TV de Lisboa – mote para debate no Porto

Vítor Pimenta escreve no Avenida Central:

” (…) neste país feito à imagem da linha de Cascais e do Colégio da Barra, toda a sua diversidade e potencialidade parecem definhar. Neste sentido, e a não ser que a caixa mágica tenha a mesma liberdade de emancipação regional que têm os jornais e as rádios, o Norte – como outras regiões do País na masmorra do modelo administrativo actual – fica refém de ditadores da programação em Lisboa e sem este instrumento, altamente eficaz, para o seu desenvolvimento. (…) Enquanto não houver televisões locais em sinal aberto, a emitir para o romantismo de um televisor na sala, com o sofá preenchido de família e amigos, todo um imenso Portugal – que não Lisboa e arredores – estará em fraca sintonia com os seus cidadãos e as suas dinâmicas, e estes com as suas vidas e interesses limitados num ecrã nacional em constante formigueiro.”

olhares_banner_Eis um excelente mote para a próxima sessão de Olhares Cruzados sobre o Porto, a realizar quinta-feira, dia 13 14, às 21.30, na Universidade Católica – centro do Porto, centrada no tema A Comunicação Social no Porto – As novas tecnologias e a centralização ameaçam os media regionais?“. Sob a moderação de Manuel Carvalho, o pontapé de saída será dado pelo ministro Augusto Santos Silva, seguindo-se, antes do debate alargado, os comentários de Jorge Fiel e Rui Moreira. A iniciativa é do jornal Público em parceria com a Universidade Católica.

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O mundo dos media

” (…) Nos últimos anos, tivemos reportagens as mais variadas sobre nascimentos que ocorreram em ambulâncias. A muitos ficou a ideia de que teria havido um aumento exponencial daquele tipo de ocorrências. Eis senão quando são publicadas as estatísticas. E não é que o número desceu?! Interrogo-me qual a razão para praticamente nenhum órgão de Comunicação Social ter dedicado uma linha, ou um minuto, sequer ao assunto? Mesmo que a notícia não tenha impacto mediático, pergunto-me se quem contribui para a criação de um equívoco não tem o dever ético de fazer tudo para o esclarecer? Faça-se um inquérito e verão que a grande maioria das pessoas continuará a dizer que nascem mais bebés nas ambulâncias do que anteriormente!(…)”.

Alberto Castro, in Jornal de Notícias, 12.2.2008 (com dois pontos de interrogação indevidos que, apesar de não comprometerem o sentido da mensagem, criam, pelo menos, bastante ruído).