Apagar a(s) memória(s)?

Parece que basta saber a que porta bater — e, além disso, ter dinheiro. Se apareceu no Google alguma coisa menos bonita que não se quer ver por lá, é possível arranjar maneira de apagar a história sem deixar rasto (ou, pelo menos, ‘enterrá-la’ lá para o fundo de milhares de links). Eu não fazia ideia… Pelos vistos, muita gente famosa tem aproveitado. A dica veio daqui.

3 thoughts on “Apagar a(s) memória(s)?

  1. O primeiro resultado para a busca citada no artigo (kate moss, no google.com/co.uk em inglês) é a wikipedia e não preciso de ver a página para saber que esta contém certamente uma referência, provavelmente também um link externo, ao incidente em questão. Nada se apagou, o rasto está à mostra de todos.

    A “opinião” do Google não é autoridade alguma, o motor de busca também se engana e não vejo porque há-de o nome da modelo ficar eternamente ligado a um incidente do passado, basta já os danos que este lhe causou no trabalho e nas relações sociais – e quem quer saber mais sobre o mesmo usa palavras-chave adequadas e encontra-o facilmente.

    A gestão de reputação pessoal nos motores de busca tem imensas potencialidades e, como em tudo, há bons e maus usos.

    Leio um tom desaprovador na sua entrada – se na próxima semana aparecesse no Google uma fábula pérfida associada ao seu nome (extremamente fácil de fazer) o Joaquim mudaria de opinião ou será a minha leitura abusiva?😉

  2. António:
    O tom pretendia ser mais espantado do que desaprovador. Sinceramente. Concordo que é “faca de dois gumes”, esta de poder apagar-se da Net (desde que se consiga pagar o serviço…) algum tipo de referência pessoal: tanto dá para apagar as mentiras e as calúnias como para ‘limpar’ referências verdadeiras mas incómodas. Mas o meu comentário, repito, foi uma genuína manisfestação de espanto e curiosidade, pois não sabia que isto se fazia tanto. E lembrei-me, aliás, de uma polémica recente tratada pelo Provedor do Leitor do PÚBLICO quanto a uma notícia de Economia que foi colocada em linha mas apagada passadas umas horas porque a entidade visada (um importante banco) entretanto protestou. É este tipo de tentações de ‘refazer a realidade’ que me põe a pensar…

  3. Eu compreendo-o, nestas situações a balança costuma pender para o mesmo lado. De resto não creio que seja ainda tão comum quanto o artigo dá a entender, a maior parte destas batalhas decorre a jusante nos media, como no exemplo que refere – aliás este trabalho não é mais do que Pull PR.

    Só mais uma coisa: este tipo de ferramentas estão ao dispor de todos, ou pelo menos dos mais versados nas novas tecnologias e dispostos a dedicar algum tempo a estudar o funcionamento dos motores de busca e a promover os seus perfis – o que ao fim e ao cabo é uma forma de pagamento.

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