Leitura de jornais – ‘Rapsódia’

1. A manchete do último Expresso era que “Cavaco prefere Rui Rio”, para suceder a Luís Filipe Menezes. O PR desmentiu “categoricamente” que tivesse falado “com uma única pessoa sobre a crise no PSD” e que a notícia “não tem o mínimo fundamento“. Ora, pondo de parte que o Expresso possua dotes extradordinários para advinhar os gostos do Presidente, seria de esperar que, ao noticiar o desmentido no seu site, não se ficasse pelo que diz a Lusa e desse alguma explicação aos leitores. E que, ao menos, informasse que é o Expresso que o PR está a desmentir. O modo como escreve a notícia é ardiloso, porque não estabelece com clareza a relação entre as palavras de Cavaco e a manchete do jornal.

2. A propósito da agência Lusa – não é preciso perfilhar o “framing” com que Eduardo Cintra Torres, na sua coluna do Público de ontem, comenta o conflito entre o director editorial e o Conselho de Redacção (cf. Lusa governamentalizada à força), para entender que a situação que ali se vive há largos meses não é sustentável por muito mais tempo.

3. É certo que António Ribeiro Ferreira não esconde as simpatias que nutre pela política da ministra da Educação. Mas, na entrevista que lhe faz, no Correio da Manhã, aquele modo de lhe fazer perguntas parece-me revelador de pouca preparação e de uma ‘agenda’ que deixa a entrevistada dizer o que lhe apetecer.

4. Por falar em Correio da Manhã – que sentido faz ter um um site e ele estar, em boa parte do dia, indisponível por “sobrecarga do sistema” e a pedir-nos que voltemos mais tarde?

5. Ainda a propósito de sites, como compreender que um jornal do estatuto do Diário de Notícias, tenha ficado desde sexta-feira sem actualizar o seu sítio na Internet?

6. Virando agora o foco para o JN: provavelmente alguma explicação foi dada num período recente em que estive algum tempo ausente do país, mas não deixo de perguntar: que é feito da coluna diária de Manuel António Pina, que desapareceu da última página e deixou o Jornal de Notícias muito mais pobre?