Dois novos livros… [Act. 12/11/2008]

provedores1Acabam de ser lançados em Portugal mais dois livros de referência para o campo dos estudos jornalísticos. Editadas pelas Edições 70, as obras traduzem o trabalho de dois Provedores do Leitor: de José Carlos Abrantes (ex-provedor do DN) e de Daniel Okrent (o primeiro provedor do New York Times). [Ver notícia do DN em http://dn.sapo.pt/2008/11/11/media/exprovedor_ny_times_relata_experienc.html]

Estes dois livros juntam-se a um conjunto já numeroso de outros que apresentam em síntese o trabalho dos provedores em Portugal.
AURÉLIO, Diogo Pires (2001) – Livro de Reclamações – Exercívios de deontologia da Informação – Lisboa: Editorial Notícias
FIDALGO, Joaquim (2004) – Em nome do leitor – as colunas do provedor do Público – Coimbra: Minerva
MESQUITA, Mário (1998) – O Jornalismo em Análise – a coluna do Provedor dos Leitores em análise, Coimbra: Minerva
SERRANO, Estrela (2006) – Para compreender o jornalismo – Coimbra: Minerva
WEMANS, Jorge (1999) – O Público em público – as colunas do provedor do leitor – Coimbra: Minerva

[ACT.: Ver a propósito a entrevista publicada pelo PÚBLICO hoje, no P2, pág. 8, com Daniel Okrent:

«Somos donos da tinta e donos do papel e estamos numa posição em que julgamos outras pessoas numa base diária, mas nunca nos submetemos pessoalmente. Existe uma atitude de defesa que temos enquanto jornalistas: quando alguém nos critica e acusa de sermos partidários, começamos por identificar a forma como aquela pessoa está errada. Não começamos por nos interrogar se essa pessoa terá razão. E essa seria a forma honesta de fazer o trabalho, começar com uma mente aberta em relação às críticas. Estamos numa posição de fazer declarações e não damos um igual tratamento a alguém que se queixa, existe uma arrogância implícita, de que a nossa opinião tem mais importância.»

2 thoughts on “Dois novos livros… [Act. 12/11/2008]

  1. Sou estudante de Jornalismo em Coimbra onde tive a oportunidade, na passada quinta-feira, de ouvir Daniel Okrent numa exposição fluida e empática de não mais de 30 minutos sobre os seus dias de provedor naquele que é, segundo o jornalista, o mais influente jornal do mundo, o New York Times. Abordaram-se questões essenciais como o “so-called” distanciamento jornalístico ou as mudanças estruturais que nós estudantes vamos encontrar no exercicio de uma das profissões que mais se modificou com esta enorme janela para o mundo que é o nosso computador pessoal. Além disto, valeu essencialmente a troca de impressões e a descrição de algumas das “guerras” que Okrent comprou durante os seus 18 tumultuosos meses enquanto provedor. Especialmente cómica foi a afirmação do ex-editor da Time quando, invariavelmente, se falava das eleições norte-americanas: ” George Bush did a wonderfull job promoting the democrat ideals”

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