TV digital terrestre no ar

A Anacom emitiu esta semana o documento que dá à PT o direito de utilizar as frequências da televisão digital terrestre (TDT) portuguesa, relativas aos canais livres. No entanto, é preciso ressaltar que a TDT tem estado no ar desde Outubro, a título de testes.

O primeiro programa transmitido pela TDT portuguesa foi um documentário sobre a vida marinha. Depois o documentário foi substituído pelas transmissões dos quatro canais generalistas.

As emissões são em MP4, portanto, quem tem o aparelho adequado a receber esses sinais, pode conseguir assistir à TDT, pelo menos na região de Lisboa, onde são feitos os testes.

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Agregação de Helena Sousa – dia 1

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Decorrem em Braga as provas de agregação de Helena Sousa. O dia de hoje, dedicado à defesa do currículo e relatório da disciplina Economia Política dos Media, teve como base o interesse sempre manifestado pela candidata aos sistemas de comunicação a nível nacional e internacional.

Aníbal Alves, arguente do currículo da candidata, salientou ainda a qualidade dos projectos de investigação em que esteve empenhada, no quadro do Centro de Estudos em Comunicação e Sociedade da UM. O arguente destacou também os cargos de gestão que ocupou no Departamento de Ciências da Comunicação e o cuidado manifestado no ensino e docência, tal como expresso na metodologia desenvolvida no relatório. “A minha apreciação é largamente positiva”, concluiu destacando o modo como está na academia: o “zelo, o empenho, a generosidade”.

Ciberjornalismo em Portugal

ciberjornO jornalista Fernando Zamith lança hoje, no âmbito do Congresso Internacional de Ciberjornalismo, que decorre na universidade do Porto, “Ciberjornalismo – as Potencialidades da Internet nos sites noticiosos portugueses” (Ed. Afrontamento).

O livro, que terei o gosto de apresentar, retoma o essencial da tese de mestrado daquele jornalista da agência Lusa, realizada e apresentada na Universidade do Minho em 2007. Nele se faz “um diagnóstico do jornalismo português na Internet, através do estudo da sua (pouca) adaptação às características do novo meio, complementado com a perspectiva de profissionais e académicos”.

“Mais cedo ou mais tarde”

José Manuel Paquete de Oliveira reconhece hoje, na sua coluna no JN, algo que partilho e que andava há tempos para referenciar:

Em “Mais cedo ou mais tarde“, programa conduzido sobre o lema ‘porque há sempre outras ideias e outras pessoas que podiam ser notícia’, João Paulo Meneses, com uma serenidade impressionante e um olhar de grande pesquisador social, traz ao programa actores e autores nos mais diferentes campos das múltiplas actividades que compõem e, afinal, constroem a vida de um povo. Normalmente, os seus entrevistados são gente social e politicamente desapercebida. Falam e contam sobre as coisas que fazem com uma enorme simplicidade. Quase parece pedirem desculpa de estar a fazer o que fazem. Ali emergem cidadãos deste país que, no silêncio das suas funções ou no anonimato das suas profissões, contribuem de modo concreto para que o país não se “afogue” de vez na crise que o devora. Nunca falei com o jornalista João Paulo Meneses. Mas ouço muitas vezes o seu ‘Mais tarde ou mais cedo’ e penso que a filosofia do programa é psicologicamente combater a crise que, acima de tudo, é social, motivacional”.

Descobrir coisas boas“, Jornal de Notícias, 11.12.2008

Vou mais longe: em “Mais cedo ou mais tarde”, abordam-se, com frequência, assuntos que os media  tomam como se fossem menores para as pessoas. E a prova disso é que, quando os abordam, remetem-nos para horários (ou para páginas) de segunda categoria (como de resto ocorre com o programa de João Paulo Meneses, na TSF).

E em tempos em que se vêem outras parcerias, não seria de aproveitar – por exemplo, num jornal – as entrevistas que “Mais cedo ou mais tarde” faz?