Pollack, “A Calúnia” e o jornalismo

“África Minha”, “Os Cavalos Também se Abatem”, claro, mas também a trajectória de realizador televisivo (série “O Fugitivo”, por exemplo) – tudo isto a morte de Sidney Pollack nos faz lembrar. Mas é para “Absence of Malice”, que por cá circulou como “A Calúnia” que chamo a atenção, na esperança de que as gerações mais novas , para quem este filme possa ter passado despercebido, o descubram, ou gerações mais velhas o voltem a revisitar.

Em “A Calúnia” tematiza-se uma questão que eu diria cada vez mais actual: a manipulação dos jornalistas pelas suas fontes de informação. Mesmo dos jornalistas que não são venais, que querem ser sérios. Num clima de concorrência desenfreada, jovens sedentos de mostrar o que valem, estão particularmente vulneráveis e a vigilência nunca é excessiva. Porque a sofisticação dos processos ultrapassa com frequência o engenho mais prodigioso.

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“Categorias de media sociais”

Fred Cavazza, um consultor e especialista francês de assuntos relacionados com a Internet e web 2.0, propõe uma tipificação interessante dos chamados “media sociais”, com interesse (variável) para o campo jornalístico:

O autor, que expressa algum distanciamento face ao conceito de web 2.0, sugerindo que está esgotado, adopta, em alternativa, o de media sociais. E acompanha esta listagem de um conjunto de observações judiciosas, salientando, num dos pontos: “Rassurez-vous, nous n’en sommes qu’au tout début des médias sociaux”.