Auto-regulação avança

Três notícias sobre iniciativas muito recentes (e muito concretas, e muito interessantes…) nos domínios da auto-regulação:

1) O Expresso reformulou e ampliou o seu Código de Conduta, conforme tinha anunciado na edição comemorativa do seu 35º aniversário. É útil que os leitores o conheçam, para que possam também apreciar o seu cumprimento.

2) Em Espanha, o diário Público (não confundir com o homónimo português) adoptou, numa iniciativa pioneira, um código auto-regulador especificamente para a informação sobre violência de género. Indicações muito precisas sobre a terminologia a utilizar, sobre procedimentos a não esquecer, constituem um compromisso do jornal com os seus leitores em forma de “Dez Mandamentos”. Como o próprio periódico explica: “A partir de ahora, desde la redacción de Público nos comprometemos a que nuestro decálogo sea de obligado cumplimiento y pedimos a nuestros lectores que así nos lo exijan“.

3) Ainda em Espanha, o jornal LaVanguardia.es – edição digital do conhecido diário de Barcelona La Vanguardia — decidiu criar um Conselho Editorial dos Usuários, espécie de órgão auto-regulador que diz pretender “romper la historica distancia existente entre los medios informativos y su audiencia”. (Informação recolhida no blogue E-Periodistas, de Ramón Salaverría, que recorda, a propósito, a criação, em 2006, de um outro organismo semelhante: um Conselho de Leitores na revista Tiempo).

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One thought on “Auto-regulação avança

  1. Concordo plenamente com a iniciativa do Expresso a exemplo aliás daquela que o Público teve. O problema, meu caro, é que as notícias desaparecem em dois tempos e o jornalista acaba por “acatar” a opinião, se preferires imposição, da fonte anónima ou profissional. Já agora quanto ao valor das prendas vamos ver com a coisa funciona, voltando ao Público gostava de saber como funciona a experiência.
    Abraço

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