Futuro do jornalismo em dez pontos

Jeff Jarvis foi convidado pelo Guardian para fechar um ciclo de debates internos sobre o futuro do jornalismo. O resultado pode ver-se/ouvir-se aqui e aqui e consultar-se, em sumário, aqui. O autor disponibilizou, entretanto, um conjunto de slides que lhe serviram de apoio:

SlideShare | View

Outros textos recentes para prosseguir e aprofundar a reflexão sobre as mudanças no jornalismo:

Anúncios

Relatório inglês sobre “os donos das notícias”

Um comité da Câmara dos Lordes acaba de publicar “The ownership of the news“, um pormenorizado relatório em dois volumes sobre concentração dos media, particularmente nas suas incidências no jornalismo. O documento, produzido na sequência de uma série de audições, examina o estado dos media no Reino Unido, discute a importância que pode revestir a regulação sobre a propriedade dos media num quadro de multiplicação das formas de acesso à informação, considerando, em particular, o caso do serviço público de televisão e rádio.

O relatório aponta para algumas medidas que alteram o quadro legislativo em vigor, ainda que considere tais medidas “não bastarão, por si mesmas para assegurar o objectivo de uma diversidade de vozes nas notícias”.

Escreve-se, a dado passo, em “The ownership of the news“:

It was put to us that because of the proliferation of ways to access the news, it is no longer necessary to be concerned about the regulation of media ownership. We do not accept that argument. Much of the news available on the internet and on the new television channels is not new. It is repackaged from elsewhere. The proliferation of news sources has not been matched by a corresponding expansion in professional and investigative journalism. It is still possible for one voice to become too powerful to be acceptable in a healthy democracy. Owners can and do influence the news in a variety of ways. They are in a position to have significant political impact.

Um aspecto curioso e ao mesmo tempo estranho é que o relatório recomenda ao Ministério com a tutela dos media que estude vias que levem os agregadores de notícias, nomeadamente o Google, a investir na procura de informação jornalística.

RTP para ‘maiores’

” (…) Segundo informação da Audimetria Marktest, até 25 de Junho, a RTP1 perdeu, em relação ao período de Janeiro a Junho de 2007, quase o dobro de share entre os jovens dos 15-24 anos (15,6%) do que a perda média em todos os grupos etários (8,7%).  (…) só acima dos 55 anos a RTP1 tem mais audiência do que a SIC ou a TVI(…)”.

Eduardo Cintra Torres, in Público, 28.6.2008

Jornalismo: ênfase e silenciamento

logoVIapsA lógica de agendamento e de cobertura dos media manifesta-se de forma exuberante em certos momentos. Como nestes dias, em que, a escassos metros de distância, decorrem na Avenida de Berna, em Lisboa, dois grandes congressos: um, o Congresso Feminista, promovido pela UMAR, que decorre na Gulbenkian até amanhã. Outro, o VI Congresso da Associação Portuguesa de Sociologia (APS), sobre o tema Mundos Sociais: saberes e práticas, que decorre até amanhã na Universidade Nova.
O primeiro celebra os 80 anos do último congresso feminista que se realizou em Portugal e enfatiza “a necessidade de desafiar as estruturas patriarcais da sociedade que ainda mantêm as amarras das mulheres a situações de discriminação e opressão”. O segundo reúne mais de mil participantes, acolhe 650 comunicações e é espaço para a reunião de uma boa parte daqueles que pensam a sociedade portuguesa nos seus vários sectores e subsistemas.
Perante isto, que vemos nós nos média e em particular na Imprensa? Um enorme destaque dado ao congresso feminista e um silenciamento quase total do congresso dos sociólogos. É evidente que o primeiro tem mais (sex) appeal do que o segundo e que a UMAR se empenhou, nos últimos meses em mobilizar e agendar o seu acontecimento. E fez bem. Também é verdade que não é fácil cobrir uma iniciativa como a da APS, que quase não deixa uma área da vida pública sem a apresentação de algum estudo. Mas daí a não se dizer (praticamente) nada vai uma grande distância.

Direito fundamental e sagrado

“(…) a posse de armas [de defesa pessoal] é um direito fundamental tão sagrado como a liberdade de expressão e associação“.
John McCain, candidato republicano à Casa Branca, in Público, 27.6.2008

Dois livros, duas apresentações

Livro_cavalheiro
Dois livros em que o jornalismo está no centro das análises vão ser lançados amanhã, 27. Às 18 horas será a vez de Do Bidonville ao Arrastão: Media, Minorias e Etnicização, com apresentação de Paquete de Oliveira ( Ed. Imprensa de Ciências Sociais do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa). Será na sala Wright Mills, Torre A – Piso 0, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa , por ocasião do VI Congresso de Sociologia e a apresentação caberá ao Prof. Paquete de Oliveira.
Um pouco mais tarde, pelas 21.30, decorrerá, na Biblioteca Municipal de Espinho, a apresentação do livro de Joaquim Fidalgo O Jornalista em Construção (Porto Editora). A apresentação vai caber ao jornalista Rui Osório e a iniciativa é da Câmara Municipal de Espinho.
Trata-se, nos dois casos, de publicações que resultaram da tese de doutoramento dos respectivos autores.

Microblogging | 5

  • Is YouTube truly the future? – um artigo hoje publicado por Henry Jenkins e John Hartley em The Sidney Morning Herald.
  • Greenslade retorna ao debate sobre a utilidade dos blogues para o jornalismo, em Why journalists must learn the values of the blogging revolution
  • A Al Jazeera English disponibiliza um documentário de Michael Nicholson, disponível no YouTube, intitulado Shooting the Messenger: mostra como jornalistas que cobrem zonas em conflito são intimidados e mortos.
  • Em Intern or Die, pergunta-se: “Why internships in journalism are bad for young people, and bad for the industry”.
  • A distribuição de conteúdos digitais e móveis representará 24 por cento do total do sector dos media e entretenimento nos próximos cinco anos, segundo um estudo da PricewaterhouseCoopers.
  • Como lemos online? – Um artigo da Slate sobre um tema que suscita cada vez mais atenção. Sobre o papel dos subtítulos explicativos, dos períodos curtos, das listas…