Jornalismo em segurança – novo blog

Da autoria de Paulo Nuno Vicente, jornalista da Antena 1, um novo blog que se se propõe debater o tema do exercício da profissão em ambientes hostis.
Diz-se, no post de lançamento:

Os últimos anos, ainda que nem sempre pelos melhores motivos, têm vindo a despertar a consciência das redacções portuguesas para a necessidade de formar jornalistas para a reportagem em ambiente hostil.
Os cursos, habitualmente em parceria com as Forças Armadas Portuguesas, mas também de iniciativa privada, serão sempre tão atempados quanto escassos: basta perguntar quantas redacções têm em permanência o equipamento ajustado a este tipo de reportagem para percebermos que a falta de preparação é estrutural.
O weblog que hoje nasce quer contribuir para a criação de um espaço de partilha e reflexão em torno do tema. Não apenas o da reportagem de guerra, mas o da reportagem em ambiente hostil: seja o acompanhamento de actividades de uma força de segurança, uma sessão de tribunal mais quente, um derby num estádio com ânimos incendiados, etc.
Estaremos tanto mais seguros quanto o que soubermos partilhar.
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“Crowdsourced news”: leituras

Crowdsourced News: The Collective Intelligence of Amateurs and the Evolution of Journalism, de Melissa Metzger [no quadro de um master na London School of Economics and Political Science].

A este propósito, pode ler-se igualmente, do autor de The Rise of Crowdsourcing, Jeff Howe:

Chapter Two: Rise of the Amateur
Chapter Two: Rise of the Amateur, Continued.

TV pública: “educar, despertar e excitar”

É conhecido que o governo francês se prepara para mexer no serviço público de rádio e televisão. A supressão total da publicidade foi um tema de debate lançado por Sarkozy, numa conferência de Imprensa, no início de Janeiro, mas as mexidas não deverão ficar por aqui. O presidente francês acaba de dar posse a uma comissão para “uma nova televisão pública”, defendendo, no discurso feito na ocasião, a necessidade – aparentemente a “quadratura do círculo” – de dotar a França de uma televisão popular, liberta da “tirania da audiência” e, a partir de 2009, sem publicidade ou, pelo menos, iniciando um percurso orientado nessa direcção. Uma televisão pública capaz de “educar, despertar e excitar”. Palavras de Sarkozy: “Excitar a curiosidade, despertar a consciência, educar o espírito”. A questão é: como financiar, a partir de 2009, o serviço público de televisão? Vale a pena ler o discurso presidencial, para antever os caminhos sugeridos.

Para ver/ouvir/ler o discurso de Sarkozy: AQUI.