Em diálogo de qualquer lugar que seja notícia

 Em http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/, o jornalista da RTP Luís Castro não abre espaço apenas aos seus trabalhos, emitidos na televisão pública, a partir do Iraque. Deixa as impressões que a reportagem no terreno lhe provoca e, acima de tudo, dialoga com quem passa neste blogue e deixa ficar lá alguns comentários. Uma forma de estabelecer o diálogo que a TV (ainda) não proporciona.

Reflexões

«Porque é que a TV foi essa “caixinha que revolucionou o mundo”? Faço a pergunta e as respostas vêm em turbilhão. Fez de tudo um espectáculo, fez do longe o mais perto, promoveu o analfabetismo e o atraso mental. De um modo geral, desnaturou o homem. E sobretudo miniaturizou-o, fazendo de tudo um pormenor, misturado ao quotidiano doméstico. Porque mesmo um filme ou peça de teatro ou até um espectáculo desportivo perdem a grandeza e metafísica de um largo espaço de uma comunidade humana. (…) Mas a TV é algo de minúsculo e trivial como o sofá donde a presenciamos. Diremos assim e em resumo que a TV é um instrumento redutor. Porque tudo o que passa por lá chega até nós diminuído e desvalorizado no que lhe é essencial. E a maior razão disso não está nas reduzidas dimensões do ecrã, mas no facto de a “caixa revolucionadora” ser um objecto entre os objectos de uma sala. Mas por sobre todos os males que nos infligiu, ergue-se o da promoção do analfabetismo. (…) A TV dispensa tudo. (…) … na TV dá-se tudo de uma vez sem nós termos de trabalhar. Mas cada nossa faculdade, posta em desuso, chega ao desuso maior que é deixar de existir.»

Vergílio Ferreira, Escrever, pp. 23-24

Así es el nuevo Mundo

Este é o nome do trabalho que nos mostra  – em video, imagens, texto e infografia – como aconteceu a mudança de instalações do El Mundo e a sua integração dupla:  a) com as outras publicações do mesmo grupo num mesmo edifício (Marca e Expansión), b) entre as operações em papel e na internet.
Segundo o Infotendencias (onde recolhi esta informação), as secções de Comunicação, Desporto e Ciência já funcionavam de forma integrada para o papel e para a Web desde Setembro de 2007 e começa agora o gradual processo nas restantes áreas.

(Na foto, a nova secção de Cultura, com uma imagem de Francisco Umbral, escritor e ex-jornalista da casa. Excelente ideia – a memória do passado, reforçando a identidade, o sentido de responsabilidade, o valor social do jornalismo).