Modos

Emídio Rangel até pode ter argumentos relevantes para o debate sobre a política governamental para os media e sobre a acção do ministro Augusto Santos Silva. Ao enveredar pelo insulto e pelo ataque ad hominem acaba por comprometer o que de importante tivesse para dizer.

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5 thoughts on “Modos

  1. É uma prosa violenta? É sim senhor. Mas o Emídio Rangel é assim mesmo. Quando atira, atira a matar e com tudo o que tiver. Despeja o carregador (embora tenha sempre mais alguns atestados para o que der e vier). Talvez desperdice muitas munições. Mas ele não sabe jogar à defesa. O ataque é a sua melhor defesa. Com ele não há empates. Ou ganha ou perde. Quase sempre ganha. Além disso, para o bem e para o mal, a frase de Martin Luther King: “O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”, não se aplica a Emídio Rangel.

  2. Orlando,

    Só seria uma ‘prosa violenta’ se o Emídio concretizasse.
    O que é isso dos ‘amigalhaços do Porto’?
    A proveniência geográfica é mesmo o mais importante?
    E se assim é, porquê?

    É uma prosa de quem atira a matar, mas não de quem atira a matar certeiro. Lembra-me aqueles inadequados que aparecem sempre em filmes de acção para dar um toque de comédia à coisa e entram pelo mato a dentro a disparar em todas as direcções (invariavelmente deixam a película de forma irrelevante).

    É uma prosa mal educada. E isso diz muito mais sobre o Emídio do que sobre a pessoa que ele pretende atingir.
    Há muito a dizer sobre a acção de Santos Silva e com o seu RATATATATATA Emídio contribui para que não se diga.
    Um abraço,

  3. Meu Caro Luís Santos,

    Espero, desde logo, que esta nossa salutar discussão abra a porta a mais algumas opiniões.

    Também não gosto da análise feita com base na proveniência geográfica, se bem que o Emídio Rangel vá mais longe.

    Repare que, entre outras, frases como: “… com telefone vermelho para a redacção do ‘Telejornal’”; “Criou a Entidade Reguladora de Comunicação, deu-lhe enormes competências em termos de regulação e fiscalização dos media”; “A fúria reguladora/controleira foi de tal ordem que, agora, a definição do conteúdo essencial das grelhas de programas está definida em ‘lei’, estabelecendo quotas de ‘géneros’ obrigatórios e horários a cumprir”, dão margem de manobra para uma vasta análise.

    Não cometamos, contudo, o típico erro de não compreender a mensagem só poruqe não gostamos do mensageiro.

    Abraço

  4. Por vezes, as pessoas parecem-me tão ingénuas ! Eu também queria ser … continuar a ser ! Neste momento já devem ter conhecimento da proposta de nomeação para a Direcção de Programas da RTP (programas, sim, leram bem) do jornalista José Fragoso … Logo, não percam tempo a tentar descodificar a prosa do Rangel. Se isto não vos diz nada … esqueçam. Este comentário procura ter um discurso tão ambíguo como aquele que estão aqui a tentar discutir.

  5. Se me permitem a minha humilde “colherada”, também me parece que, por um lado, Rangel colocou questões pertinentes (a questão crucial é: porquê agora? São outros “quinhentos”).
    Por outro lado, é de facto o seu estilo: Ácido e cortante num claro ajuste de contas antigas (com dois dos senhores visados), por isso gera, entre os que o rodeiam, ódios e paixões e nada pelo meio.

    O estilo é o que é, mas o conteúdo… pelo menos, dá que pensar!

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