Mudanças no Jornalismo (act.)

Estão abertas a partir de hoje as inscrições para participação no seminário “Jornalismo: Mudanças na Profissão, Mudanças na Formação”, que se realiza na Universidade do Minho (Braga), no próximo dia 26 de Setembro, entre as 9h30 e as 19h00. Recordamos que esta iniciativa, já noticiada aqui e aqui, é organizada pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) e pretende juntar académicos, professores, profissionais e estudantes de jornalismo de diferentes gerações, para debater e compreender as profundas transformações por que está a passar a actividade jornalística e, simultaneamente, de que modos estes novos desafios deverão influenciar a oferta de formação de futuros jornalistas.

A professora e investigadora Jane Singer proferirá a conferência de abertura do seminário. Adelino Gomes, António Granado, David Pontes, João Canavilhas, Luísa Bessa e Pedro Leal são alguns dos participantes cuja presença está já confirmada.

Para se proceder à inscrição no seminário, basta enviar um e-mail para jfidalgo@ics.uminho.pt (Joaquim Fidalgo) ou para marinho@ics.uminho.pt (Sandra Marinho), indicando os seguintes dados: nome, instituição de pertença e endereço de e-mail. O pagamento da inscrição (5 euros, para não-estudantes) será feito no próprio local, no dia do seminário.

Perspectiva-se conferência da IAMCR em Portugal

O Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, da Universidade do Minho, em cooperação com a SOPCOM – Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, apresentou ao ‘International Council’ da IAMCR a proposta de organizar em Portugal uma das próximas conferências daquela que é a maior organização internacional da área, no âmbito académico.
A decisão final deverá ser tomada no próximo ano, sendo actualmente a previsão para 2011. Em 2009, a conferência realiza-se na cidade do México, estando em perspectiva Hong Kong para 2010.

“O estilo do blogue jornalístico”

Ramón Salaverría acaba de publicar o trabalho de investigação intitulado El estilo del blog periodístico: usos redaccionales en diez bitácoras
espańolas de información general
.

Este trabajo (…) pretende arrojar luz sobre las características redaccionales de los blogs periodísticos. En particular, aspira a identificar en qué aspectos coincide y en cuáles otros diverge la escritura de blogs periodísticos con respecto a las formas tradicionalmente atribuidas al estilo periodístico.
La cuestión que se pretende descubrir es si los blogs periodísticos poseen algún patrón estilístico y discursivo análogo a los géneros periodísticos. Y, en el caso de que lo tengan, determinar si adoptan como referente de estilo principal a los géneros periodísticos informativos clásicos o bien a los géneros interpretativo-argumentativos, también llamados “de opinión” .

Algumas conclusões:
– Los blogs periodísticos españoles se asemejan más a columnas de opinión que a noticias.
Los blogs periodísticos carecen de un patrón textual estándar. Salvo en la brevedad de los títulos y, en menor medida, en el escaso uso de las citas textuales, los blogs apenas coinciden en cánones estilísticos comunes.
-Los blogs periodísticos hacen un uso modesto de los recursos multimedia a su alcance y se valen ordinariamente de las fotografías para enriquecer el discurso principal, que recurre al texto como vehículo habitual de comunicación.
– La mayor parte de los enlaces hipertextuales incluidos por los blogs periodísticos dirigen a los lectores hacia cibermedios cuya matriz está fuera de internet y, entre ellos, muy especialmente a los cibermedios nacionales de mayor envergadura y audiencia.

Joaquim Fidalgo com funções na IAMCR

Joaquim Fidalgo,professor de Jornalismo da Universidade do Minho, acaba de ser eleito  ‘Vice Head” da Secçao de Investigação e Formação em Jornalismo da International Association of Media and Communication Research (IAMCR), na conferência desta organização que decorre na Universidade de Estocolmo (Suécia).

No processo eleitoral agora realizado, Ibrahim Saleh, da Universidade Americana no Cairo, passou a exercer as funções de Head, sucedendo à australiana Beate Josephi.

Recorde-se que Helena Sousa, directora do Departamento de Ciências da Comunicação da UM, exerce já há três anos, o cargo de vice head da secção de Economia Política desta Associação interncional.

Nesta conferência internacional, Helena Sousa, Joaquim Fidalgo e o autor deste post assumiram papéis de moderador ou comentador de algumas das sessões.

