“Nos por cá” diariamente na SIC

nos-por-caFoi há pouco apresentado, em Lisboa, o novo formato e as novas características que passa a ter, a partir de segunda-feira,  o programa “Nós por Cá”, da SIC, apresentado pela jornalista Conceição Lino.
Rui Couceiro, que terminou recentemente na Universidade do Minho uma tese de mestrado precisamente sobre este programa – no qual já trabalhou, em tempos, como estagiário – tem acompanhado de perto a trajectória de “Nós por Cá” (NPC) e conversou com a apresentadora, dando-nos conta das suas observações no texto “Diariamente… com os cidadãos“, que publicamos no Blogue de Apoio.
De acordo com a investigação feita por Rui Couceiro, “o NPC semanal recebia cerca de dez mil e-mails por ano”. “Em 2007 e 2008, 90% dos casos recebidos chegaram por e-mail e, desses, 60% possuíam anexos (em maioria, documentos e fotografias captadas pelas pessoas – “cidadãos repórteres”). Relativamente a conteúdos, a maior parte dos casos (cerca de 60%) era de interesse colectivo e não individual” – salienta o autor da pesquisa.
Couceiro entende que o programa tem sido “um exemplo de jornalismo participativo. Jornalismo, porque editado por uma jornalista profissional, vinculada a códigos éticos e deontológicos; participativo, porque funcionava com o auxílio dos cidadãos, que colaboravam, grande parte das vezes, com vista a um propósito colectivo e com recurso às novas tecnologias”.

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O que queremos MESMO saber de 2009

publicoA iniciativa que hoje merece o destaque no Público –
“Vinte coisas que queremos mesmo saber sobre o ano que agora começou” – é interessante e tem certamente valor, pelo investimento que vários jornalistas colocaram neste trabalho. Contudo, a matéria – preparada com antecedência, certamente – prestava-se a iniciativas em que o Público poderia inovar, no modo de fazer jornalismo.
Quem garante que estas são “as vinte questões que queremos mesmo saber?”. A quem se refere a primeira pessoa do plural? Aos leitores? Aos jornalistas? À Direcção do Público? E aquele “mesmo” também é muito significativo, porque marcado por uma carga semântica que confere à palavra algo mais do que tem o simples advérbio.
Afinal, o que é que queremos mesmo saber de 2009? Com as “tendências ou inquietações” expressas na análise de “jornalistas especializados em cada área”, algo ficou dito do lado do Público. Mas porque não ir mais longe e convidar os leitores a participar e voltar, eventualmente, a fazer um novo destaque? É verdade que o processo de marcação da agenda pública já foi desencadeado, mas, ainda assim, poderia haver surpresas interessantes.

Sugestão para os 150 anos do DN

“O provedor gostaria ainda de deixar aqui uma sugestão aos responsáveis do jornal. O DN está a pouco mais de cinco anos de século e meio de vida. Ora, estão documentados, em livro (dois volumes), os primeiros 75 anos de existência do jornal. A obra está há muito esgotada e justifica reedição. Relevante seria, por outro lado, iniciar, desde já, diligências para passar a escrito os segundos 75 anos do DN (há testemunhos que é urgente recolher, antes que a lei da vida se cumpra…), de forma a poder publicar tal livro por ocasião das celebrações dos 150 anos, que todos esperamos poder festejar no dia 29 de Dezembro de 2014”.

Mário Betencourt Resendes, DN, 3.1.2009