Qual a melhor?

Qual a primeira página que melhor capta o acontecimento do dia, tendo em conta que se trata de um meio publicado no dia a seguir ao anúncio desse acontecimento?

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10 thoughts on “Qual a melhor?

  1. É uma boa questão. Para mim, é a do JN. Porém, o CM mais uma vez mostra andar à frente e antecipa outra “bomba”. A crer no rol de “êxitos”, há que pensar que deve ser verdade.
    Tudo, contudo, remete-me para a análise da Felisbela Lopes na RTP-N no sábado de manhã. Comparando os jornais desportivos, mostrou algum acinte pela manchete de O Jogo, com os 20 milhões do Bosingwa para o Chelsea.
    Esta é a notícia do dia. Um furo. O Apito Final não deixou de ter espaço privilegiado no topo da 1ª página de O Jogo. Mas a manchete só podia ser o Bosingwa, de resto uma notícia confirmada nos dias seguintes. Uma grande notícia. Uma manchete óbvia que qualquer director gostaria de ter dado à estampa na capa, face a uma decisão, de 1ª instância, de um órgão de disciplina e da qual haverá recursos.
    Mas Felisbela Lopes, que escreve neste blog e dará aulas de jornalismo na UM, não saberia fazer uma 1ª página. Da teoria à prática vai uma grande distância. A tarimba e o saber estar no terreno ainda ditam leis.
    E o Manuel Pinto, que me diz?

  2. Registo o “furo” do Jornal “O Jogo”. Talvez fosse um disparate dar destaque ao “Apito Final”, matéria irrelevante do ponto de vista jornalístico. Afinal, destacar dois factos é coisa que os jornais nunca fazem, mas nessas matérias é melhor eu náo me meter, pois, como diz o avisado comentário do José Luís Pereira, isso compete aos da “tarimba” Muito bem. Desejo-lhe um bom trabalho na elaboração de primeiras páginas de jornais em que, pelos vistos, terá uma larga e indiscutível competência.

  3. Então confirma que não saberia distinguir o que e uma notícia do dia – o furo, a cacha – e com a relevância económica de 20 milhões que parece só o Porto dar (quase) em exclusivo, de outra notícia do dia anterior, dita e redita na rádio e tv e até antecipada dois dias pelo Correio da Manhã.
    A Felisbela não registou o furo, deu um tom irónico à “discrepância” dada por O Jogo que, no topo da capa, não deixou de reservar espaço nobre a uma notícia… do dia anterior.
    Bem prega frei Tomás.
    A mim nada me surpreende. Até que as pessoas de fora da “esfera da bola” percam a noção da realidade.
    Já assisti a uma discussão interna em que uma notícia do dia – no caso a transferência de dois jogadores internacionais de um clube do Porto para outro de Lisboa – foi posta em causa (mas há opiniões, certamente “respeitáveis” mas nunca indiscutíveis e muito menos quando não tem bom senso nem oportunidade) por ter mais destaque que uma festa de um título que… já tinha sido celebrada com antecedência de algumas jornadas.
    É, a tarimba ainda conta. A teoria é que não faz andar o mundo.

  4. Ó José Luis,

    Essa conversa da ‘tarimba’ e da ‘teoria’ é que é um nadinha gasta, não será?

    Talvez fosse mais produtivo para todos discutir porque é que não foram os jornais desportivos a fazer avançar as investigações sobre as alegadas mal-feitorias no futebol e porque é que não são eles que nos dão as cachas sobre o assunto.

    Quanto à do Bosingwa, meu caro, dificilmente poderia aparecer em outro espaço que não O Jogo – essa prerrogativa ninguém lha tira.
    A questão é que a do Bosingwa aparece porque já não é preciso esconder…as outras não aparecem porque, estando escondidas, poucos se preocuparão em procurar.
    E isso devia preocupar-nos a todos, até porque O Jogo não será, neste particular, mais do que um exemplo.
    Deveriamos estar satisfeitos com um jornalismo especializado que SÓ falha o desenvolvimento mais relevante no futebol nacional das últimas décadas?

    Imagino que até o José Luis não possa sentir-se satisfeito com um jornalismo que só faz primeiras com informações ‘dadas’ por razões que em nada se enquadram na lógica jornalística…

    Caro José Luis, talvez um dia possamos mesmo falar sobre estes assuntos (todos), sem o tal do ‘very-light’ da ‘tarimba vs. teoria’. Eu gostaria muito.

    Obrigado por visitar o blog.

    Um abraço.

