Encontro Nacional de Freelance e Precários

O Dia da Liberdade de Imprensa deste ano (3 de Maio) é aproveitado pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ) para organizar em Lisboa, entre as 14 e as 17 horas, um Encontro Nacional de Jornalistas Freelance e Precários. A iniciativa decorrerá na sede do SJ e é aberta aberta a sócios e não sócios que sejam “profissionais em regime de trabalho independente, situação de recibo verde, trabalho à peça, contrato a termo ou outras situações de precariedade”.

São os seguintes os objectivos do Encontro:

  1. Diagnóstico da situação quanto às condições dos freelance e às diversas formas de precariedade, a quantificação e a distribuição do fenómeno;
  2. Caracterização de problemas específicos, designadamente a retribuição de trabalhos (tabela de honorários) de freelance e colaboradores à peça; as condições de entrega/aceitação de trabalhos realizados em regime de trabalho independente; os direitos de autor; a situação de falso “recibo verde”; e as garantias em domínios como os acidentes de trabalho, segurança social, saúde e fiscalidade;
  3. Debate sobre medidas, especialmente soluções (individuais e colectivas, de curto, médio e longo prazo), como regulamentos sobre condições de entrega e aceitação de trabalhos, tabelas de honorários mínimos, as obrigações das empresas e as garantias dos jornalistas precários;
  4. Melhoria do apoio do SJ aos jornalistas freelance e precários, especialmente quanto às obrigações do Sindicato face aos seus sócios, bem como soluções para a quotização específica dos precários e para serviços e benefícios específicos para estes grupos.
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Bom senso…e sensibilidade

Assunto: declarações de Marcelo Rebelo de Sousa à RTP sobre a crise no seu partido.
Espaço: Jornal da Noite, na SIC.
Tempo: Passava pouco das 20h10 de ontem…altura em que finalmente alguém resolveu abandonar um directo com o presidente de um clube de futebol que disse que foi dizer umas coisas a um sítio e que aconselhou todos os que lhe dizem coisas todos os dias a seguirem o mesmo caminho…ir ao tal sítio, dizer as tal coisas (…desnecessário comentar).

É uma prática quase institucionalizada – para uma ou outra notícias é necessário recorrer a imagens de um canal da concorrência. Segue o pedido, chegam as imagens, agradece-se e, depois, faz-se tudo para diluír ao máximo a indicação de proveniência.
Há mesmo quem, nas redacções, me tenha dito que a situação ‘só se resolve’ chegando o logo da empresa proprietária das imagens mais para o centro.
Mas não poderia resolver-se de outra maneira?
Os acordos de auto-regulação que, em momentos de maior aperto por parte das entidades reguladoras, os operadores nacionais tendem a querer fazer não podiam estabelecer regras claras?
A entidade reguladora andará atenta?
Bem sei que pode facilmente dizer-se que é uma questão menor; uma questão gráfica, ou de estilo.
Mas não é.
É uma questão de educação.
E os telespectadores lá passam alguns segundos a tentar perceber que letras são aquelas por debaixo das letras da estação emissora.

Nota: O exemplo é da SIC, mas é isso mesmo – um exemplo. RTP e TVI adoptam procedimento semelhante.

O desafio da literacia mediática

Photobucket
Shanthi Kalathil ( 2008 ) Scaling a Changing Curve: Traditional Media Development and the New Media – A Report to the Center for International Media Assistance (CIMA).

“Through an examination of the use of ICT in independent media development, this paper seeks to shed light on the state of current practice with respect to media development and new technologies. It will also place these developments within the context of a rapidly changing global information industry, one that is evolving faster than traditional media programs have been able to adapt. Finally, it will offer several recommendations on how independent media-development programs can take advantage of, and keep abreast of, these new global trends.”

Uma das conclusões mais originais em estudos deste tipo é a ênfase colocada na “media literacy” (cf. conclusões).

«… é um erro definir o jornalismo com base em quem o pratica.»

Numa entrevista publicada hoje no P2 (Público), Jeff Jarvins, autor do blogue Buzzmachine, aponta soluções para reinventar o jornalismo na era do digital: «ouvir mais os leitores, fazer deles repórteres, hiperlocalizar». 

Leitura de jornais – ‘Rapsódia’

1. A manchete do último Expresso era que “Cavaco prefere Rui Rio”, para suceder a Luís Filipe Menezes. O PR desmentiu “categoricamente” que tivesse falado “com uma única pessoa sobre a crise no PSD” e que a notícia “não tem o mínimo fundamento“. Ora, pondo de parte que o Expresso possua dotes extradordinários para advinhar os gostos do Presidente, seria de esperar que, ao noticiar o desmentido no seu site, não se ficasse pelo que diz a Lusa e desse alguma explicação aos leitores. E que, ao menos, informasse que é o Expresso que o PR está a desmentir. O modo como escreve a notícia é ardiloso, porque não estabelece com clareza a relação entre as palavras de Cavaco e a manchete do jornal.

2. A propósito da agência Lusa – não é preciso perfilhar o “framing” com que Eduardo Cintra Torres, na sua coluna do Público de ontem, comenta o conflito entre o director editorial e o Conselho de Redacção (cf. Lusa governamentalizada à força), para entender que a situação que ali se vive há largos meses não é sustentável por muito mais tempo.

3. É certo que António Ribeiro Ferreira não esconde as simpatias que nutre pela política da ministra da Educação. Mas, na entrevista que lhe faz, no Correio da Manhã, aquele modo de lhe fazer perguntas parece-me revelador de pouca preparação e de uma ‘agenda’ que deixa a entrevistada dizer o que lhe apetecer.

4. Por falar em Correio da Manhã – que sentido faz ter um um site e ele estar, em boa parte do dia, indisponível por “sobrecarga do sistema” e a pedir-nos que voltemos mais tarde?

5. Ainda a propósito de sites, como compreender que um jornal do estatuto do Diário de Notícias, tenha ficado desde sexta-feira sem actualizar o seu sítio na Internet?

6. Virando agora o foco para o JN: provavelmente alguma explicação foi dada num período recente em que estive algum tempo ausente do país, mas não deixo de perguntar: que é feito da coluna diária de Manuel António Pina, que desapareceu da última página e deixou o Jornal de Notícias muito mais pobre?

McLuhan, Corinne

Marshall McLuhan teve os seus dias de glória. Foi, depois, considerado ultrapassado. Mas, nos últimos tempos, com a Internet e as comunicações à escala global, tem ressurgido o interesse pelo seu pensamento e pela sua obra.
Quem foi, afinal, McLuhan? A morte da sua esposa, Corinne Lewis McLuhan,que contava 95 anos, motiva hoje um texto no jornal canadiano Globe and Mail. É um contributo para conhecer um pouco mais um nome que marcou e continua a marcar o pensamento comunicacional.

Uso regular da Internet na Europa

internet_users 2008

Islândia ………. 88 %

Finlândia …….. 81

Noruega …….. 76

Dinamarca ….. 76

Suécia ………… 73

Áustria ……….. 67

Grâ-Bretanha . 63

Alemanha ……. 61

Eslovénia …….. 61

Estónia ……….. 60

França ………… 56

Itália …………… 53

Irlanda ………… 45

Portugal ……. 43

Espanha ……… 35

Malta ………….. 25

Albânia ………… 1

Dados relativos a indivíduos com idades iguais ou superiores a 14 anos, apurados e divulgados esta semana pela GfK, uma empresa de estudos de mercado.

(O mapa é do site do jornal Malta Star)