Jornalistas assessores da selecção?

” (…) Ora, embora não faltem teses que identificam os confrontos desportivos como uma forma de sublimação das guerras de outras eras, nem por isso os jornalistas devem “vestir” a camisola da selecção. Na cobertura de um acontecimento como o Euro 2008, há lugar para uma combinação de géneros jornalísticos diversificados, em que, por exemplo, uma crónica de opinião tem uma vasta margem de manobra para expressão de ideias e preferências, mas não há argumentos razoáveis que justifiquem a distorção dos relatos noticiosos e muito menos a omissão de informações de interesse público”.

Mário Bettencourt Resendes, “Jornalistas não são assessores da selecção“, in DN, 7.6.2008