Para que serve um jornal diário?

Atente-se na assertividade do título da peça hoje publicada no Diário de Notícias: “Ministério e sindicatos em ruptura definitva“.
Observe-se o arranque do texto e o futuro do verbo:
“Desta vez, a separação será definitiva. Da quarta ronda de negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos do sector, que decorreu ontem no Conselho Nacional de Educação, resultaram as mesmas divergências dos dias anteriores, principalmente em relação à uniformização dos critérios de avaliação em todas as escolas”.
O início do segundo parágrafo é altamente esclarecedor para entender o alcance do primeiro: “À hora do fecho da edição, a reunião entre as partes ainda decorria (…)”.
Nem vale a pena determo-nos a pensar como é que o jornalista e o jornal se atrevem a afirmar tão peremptoriamente o carácter definitivo da ruptura, quando a reunião ainda não tinha acabado. As perguntas a fazer são mais básicas (atendendo ao desfecho, entretanto conhecido, da reunião): O que é notícia? E, sobretudo, para que serve um jornal diário?

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