‘Citizen journalism’

O número que acaba de sair saiu em 2005 dos Nieman Reports trata o ‘citizen journalism’:

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Uma oportunidade para o jornalismo

Em “Journalism: A Toxic Culture? (Or: Why Aren’t We Having More Fun?)“, Amy Garhan, do Poynter.org,  enuncia algumas atitudes e assunções correntes entre jornalistas acerca do seu métier; confessa que já não tem muita paciência para alguns desses posicionamentos; e faz um apelo a que apliquem ao seu campo profissional aquilo que é suposto possuirem relativamente ao exercício do jornalismo: curiosidade e interesse pelo que acontece à sua volta.
Isto porque…

“(…) right now is a time of immense opportunity for journalism and journalists to take on a broader and even more vital role in society. It’s a chance for journalists to not only continue doing good work, but maybe also to have more impact than ever before. If they can make this progress within updated, adapted news organizations, fine. But if not, they can find ways to do it independently, collaboratively, or by founding new supporting institutions or businesses.”

Redes sociais e media responsáveis

Realiza-se amanhã, em Barcelona, o forum internacional “Redes Sociales y medios responsables“, cujo objectivo é promover a utilização das novas ferramentas da Internet entre os actores do desenvolvimento sustentável. Entre os intervenientes destacam-se Joan Ferrés, investigador dos media e da publicidade subliminar, Wangari Maathai e Rigoberta mench, prémios Nobel da Paz, Thierry Maillet, blogger e autor do livro La Génération Participation (*), Vicente Verdú, jornalista, escritor e ensaísta e Thubten Wanchen, presidente da Casa do Tibete, em Barcelona.

É possível seguir online os trabalhos do forum: AQUI.

(*) A ler, no seu blogue Consommation et Citoyenneté, o mais recente post: La société de la participation : limites et opportunités du journalisme citoyen.

Publicidade no impresso e online: tendências

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Fonte: Advertising Age /Newspaper Death Watch


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Fonte: eMarketer.com

“Cuidado com a informação”

“(…) É, de facto, difícil explicar tão eloquentemente por que é que mostrar apenas uma parcela da realidade pode muito bem ser uma forma de mentira. Para não se ser ludibriado por ela, torna-se necessário, como diz o anúncio, ter muito cuidado com a informação que se recebe. Tarefa difícil, evidentemente. É que “há centenas de formas de manipular notícias na imprensa. E outras centenas na rádio e na televisão. E sem dizer mentiras”, afirmou Ryszard Kapuscinski, durante um diálogo com os participantes num congresso realizado em Itália há alguns anos, transcrito em Os cínicos não servem para este ofício. Conversas sobre o bom jornalismo, um magnífico livro, de leitura muito acessível, acabado de editar pela Relógio d’Água. (…)”.

[Ler o texto completo de Eduardo Jorge Madureira Lopes, hoje publicado no Diário do Minho, no blogue de apoio].

Um programa ‘en construcción’ permanente

Estreia na próxima segunda-feira na TVE (Espanha), um programa, senão absolutamente original, pelo menos irreverente no formato. ‘En construcción’ é, diz-se, «um programa que os utilizadores constroem». Especialmente dirigido ao público juvenil (entre os 11 e os 16 anos), o programa pretende potenciar os novos media (como a Internet), com o objectivo central de interagir com os espectadores.

A ideia é tomar os telespectadores como parte activa, que possa sugerir conteúdos. ‘En construcción’ basear-se-á, por isso, sobretudo na Internet. O próprio casting para a selecção dos apresentadores foi feito através do ‘You Tube’, depois de um apelo aos jovens para que disponibilizassem na plataforma os seus próprios vídeos de apresentação que também foram votados na web pelos futuros espectadores.

O programa está a ser desenhado em colaboração com sete universidades espanholas (nomeadamente com o Laboratório de Programas Infantis e Juvenis da Universidade Autónoma de Barcelona). 

Justiça ou vingança?

O Ponto de Análises já chamou a atenção para um debate que ocorre no Brasil relativamente ao sensacionalismo com que uma boa parte dos media daquele país tem coberto a morte de uma criança, num caso que tem servido para lançar suspeitas sobre (e julgar) os próprios pais. O assunto é também objecto da análise de Carlos Chaparro no seu Xis da Questão. Como o assunto (justiça e vingança, media e tribunais, vida privada e vida pública) é bem relevante, também entre nós, vale a pena deixar aqui o link para o vídeo: