ComUM: do digital para o impresso

ComUM n.1

Hoje foi um dia importante para os estudantes de Ciências da Comunicação (licenciatura e mestrado) da Universidade do Minho. Puseram cá fora o nº 1 do ComUM, um jornal impresso de distribuição gratuita, dirigido por Rui Passos Rocha, pago com publicidade angariada por membros de uma vasta equipa que, como é sabido, alimenta também um projecto digital, o ComUM online.
Há duas matérias que fazem os principais títulos de capa e que poderão dar que falar: um departamento da UM acusado por um docente de o ter forçado a silenciar um blogue humorístico e, por outro lado, uma reportagem junto de universitárias que se prostituem para atenuar dificuldades financeiras.

23 thoughts on “ComUM: do digital para o impresso

  1. E os alunos que constituem o grupo que é o ComUM vêm agradecer a atenção e o interesse que o Professor tem dedicado ao projecto.

    Apesar do parto ter sido difícil, o jornal está cá fora e é a menina dos nossos olhos. Mas atenção, esta foi só a primeira edição! Mais e melhor está para vir… É só continuar atento😀

    Cumprimentos,

  2. Caro Pedro, está previsto que o jornal seja semanal. É claro que isso poderá vir a cair por terra com eventuais constrangimentos financeiros, mas estamos a fazer por – no mínimo – atenuá-los.
    Cumprimentos

  3. Desculpem, uma questão para quebrar o coro de elogios.
    O jornal é “pago com publicidade angariada por membros de uma vasta equipa”: os estudantes de jornalismo também fazem parte dos angariadores?

  4. Filinto,

    São estudantes de Ciências da Comunicação e não apenas de Jornalismo.
    São, portanto, gente que conhece bem as várias áreas da Comunicação e que – sobretudo – conhece os espaços de actuação de cada uma delas.
    Não são – e faça-me a justiça de acreditar – vendedores de publicidade disfarçados de escribas.
    (Aliás, se quer ter uma ideia da dimensão da ‘vertente publicitária’ dir-lhe-ei que, das 16 páginas do primeiro número, menos de três terão publicidade: a um bar, uma churrasqueira, uma colchoaria, um espaço holístico, uma parafarmácia e uma livraria…áreas de actividade sem qualquer presença na parte editorial da publicação).

    Và lá, Filinto.
    Não tema.

    Abraço,

  5. Pingback: O cartoon «

  6. «Não aparente estar tão satisfeito, Pedro.»

    Aprentei isso? Exprimi-me mal, certamente. De facto, estou mais enfadado que satisfeito. É um trabalho rotineiro e bastante chato. Aliás, se me quiser substituir nessa tarefa, ficar-lhe-ei muito grato.🙂

  7. Já o disse antes (na versão on-line)… parece-me um excelente projecto de preparação de futuros profissionais.
    A versão on-line era (antes do interregno, ainda não me inteirei completamente no regresso) de uma qualidade surpreendente.

    Uma dica: Ninguém se minimize pela natureza do projecto… mas também, ninguém se julgue à partida um profissional consumado (até porque esses fazem-se durante uma vida inteira)…

    Força nisso!

  8. “É um trabalho rotineiro e bastante chato”. Obviamente, não é essa a questão. É esta:
    Estatuto do Jornalista
    “Artigo 3.º
    Incompatibilidades
    1 – O exercício da profissão de jornalista é incompatível com o desempenho de:
    a) Funções de angariação, concepção ou apresentação de mensagens publicitárias;”

    Note-se: as minhas dúvidas não têm nada a ver com a qualidade do jornal. Aliás, para o comprovar, e por manifesto interesse, vou já tentar fazer uma assinatura. E claro que não o quero substituir, mais envio mesmo os parabéns pelo trabalho desenvolvido… com a excepção de os jornalistas angariarem publicidade, naturalmente.

  9. Filinto, eu conheço o artigo. Mas a alternativa era não ter jornal. Aquele trabalho de sapa ninguém teria feito por nós.

    Mas, para dar mostras de imparcialidade, garanto que o Editorial da próxima semana vergastará com violência a qualidade dos colchões Bramolar ou a higiene da churrascaria New York. :=)

  10. Meus amigos e condiscípulos do Minho,
    (antes de CS, hoje de CC, mas isso agora pouco importa)

    parabéns pela coragem e pelo trabalho semanal, até diário, que sei ser árduo e meritório e a troco de nada! acreditem que a satisfação e os ganhos à posteriori compensam todas as noites não dormidas, o dinheiro que vos sai do bolso (já nós no velhinho e diferente Semanário Académico, com liberdade editorial até à demissão, diziamos que pagávamos para trabalhar) e as pressões que vão sentir, vindas de todos os poderes instalados. Não se esqueçam da missão de escrever para quem vos lê e de defender os interesses dos estudantes, caso seja essa a vossa orientação editorial.

    Quanto à questão lançada pelo filinto, ele tem toda a razão. Não retira mérito ao vosso trabalho (eu próprio me tive que meter nesses “trabalhos” quando era director do Semanário Académico) e pode ser mudado já no próximo número, criando uma equipa própria para essa angariação de publicidade. Tenho-vos como rapaziada inteligente e íntegra e estou certo que não estão a confundir as coisas e as actividades (jornalismo – publicidade).

    Bem sei também que querem sempre defender o vosso projecto (o vosso “filho”) com unhas e dentes, até porque sabem melhor do que ninguém as dificuldades por que passaram para ter este primeiro número cá fora. Mas admitir o “erro”/esquecimento é o mais correcto a fazer, e não ridicularizá-lo por nervosismo ou outra qualquer razão.

    Continuação de bom trabalho e um abraço orgulhoso aos homens-do-leme do ComUM!

  11. António, não houve nenhum esquecimento. O modelo de equipa de publicidade fora do corpo redactorial já foi tentado (com duas equipas diferentes, aliás), sempre com resultados péssimos.

    A ideia é impraticável porque pura e simplesmente não há ninguém disponível para perder 7 a 8 horas diárias, 4 ou 5 dias por semana, para contribuir para uma coisa que não sente como sua.

    O meu comentário anterior ironizava com esta situação. Se alguém conhecer uma equipa de publicidade que cumpra com as exigências, sinta-se à vontade para me avisar. Não tenho nenhum problema em voltar a ter fins-de-semana.

    Abraço

  12. Pingback: ComUM: um caso de migração para o papel «

  13. Olá a todos! Gostaria de contribuir com os votos de bom trabalho. Contudo, e para quem já não se lembra ou porque não sabe, que o Comum (ou em outros tempos a Comum) já foi inicialmente jornal e depois revista. Houve uma tentativa de a colocar online mas sem grandes progressos (http://revistacomum.no.sapo.pt/)… isto foi em 2001 se bem me lembro. Outros tempos… Mas o fundamento era o mesmo de agora. Mas hoje há maior interesse. E ainda bem…Parabéns ComUM

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