Congresso da IAMCR em Estocolmo

Uma das razões para o abrandamento dos posts neste blogue prende-se com a participação na conferência anual da IAMCR (International Association of Media and Communication Research) que decorre até sexta-feira na Universidade de Estocolmo, em torno do tema “Media and Global Divides“.

O grupo de investigadores da Universidade do Minho apresentou ou vai presentar as comunicações seguintes:

  • Timeliness as News Value: Looking at 50 years of concept and practice on Portuguese TV (Manuel Pinto, Helena Sousa, Felisbela Lopes, Madalena Oliveira)
  • Journalists: to license or not to license … (Joaquim Fidalgo)
  • Recent Changes in Journalism Education: the Portuguese case (Sandra Marinho)
  • Madeleine McCann: the greatest story of public opinion seduction (Madalena Oliveira)
  • The professional and the amateur – remarks on the changing nature of the journalistic field (Manuel Pinto)
  • Television for Children: the Child’s View (Sara Pereira)
  • When Women are the news: the journalistic speech on the International Women’s Day (Carla Cerqueira)
  • The politics of viewing: A discursive understanding of the gaze in women’s ads (Zara Pinto-Coelho & Silvana Mota-Ribeiro)
  • Reading the world: Examining foreign news in the Portuguese Public Service TV News Bulletin
    (Helena Sousa, Felisbela Lopes, Manuel Pinto, Madalena Oliveira)
  • Children’s Television: from regulation to practice – a study of Portuguese terrestrial channels (Sara Pereira, Manuel Pinto)
  • Media and Education for Health: Do Media Reports on Modern Diseases Contribute to Lessen Global Divides? (Felisbela Lopes, Madalena Oliveira and Paulo Nossa)
  • Reading postcards-pictures: examining local identities in global media (Madalena Oliveira e Moisés Martins)
  • The contingencies of news production and the mediatization of climate change (Anabela Carvalho, Eulália Pereira e Rosa Cabecinhas)
  • Analysis of city scape in ruins (Helena Pires)
  • Media representationsof children – elements in analysis (Sara Pereira, Paula Cristina Martins e Rui Ramos)

Outras comunicações de portugueses no programa desta conferência:

  • Generational gaps in internet use in Portugal at home and at school: implications for media literacy (Cristina Ponte)
  • Better Not Spoken: Eros and Thanatos in Some European Forbidden Ads (Anabela Gradim)
  • The Portuguese Media System and the Transformation to Democracy (Joel Frederico da Silveira)
  • Readership and Participation: Letters-to-the-Editor in a Portuguese Free Daily (Marisa Torres da Silva)
  • Who Framed Sócrates and how? Blog and the press colliding with the Prime Minister (Rui Alexandre Novais)
  • Politics in the age of YouTube: digital communication strategies in presidential elections in the US and parliamentary elections in Italy and Spain (Ricardo Pinto)
  • Media and sport: history, heroes and “footballization” (Francisco Pinheiro)
  • Towards a New Paradigm of Mediated Communication: Gen-M and Virtual Communities (Anabela Gradim)
  • Citizens on the web? The Internet and the Promotion of Democratic Practices (Susana Salgado).

Busca da verdade

“(…) Em 1860, primeiro aniversário de lançamento de A Origem das Espécies, livro onde Darwin expôs seus pontos de vista, a Sociedade Britânica para o Progresso da Ciência – entidade que inspirou a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1948 – organizou uma de suas reuniões anuais.

No encontro, Thomas Henry Huxley (1825-1895), considerado o maior defensor das idéias de Darwin, ouviu do bispo de Oxford, Samuel Wilberfoce, a petulante pergunta com pretensões de cientificidade: “É por parte de seu avô ou sua avó que o senhor descende de um macaco”?

Huxley, um dos mais importantes conferencistas de sua época, futuro presidente da Royal Society, não se perturbou. Disse que entre ser parente de um homem importante em assuntos da igreja e do Estado, mas determinado a ridicularizar quem buscasse a verdade, e um macaco se arrastando na jaula, mas que representasse o milagre e o mistério da natureza, não teria dúvida em optar pela segunda alternativa.

Foi quando a mulher do bispo sussurrou para os mais próximos: “Ora esta, agora, descender de macacos. Mas, se for verdade, oremos para que ninguém saiba disso”.

