MIL quer implantar-se nas redacções

O MIL (Movimento Informação é Liberdade) reuniu quarta-feira em Lisboa, tendo decidido “iniciar um processo de designação de representantes do MIL em todas as redacções do país”.

Na reunião foi igualmente acordado “apelar a todos os jornalistas que inviabilizem a constituição da nova Comissão da Carteira Profissional, à qual o novo Estatuto dos Jornalistas atribuiu reforçados poderes de policiamento deontológico, quer recusando integrar esta estrutura quer recusando contribuir para a sua eleição”.

O MIL vai também “preparar um documento sobre as condições do exercício do jornalismo em Portugal, nomeadamente nos aspectos do acesso à profissão, acesso à informação, regulação deontológica e Direito da comunicação social”.

Entretanto, o JN adianta hoje que “a ERC quer desmistificar a ideia de que em Portugal a comunicação social nunca se entenderá quanto à auto-regulação”, segundo explicou àquele diário Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), a propósito da reunião que anteontem teve com os directores dos principais títulos da Imprensa portuguesa.

Segundo Azeredo, “a ERC acedeu ao apelo da Associação Portuguesa de Imprensa no sentido de mediar o processo de criação de uma estrutura de auto-regulação, auscultando os directores de jornais e revistas, numa primeira reunião em que todos reagiram de forma positiva”.

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Imprensa atrai menos portugueses

A Marktest divulgou os resultados mais recentes do Bareme Imprensa e percebe-se que a audiência média está em decréscimo (mitigado, ainda assim, por certo, pelo crescimento no sector dos gratuitos) e que a quebra é mais visível nos jornais do que nas revistas.

PS: Aparentemente, dos mesmos dados pode fazer-se uma leitura quase inversa. Mas manter-se-á ainda válido o que aqui o que Manuel Pinto escreveu no final do ano passado a propósito da confusão instalada sobre esta matéria.