O que queremos MESMO saber de 2009

publicoA iniciativa que hoje merece o destaque no Público –
“Vinte coisas que queremos mesmo saber sobre o ano que agora começou” – é interessante e tem certamente valor, pelo investimento que vários jornalistas colocaram neste trabalho. Contudo, a matéria – preparada com antecedência, certamente – prestava-se a iniciativas em que o Público poderia inovar, no modo de fazer jornalismo.
Quem garante que estas são “as vinte questões que queremos mesmo saber?”. A quem se refere a primeira pessoa do plural? Aos leitores? Aos jornalistas? À Direcção do Público? E aquele “mesmo” também é muito significativo, porque marcado por uma carga semântica que confere à palavra algo mais do que tem o simples advérbio.
Afinal, o que é que queremos mesmo saber de 2009? Com as “tendências ou inquietações” expressas na análise de “jornalistas especializados em cada área”, algo ficou dito do lado do Público. Mas porque não ir mais longe e convidar os leitores a participar e voltar, eventualmente, a fazer um novo destaque? É verdade que o processo de marcação da agenda pública já foi desencadeado, mas, ainda assim, poderia haver surpresas interessantes.

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