Ulisses Capozzoli in Observatório da Imprensa

Jane Singer na UM em Setembro

A professora e investigadora americana Jane Singer é a conferencista convidada do seminário “Jornalismo: mudanças na profissão, mudanças na formação”, que terá lugar no próximo dia 26 de Setembro, na Universidade do Minho (Braga). Este seminário, organizado no âmbito do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), juntará à volta da mesma mesa diversos professores e estudantes de jornalismo, bem como profissionais no activo, para debaterem os desafios suscitados pelos novos contextos do exercício do jornalismo na ‘era da Internet’.

 

Jane Singer é professora na Universidade do Iowa (EUA), embora esteja presentemente a dar aulas na Universidade de Central Lancashire (Inglaterra), onde se ocupa da ‘Johnston Press Chair in Digital Journalism’. Simultaneamente prossegue os seus trabalhos de investigação, muito centrados no jornalismo online, com particular atenção às questões éticas, assim como às “pessoas e processos que estão por trás da criação de notícias num ambiente ligado em rede”, como ela própria diz.

 

Singer faz parte, actualmente, dos comités editoriais de diversas revistas científicas de nomeada (‘Journalism & Mass Communication Quarterly’, ‘Journalism’, ‘Journalism Studies’, ‘Journal of Mass Media Ethics’). Além disso, nalgumas delas tem publicado textos de grande relevância para quem queira estudar o universo do jornalismo online nas suas múltiplas declinações. Refiram-se, entre outros, “Who are these guys? – The online challenge to the notion of journalistic professionalism” (Journalism, 2003, vol.4), “The socially responsible existentialist – A normative emphasis for journalists in a new media environment” (Journalism Studies, 2006, vol.7), e “Contested autonomy – Professional and popular claims on journalistic norms” (Journalism Studies, 2007, vol.8)  

Liberdade à moda do Minho

Através de “Os tribunais como arma de intimidação“, tomei conhecimento do caso do colaborador de um blogger que terá sido processado por enviar informações para o blogue Universidade Alternativa (cf. “Coisas da minha Universidade“). A acompanhar.

Os idosos ligam a TV. E a TV liga aos idosos?

Os portugueses com idade acima dos 64 anos viram, em média, cinco horas e meia diárias de televisão, segundo os resultados da Marktest Audimetria/MediaMonitor, acabados de divulgar.
Um volume de consumo desta dimensão deveria fazer tremer o país. Com as crianças (cujos consumos estão longe destes valores) preocupamo-nos com o tempo e o impacte da TV. Mas com os mais velhos actuamos como se já nada houvesse a esperar, como se não fosse dramático que centenas de milhares vegetem a olhar para o ecrã, sem oportunidades para o que se chama propriamente vida, abandonados a si mesmos, sedados por esse moinho de imagens que entretém e distrai.
O quadro não está a ficar mais risonho, com o passar do tempo. Pelo contrário: o consumo médio de televisão entre os idosos cresceu mais de meia hora diária, nos últimos cinco anos, de acordo com a mesma Marktest.
A divulgação de um dado deste calibre deveria inquietar e mobilizar. Nomeadamente os próprios media e, em especial, as televisões. Só que esta gente não tem pedigree na bolsa de valores televisiva. Vota mas compra pouco, porque pouco pode comprar. Conta para o bolo do rating e do share, mas não merece uns programas regulares que lhe dê voz e vez.
Uma resposta ainda que indirecta a este problema acaba de ser dada pelo diário The New York Times. O jornal criou há dias no seu site o The New Old Age, um novo blogue – o 60º ! – que se propõe debater o grave problema das gerações adultas que se deparam com os cuidados a proporcionar aos pais idosos que vivem cada vez mais tempo e cada vez mais dependentes. É um pequeno gesto.

Cidadãos, Comunicação e Convergência

A entidade reguladora dos media no Reino Unido, o OFCOM, acaba de tornar público um documento de discussão sobre Cidadania, Comunicação e Convergência, onde apresenta, em detalhe, uma visão do seu papel enquanto garante do acesso e da presença dos cidadãos ao e no mercado.

Sumário / Texto completo (.pdf – 105 Kb)

Microblogging | 6

Leituras (para quando houver mais tempo):

Seminário “Mudanças na profissão, mudanças na formação”

“Jornalismo: mudanças na profissão, mudanças na formação” é o título de um Seminário que terá lugar no próximo dia 26 de Setembro, na Universidade do Minho, em Braga.

Organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), o debate – que decorrerá durante todo o dia – sentará à mesma mesa académicos, professores, profissionais e estudantes de jornalismo de diferentes gerações, procurando compreender as profundas transformações por que está a passar a actividade jornalística e, simultaneamente, de que modos estes novos desafios deverão influenciar a oferta de formação de futuros jornalistas.

Questões como a mudança das práticas profissionais no novo contexto da expansão das tecnologias digitais, a relação entre a formação dada e as exigências do mercado de trabalho, a interacção entre profissionais no activo e formadores de novos jornalistas, entre outras, serão trazidas à discussão.

Também as mudanças verificadas nos últimos dez anos, no que respeita às expectativas dos estudantes de jornalismo, serão objecto de análise, tendo por pretexto a visualização de um documentário sobre este assunto apresentado no último Congresso dos Jornalistas Portugueses, em 1998.

João Canavilhas (especialista em Webjornalismo e docente da Universidade da Beira Interior), António Granado (editor do “Publico.pt” e docente de Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa), Luísa Bessa (directora-adjunta do “Jornal de Negócios”), Pedro Leal (jornalista da “Rádio Renascença” e docente do Curso de Jornalismo da Universidade do Porto) e David Pontes (director-adjunto da “Agência Lusa”) são alguns dos participantes com presença já confirmada.

A conferência de abertura do seminário estará a cargo de um professor e investigador com projecção internacional cujo nome será em breve divulgado.

A organização do evento está a cargo de Sandra Marinho e Joaquim Fidalgo, docentes do departamento de Ciências da Comunicação da UM e investigadores do CECS.

Sobre “as coisas boas e elogiáveis”

Numa  Carta Aberta à Gulbenkian, no Jornal de Notícias, de hoje, escreve Paquete de Oliveira:

“(…) Perante esta situação indisfarçável de crise económica e social, que nem a maior fantasmagoria de perversa demagogia pode disfarçar, há contudo uma situação que agrava a realidade. Toda a gente desatou a carpir o momento de «desgraça nacional». No plano político, só o Governo procura diluir a caramunha, claro como lhe compete e convém. (…) Neste momento nada presta no país. Quanto mais se fizer passar a ideia de que o país está no charco, melhor. Neste contexto, venho fazer um pedido público à Fundação Gulbenkian: Que institua um prémio para atribuir a quem, individualmente ou em grupo, apresente um inventário fundamentado, cientificamente válido, das pessoas, das instituições, das coisas boas e elogiáveis, que podem levar-nos a ter uma réstia de esperança pelo futuro deste país”.

A sugestão de Paquete de Oliveira merece ser considerada. Creio que não é do mesmo registo de uma notícia de há dias, segundo a qual, na Roménia, o Parlamento acaba de aprovar um projecto de lei estabelecendo que, doravante, as notícias da TV e da rádio deveriam dar uma percentagem equilibrada de notícias negativas e positivas. Nem com a crítica que é frequente fazer-se à Imprensa e aos media de que o negativo é mais notícia do que o positivo.

O apelo tem um carácter mais conjuntural, ainda que não seja meramente pontual. Julgo que não põe em causa – antes pressupõe – que se informe sobre os problemas que existem e que em alguns casos se agravam. Apela antes a que se olhe para a realidade toda e não apenas para uma parte dela, ainda que dominante. E, sobretudo, que se tenha em conta os óculos com que se olha a realidade.

Comunicação e Cidadania – livro de actas do 5º congresso da SOPCOM

 

 

Já está disponível o livro digital “Comunicação e Cidadania. Actas do 5º Congresso da SOPCOM”, que reúne os textos integrais das comunicações apresentadas nas 21 áreas temáticas do congresso, organizado pela Universidade do Minho entre 6 e 8 de Setembro de 2007.

Com mais de 2500 páginas, a publicação está acessível através do endereço http://lasics.uminho.pt/ojs/index.php/5sopcom, onde estão alojados em formato PDF os documentos dos textos enviados à Comissão Organizadora.

A referência completa é a seguinte:
Martins, M.L.; Pinto, M. (orgs.) [2008] Comunicação e Cidadania. Actas do 5º Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação
Braga: Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, ISBN: 978-989-95500-1-8.