Gratuitidade da informação: tendência

Torna-se progressivamente claro que a disponibilização do acesso gratuito à informação do dia e à dos arquivos faz parte da estratégia do negócio de um cada vez maior número de media (não apenas nos jornais) e configura, pelo menos em algumas latitudes, um modelo de nova economia das empresas jornalísticas. Se não fosse por mais nada seria porque a abertura de portas faz crescer as visitas e o volume destas condiciona a publicidade e o respectivo preço. Depois do anúncio, há um mês atrás, de que o Times, de Londres, vai colocar em regime de acesso gratuito (pelo menos para já) o seu arquivo bicentenário, foi agora a vez de o italiano La Stampa fazer o mesmo, disponibilizando o seu arquivo desde 1867, num total de mais de cinco milhões de artigos e de 4,5 milhões de imagens. O mesmo tinha feito, há bastante tempo, a Time e, mais recentemente, fez já a Newsweek (que está em processo de abertura do arquivo com recuo até 1933). Por sua vez, The New York Times revelava, em Março, que, desde que abriu as comportas para o seu fundo documental, em Setembro passado, o movimento de procura do arquivo mais do que duplicou.

Num sentido convergente, ainda que num movimento de sentido distinto, o jornal canadiano Globe and Mail anunciava também a decisão de tornar livre o acesso ao conteúdo da sua informação na web, incluindo as colunas de opinião.

(Com dados de: Ponto Media e Prima Communicazione)