Agregação de Manuel Pinto – dia 2

Segundo dia de prova dedicada à lição de síntese intitulada “Digressão sobre a crise do jornalismo: entre diluição e re-invenção”.

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Excertos da apresentação:

O adquirido do jornalismo:
– a informação de serviço público
– a busca da independência e da verdade
– a vigilância dos poderes (watchdog)
– a investigação, a verificação e a GR
– a mediação entre insttuições
– a afirmação de novos géneros discursivos

A crise do jornalismo não é dos nossos dias; acompanha-o desde o nascimento e isso não servindo para nos tranquilizar serve de certeza para nos ajudar a pensar a situação.

Não há uma, mas várias crises, sucessivas ou simultâneas.

A crise do jornalismo não pode dissociar-se dos processos globais de mujdança social e são dois os eixos criticos da crise: a cedência ao mercado (1) e o impacto das inovações tecnológicas (2)

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1 – Jornalismo contaminado pelo mercado
Há uma diluição da ’empresa jornalística’ nos conglomerados mediáticos / lógicas de competrição à escala global e agudização da concorrência / de uma lógica de edição a uma logica de fluxo, pautada pela velocidade / políticas redactoriais restritivas (precarização e assimetrias profissionais) / aligeiramento da informação e reforço da lógica do entretenimento.

2 – Factor tecnológico
Impacto dos diferentes suportes / transmissão via satélite e recurso ao directo / o aparecimento das estações 24/7 (lógica de breaking news) / digitalização da informação e convergência redactorial / plataformas e ferramentas de auto-edição.

Outros factores
– Os mais novos e o aparente desinteresse pela actualidade jornalística
– A queda da circulação e da publicidade
– A fragmentação das audiências
– O tempo disponível perante a multiplicação e variedade da oferta informativa
– Mudanças nos hábitos de consumo

Reacções à crise

Jornalismo cívico ou comunitário ( a crítica que veio de dentro)
A corrente do citizen journalism (a crítica que veio/vem de fora)

Será a crise efectivamente passageira? Não creio.

Bases possíveis de progressão:
– Existe um campo possível de interacções de geometria variável entre os media profissionais e amadores
– É improdutiva a estratégia de contraposição entre os dois pólos (ou de ‘acolhimento táctico’)
– Torna-se necessário identificar os pontos sensívies das mudanças em curso, a saber:
– Capacidadev de escutar e aprender com o público
– Exploração do ‘jornalismo distribuido’
– Epistemologia: pensar rizomaticamente
– Novo método: alargar as fontes e envolve-las no desencadear da conversação
– Desafio ético das redes: a ética do link, da transparência, da correcção
– Papel do jornalista: pivot ou parceiro

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