Bom senso…e sensibilidade

Assunto: declarações de Marcelo Rebelo de Sousa à RTP sobre a crise no seu partido.
Espaço: Jornal da Noite, na SIC.
Tempo: Passava pouco das 20h10 de ontem…altura em que finalmente alguém resolveu abandonar um directo com o presidente de um clube de futebol que disse que foi dizer umas coisas a um sítio e que aconselhou todos os que lhe dizem coisas todos os dias a seguirem o mesmo caminho…ir ao tal sítio, dizer as tal coisas (…desnecessário comentar).

É uma prática quase institucionalizada – para uma ou outra notícias é necessário recorrer a imagens de um canal da concorrência. Segue o pedido, chegam as imagens, agradece-se e, depois, faz-se tudo para diluír ao máximo a indicação de proveniência.
Há mesmo quem, nas redacções, me tenha dito que a situação ‘só se resolve’ chegando o logo da empresa proprietária das imagens mais para o centro.
Mas não poderia resolver-se de outra maneira?
Os acordos de auto-regulação que, em momentos de maior aperto por parte das entidades reguladoras, os operadores nacionais tendem a querer fazer não podiam estabelecer regras claras?
A entidade reguladora andará atenta?
Bem sei que pode facilmente dizer-se que é uma questão menor; uma questão gráfica, ou de estilo.
Mas não é.
É uma questão de educação.
E os telespectadores lá passam alguns segundos a tentar perceber que letras são aquelas por debaixo das letras da estação emissora.

Nota: O exemplo é da SIC, mas é isso mesmo – um exemplo. RTP e TVI adoptam procedimento semelhante.

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