Falta de “água potável”

saviano“Nesta sociedade podemos falar, opinar, inclusive gritar. Mas não podemos transpor a barreira do silêncio. Daquilo que não se pode dizer”.
(…)

“Existem hoje muitos canais no mundo para nos expressarmos, como por exemplo a televisão ou a Internet. Mas isso não deve confundir-nos. Já conhecem o que se costuma dizer: quando há uma inundação, o primeiro a faltar é a água potável”.

Roberto Saviano, citado em El País de hoje, no trabalho de Iker Seisdedos, intitulado “Dos escritores contra la barbarie – Salman Rushdie y Roberto Saviano charlan en Estocolmo sobre su falta de libertad

Anúncios

200 mil… com a “gata da hora”

De vez em quando costumo dar uma vista de olhos pelo contador de visitas do blogue. Não andamos aqui a (con)correr pela audiência (para isso também há técnicas e existe, na blogosfera, quem as use). Mas seria estultícia e arrogância não valorizar e apreciar os que nos visitam.

Em meados de Janeiro de 2007, mudámos do Blogger, onde residíamos desde Abril de 2002, para o WordPress. Desde então, contabilizam-se duzentos mil visitantes, número atingido ontem. Um agradecimento por isso a si, que por aqui passa, mais ou menos frequentemente.

Mas, já que falámos de nós, vale a pena falar de um fenómeno que se prende com as visitas. Em 6 de Junho do ano passado, publicámos um post da nossa amiga e colega de Lisboa, Marisa Torres Silva, intitulado “«Meia Hora» – um olhar”. O texto assinalava e analisava o lançamento do gratuito do grupo Cofina, apresentado como “diário de referência”. Pois não é que esse post adquiriu uma tal procura que não há dia em que não receba mais de uma dezena de visitas?! Só à sua conta foram, até agora, 9000, o que equivale a perto de 5% do total.

Como explicar esse mistério? Os comentários a esse post ajudam a encontrar a resposta. E os termos através dos quais alguns visitantes aqui vêm parar complementam a explicação. Há um tablóide brasileiro chamado “Meia Hora” que publica regularmente a rubrica “Gata da Hora”. Quando as candidatas a “gata da hora” vão ao Google à procura desse espaço, encontram o nosso «Meia Hora». E logo com “um olhar”! Até chegam a perguntar para onde ou para quem devem mandar a foto.