Discursos e Práticas de Qualidade na Televisão, é o título do livro editado por Gabriela Borges e Vítor Reia-Baptista que é lançado amanhã, dia 16 , pelas 18h00, no espaço da Livraria Bulhosa, em Entrecampos. Com a chancela da Livros Horizonte, propõe-se discutir o conceito de qualidade e apresentar definições de parâmetros e critérios de avaliação a partir dos discursos e das práticas do meio televisivo.
Monthly Archives: Setembro 2008
Notas mínimas de acesso: subida geral
Acabam de ser conhecidas as notas com que, este ano, entraram no Ensino Superior os últimos classificados. Os dez cursos com classificações de acesso mais elevadas são os seguintes (apenas cursos de Ciências da Comunicação e Jornalismo):
- Univ. Nova Lisboa – 16,75
- Univ. do Minho – 16,28
- Univ. do Porto – 16,00
- ISCSP-UTL- 15,55
- ESCS-IPL – 15,55
- Univ. Coimbra – 15,30
- ESE-IPCoimbra – 15,24
- Univ. do Algarve – 13,77
- Univ Beira Interior – 13,44
- Univ. T.AltoDouro – 13,12
Três observações se impõem de imediato: a primeira é uma alteração sensível da posição relativa dos cursos; a segunda é a verificação de que se regista, no geral, mas, em especial nos dez dez cursos melhor mais bem posicionados uma subida da nota mínima; a terceira é que pela primeira vez, ao que julgamos, um curso de fora de Lisboa e do Porto entra para a lista dos três primeiros lugares.
Importa ter em conta que, se se incluísse outros cursos de áreas normalmente incluídas nas Ciências da Comunicação, como Relações Públicas, Publicidade, Comunicação Multimédia, etc, pelo menos os últimos quatro cursos indicados desapareceriam desta lista.
A título comparativo, ficam aqui as posições dos “dez mais” do ano passado:
- Univ. Nova Lisboa – 16,50
- Univ. Porto – 16,16
- ESCS-IPL – 15,35
- ESE-IPCoimbra (Multimédia) – 15,34
- Univ. Minho – 15,22
- ISCSP-UTL – 15,05
- ESE-IPL (Com. Social) – 14,91
- Univ. Coimbra – 13,73
- UTAD – 13,24
- U. Algarve – 13,04
Para uma visualização da evolução das posições relativas dos vários cursos de jornalismo e ciências da comunicação, sugiro a visita ao Ponto Media que, como é já tradicional, publica um trabalho sobre este assunto.
“Jornalismo: Profissão mutante”
Paulo Querido assina hoje, no caderno P2 do Público (acesso aberto online), um trabalho que pode ler-se como um contributo para o seminário “Jornalismo: Mudanças na profissão; mudanças na formação” (ver post anterior), que se realiza na UM, no próximo dia 26.


Mudanças no Jornalismo – seminário (act.)
Está já disponível o Programa do Seminário “Jornalismo: Mudanças na Profissão, Mudanças na Formação”, que se realiza na Universidade do Minho (Braga), no próximo dia 26 de Setembro, entre as 9h30 e as 19h00.
Organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), o debate – que decorrerá durante todo o dia – sentará à mesma mesa académicos, professores, profissionais e estudantes de jornalismo de diferentes gerações, procurando compreender as profundas transformações por que está a passar a actividade jornalística e, simultaneamente, de que modos estes novos desafios deverão influenciar a oferta de formação de futuros jornalistas.
Questões como a mudança das práticas profissionais no novo contexto da expansão das tecnologias digitais, a relação entre a formação dada e as exigências do mercado de trabalho, a interacção entre profissionais no activo e formadores de novos jornalistas, entre outras, serão trazidas à discussão.
Também as mudanças verificadas nos últimos dez anos, no que respeita às expectativas dos estudantes de jornalismo, serão objecto de análise, tendo por pretexto a visualização de um documentário sobre este assunto apresentado no último Congresso dos Jornalistas Portugueses, em 1998.

A iniciativa contará com a participação da reputada professora e investigadora Jane Singer, como oradora principal. Adelino Gomes (actual Provedor do Ouvinte da RDP), João Canavilhas (especialista em Webjornalismo e docente da Universidade da Beira Interior), António Granado (editor do “Publico.pt” e docente de Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa), Luísa Bessa (ex-directora-adjunta do “Jornal de Negócios” e secretária-geral da Sociedade Lusa de Negócios), Pedro Leal (director-adjunto da Rádio Renascença e docente do Curso de Jornalismo da Universidade do Porto), David Pontes (director-adjunto da Agência Lusa) Abel Coentrão (jornalista do Público) e Rui Rocha (recém-licenciado em Jornalismo) têm presença já confirmada.
A organização do evento está a cargo de Sandra Marinho e Joaquim Fidalgo, docentes do departamento de Ciências da Comunicação da UM e investigadores do CECS. Para se proceder à inscrição no seminário, basta enviar um e-mail para jfidalgo@ics.uminho.pt (Joaquim Fidalgo) ou para marinho@ics.uminho.pt (Sandra Marinho), indicando os seguintes dados: nome, instituição de pertença e endereço de e-mail.
O pagamento da inscrição (5 euros, para não-estudantes) será feito no próprio local, no dia do seminário.
99 “things I’ve learned about blogging”
Para assinalar os mil posts no seu blogue, Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, ‘postou’ “1000 things I’ve learned about blogging” que, de facto, são … 99. Poderemos nós continuar os itens dele, até mil…ou mais. Pela minha parte, tenho aprendido, não sem custo, como é difícil arranjar tempo para actualizar este espaço, mesmo sabendo sobre o que escrever e como o fazer. Até por isso, só posso estar agradecido ao Paul e a muitos outros bloggers, incluindo os portugueses. Ao fim e ao cabo, é a rede entre os vários bloggers que faz a diferença. Esse podia ser o item número 100 da lista.
Futuro dos jornais
O futuro dos jornais continua a motivar as atenções. Enquanto uns discutem como ou quando acabarão e aquilo em que se transformarão, outros preocupam-se em como salvá-los e dar-lhes novos horizontes. O assunto integra há muito a agenda da investigação. E aqui está mais um resultado disso mesmo: uma das principais revistas científicas de jornalismo – Journalism Studies – dedica a sua última edição (vol. 9, nº 5) ao tema “The Future of Newspapers”. O número, que resultou de uma conferência sobre o mesmo tema, realizada em Cardiff, Reino Unido, há cerca de um ano, é editado por Bob Franklin, que assina o editorial. Pode aceder-se ao índice e abstracts AQUI.