“Sol na eira e chuva no nabal”…

… é difícil ter as duas coisas ao mesmo tempo, já sabemos. Mas, enquanto jornalistas, podemos pensar que muito tempo seguido de sol na eira significa que o nabal pode ir à vida. É, afinal, do mais elementar bom senso. Mas nem sempre seguido.

Vem esta conversa a propósito de algum jornalismo dos último dias, sobretudo radiofónico, que manifesta grande contentamento com a perspectiva do fim da chuva e do regresso ao “bom tempo”. Mas o que significa “bom tempo”, quando há populações que, em Janeiro, têm a água aos níveis de Julho ou Agosto ou mesmo pior?

Nâo é apenas o interesse de uma minoria de agricultores ou de horticultores que está em causa, interesse que deve também, naturalmente, ser considerado. É o interesse geral. Porque se não chover a sério, vamos ter o mesmo jornalismo a deitar as mãos à cabeça, quando, nos meses mais secos, as reservas de água não existirem.

Anúncios

Leituras – Acrimed

O percurso dos grupos de media:
Le groupe News Corp. (Rupert Murdoch) : évolution depuis 2004

A forma como os media tratam a ratificação do tratado de Lisboa:
Le service après vente du Traité européen de Lisbonne

Publicações de 2007:
Des livres et des revues sur les médias parus en 2007