e não poupa neles quando, como explicou o subintendente Henrique Almeida, se trata de “evitar desacatos”, pois os livros estariam a atrair a atenção das crianças que andavam pela Feira com os pais, e a PSP de Braga, quando há “desacatos”, não actua sobre os “desacatadores”, actua sobre o que está quedo e não lhe oferece resistência, no caso os suspeitos do costume, livros.

A PSP terá decidido entretanto devolver o corpo do delito. Virá com uma parra?

Manuel António Pina, Jornal de Notícias

Jornalismo sem jornais?

“(…) Es difícil, aunque no imposible, imaginar un periodismo sin periódicos. Los periódicos son la referencia histórica del periodismo y su cultura profesional, por ser el más antiguo de los medios y el único específico, creados expresamente para la función de informar y crear opinión, ligados en su evolución al progreso de la libertad y de la democracia, víctimas primeras y genuinas de cualquier regresión política. De los periódicos han tomado la radio, la televisión e Internet principios, valores y géneros informativos, así como el nombre mismo de la actividad -periodismo- y las tareas que ejercen sus redactores o periodistas.
No es tan difícil, en cambio, imaginar periódicos sin el periodismo bien entendido al que nos referimos. (…)”

Jaume Guillamet, Defendiendo la verdad y la razón, in El País, 23.2.2008

5º Canal de TV: assim não!

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social rejeitou hoje as candidaturas da Telecinco e da Zon Multimédia ao 5º canal generalista de TV. A ERC considera que primeira não preenche os requisitos exigidos no Caderno de Encargos ao nível do plano viabilidade económico-financeiro; a segunda não atinge, segundo o órgão regulador, patamares mínimos no que diz respeito à suficiência dos meios técnicos e humanos.
E agora? Agora ambos os candidatos têm um determinado tempo para explicarem melhor os seus projectos. A decisão final deve ser conhecida antes do final do próximo mês. Se não houver desistências.
Nesta altura, o debate sobre o 5º canal será sempre redutor. Porque quase nada se sabe sobre as propostas a concurso. E há respostas que mereceriam ser já conhecidas:
• Quem financia estes projectos?
• Qual a linha editorial que seguirão?
• Que engenharia de programação propõem?
• O que distingue estes projectos dos canais que temos?
Não integro, desde o primeiro momento, o grupo daqueles que acham que não há lugar para mais uma estação televisiva. Nem mesmo em período de crise económica, como é aquele que atravessamos. Mas gostava que a discussão em torno do 5º canal fosse mais aberta, mais participativa, mais imune a raciocínios conspirativos. Ainda vamos a tempo de tornar este processo mais dinâmico e mais linear. No início dos anos 90, a abertura da TV do sector privado andou a reboque de lógicas eleitorais. E não me parece que tenha sido a melhor opção. Convinha não repetir maus exemplos.

Se os jornais se forem…não vão sozinhos

20061109_independentPaul Starr – professor de Comunicação em Princeton – escreve no The New Republic um longo texto (versão para imprimir aqui) sobre o que podemos perder quando deixarmos morrer os jornais.
E o argumento principal é de que, naturalmente, perderemos muito mais.
Leitura recomendada para o fim-de-semana.
Excertos:

Whether the Internet will ever support general-interest journalism at a level comparable to newspapers, it would be foolish to predict. The reality is that resources for journalism are now disappearing from the old media faster than new media can develop them.

One danger of reduced news coverage is to the integrity of government. It is not just a speculative proposition that corruption is more likely to flourish when those in power have less reason to fear exposure.  (…)And while the new digital environment is more open to “citizen journalism” and the free expression of opinions, it is also more open to bias, and to journalism for hire. Online there are few clear markers to distinguish blogs and other sites that are being financed to promote a viewpoint from news sites operated independently on the basis of professional rules of reporting. So the danger is not just more corruption of government and business–it is also more corruption of journalism itself.

News coverage is not all that newspapers have given us. They have lent the public a powerful means of leverage over the state, and this leverage is now at risk. If we take seriously the notion of newspapers as a fourth estate or a fourth branch of government, the end of the age of newspapers implies a change in our political system itself. Newspapers have helped to control corrupt tendencies in both government and business. If we are to avoid a new era of corruption, we are going to have to summon that power in other ways. Our new technologies do not retire our old responsibilities.

[Sugestão recolhida no PontoMedia]

Fraca confiança nos jornalistas

Cerca de dois dois terços dos portugueses confiam pouco ou nada nos jornalistas, segundo o estudo European Trust Brands 2009, divulgado pela revista Reader’s Digest e a que o Público faz hoje referência. Em contrapartida, um terço confia bastante ou mesmo muito. Os dados relativos a Portugal revelam que, ainda assim, o grau de confiança e ligeiramente maior entre nós do que nos outros 15 países europeus analisados.

Numa listagem comparativa de diversas profissões, verifica-se que os bombeiros são a profissão mais confiável, tanto cá como lá fora. No extremo oposto estão os políticos. confianca-nos-jornalistas-09confianca-em-profissoes-09