  5. Luís Santos, corporativismo no blog? Bem sei que não é apenas privilégio (?) de ua ou outra classe… mas no blog?
    Quer defender o quê? Que O Jogo teve uma informação privilegiada? Pois terá tido, eu também já critiquei isso noutras circunstâncias. Agora, o CM não teve, dois dias antes da decisão da CD da Liga, informação privilegiadíssima que, amiúde, se diz ser violação do segredo de justiça? E onde está, então, no sábado, a notícia do dia, que para o CM tinha dois dias e, por isso, muito bem, com mais informação privilegiada, tratou logo de falar do segredo bancário levantado a Pinto da Costa? Isso é que é a notícia do dia, para o CM, tal como o Bosingwa para O Jogo.
    Não se incomode tanto com o confronto tarimba vs. teoria. Fique com a sua lógica jornalística que a prática, meu caro, revela-se de outra maneira. Para quem a conhece, claro. E olhe que não sou nada corporativista.
    De resto, olhe de novo para a capa de O Jogo e verá, se quiser, que o tema Apito Final tem espaço nobre que lhe é dedicado.
    Sobre a capacidade de investigação dos jornais desportivos, deve ser a mesma que a CD da Liga teve para chegar a uma sentença algo macambúzia, convenhamos, em que nem a testemunha principal, credível ou não, foi ouvida…
    Da mesma forma, os jornais generalistas não dão as cachas das transferências no futebol. Tá a ver o que diz a experiência…
    Quanto ao jornalismo que se faça melhor ou pior: umas vezes desculpa-se que o segredo de justiça não é por culpa do jornalista, mas sim porque alguém no sistema judicial dá a informação cá para fora. Mas é esse o argumento quando você sustenta que O Jogo teve informação que por alguma natureza lhe está reservada.
    Mais um belo exemplo a que se limpar. Ou, se for como a Felisbela, ensinar aos seus alunos.

  6. Podia ter sido ponto prévio, mas serve também para o remate:
    – há muito que leio o blog e já deixei algumas opiniões.
    – por exemplo, gosto do blogo sobre a matéria do João Paulo Meneses, Blogouve-se.
    – gosto da discussão sobre o jornalismo.
    – aprecio muito a Felisbela nos seus comentários na RTP-N, até por versar mais directamente o conteúdo dos jornais.
    – não estará à espera, contudo, que concorde com tudo e mais alguma coisa, como é bom exemplo este caso das capas e que só surgiu porque, ao ouvir a Felisbela como normalmente me apraz em cada sábado, senti não ser justo nem exacto o tratamento, de resto dissimulado na crítica (não explícita) feita a O Jogo…
    – embora lá tenha trabalhado há muitos anos, não sou advogado de defesa de O Jogo, com quem, aliás, por causa de “informação privilegiada”, tive uma chatice pessoal com o seu director.

  7. José Luís,

    Três ou quatro notas apenas:

    1. Gostaria de pensar que a alusão ao corporativismo é apenas um tentativa de humor; imagino que lhe fosse muito difícil defender que a qualquer dos colaboradores de um blog fosse vedada a possibilidade de comentar matérias do seu interesse.

    2. Se leu bem o que escrevi, não quis defender nada mais do que a conversa franca e transparente sobre as fragilidades do jornalismo especializado em desporto no nosso país (até porque a cacha d’O Jogo apareceu, de forma repetida, nos noticiários da TSF na noite anterior e isso, na essência, já lhe retiraria o carácter de novidade absoluta o que, por sua vez, tornaria ainda menos ‘absolutamente clara’ a opção da primeira…e por aí adiante…até chegarmos à noção de que neste caso como em muitos outros as ‘notícias’ obedecem a um conjunto de lógicas, sendo que só uma delas é a jornalística).

    3. Parece-me tíbia a defesa de uma má prestação com a má prestação dos outros – que Diabo, José Luis…então os jornais são fraquinhos porque as CD’s também são…francamente.

    4. (Embora o comentário seguinte contenha uma nota apaziguadora) o estilo da sua última frase é pouco digno.
    Continuo grato pela participação, mas desejaria que ela se pautasse por um outro tom.
    A este – desculpará – não vamos habituar-nos.
    Volte sempre.

  8. Luís Santos, pode demonstrar que a TSF deu de véspera a notícia do Bosingwa? É que, então, os outros jornais andaram distraídos e não a apanharam…
    Já basta de desonestidade intelectual e se não gosta do estilo… está como eu, que gosto de expor claramente as coisas.
    Já agora, tome o exemplo de hoje de A Bola. Ou até o Record. Os 23 de Scolari para o Europeu têm que destaque nos jornais desportivos?
    A Bola ainda dedica um quarto de capa ao alto com as caras dos seleccionados. Tudo bem. O Record, que tem informação privilegiada da Selecção, não deu o destaque habitual e que garante quando tem um furo, a tal informação privilegiada.
    As manchetes de hoje são todas do Rochemback, ainda que O Jogo tenha capa diferente em Lisboa e no Porto o que, aliás, ocorreu na edição de sábado: Bosingwa no Porto, Apito Final em Lisboa.
    Convém andar um pouco por dentro das coisas, vá lá…
    Aqui a susceptibilidade é muito grande. Farei uma pausa.

  9. José Luis,

    Notícias das 23h00 e das 24h00, pelo menos.

    A susceptibilidade só é grande à falta de respeito.
    A tudo o resto é, digamos, mediana.

    Um abraço.

  10. Sinceramente, esta discussão parece-me pertinente.
    Só estranho o tom depreciativo com que o José Luís Pereira se referiu, mais do que uma vez, a Felisbela Lopes. Lavar roupa suja? Não sei, estou fora. O que é certo é que até o próprio se apercebeu de que terá ido um pouco longe de mais – e ainda bem! – quando, no comentário 6, escreveu o que “podia” (e devia!) ter sido um ponto prévio.

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